Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras – Crítica

Na próxima sexta-feira 13, estreia nos cinemas a nova obra de Guy Ritchie, estrelado por um Robert Downey Jr. no seu melhor, e por Jude Law, além de Noomi Rapace e o vilão Jared Harris, e você deve ir ao cinema.

Robert Downey Jr. como Sherlock Holmes

Bom, eu presumo que pelo interesse neste filme você deve ter assistido ao primeiro, pois bem, se você assistiu eu vou poupar as comparações com as obras literárias de Sir Arthur Conan Doyle, pois você já sabe que são várias as adaptações de Ritchie a obra original, transformando Sherlock num filme de ação e ponto, vá com essa ideia ao cinema.

Em Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras, o famoso detetive, novamente vivido por Robert Downey Jr., se vê desafiado por uma mente possivelmente ainda mais brilhante que a sua, a do criminoso Professor Moriarty (Jared Harris). Quando o Príncipe da Áustria é encontrado morto, as evidências apontam para suicídio, mas Holmes acredita que ele foi assassinado e que este crime é apenas mais uma peça de um grande quebra-cabeças armado por Moriarty.

Enquanto comemora a despedida de solteiro de Watson (Jude Law) em um “clube de cavalheiros” de Londres, Holmes e seu irmão, Mycroft (Stephen Fry) conhecem a cigana Sim (Noome Rapace), uma leitora da sorte que vê mais do que está contando e que pode ser a próxima vítima do Professor. Holmes a salva e ela concorda em ajudá-lo.

A investigação se torna cada vez mais perigosa, com o detetive, acompanhado de Watson e Sim, viajando pela Europa em busca de um criminoso que parece estar sempre um passo à frente de todos e que tem planos que podem mudar o curso da história.

O longa pouco se distancia do primeiro, apenas conseguimos notar muito mais afinidade de Jude Law e Downey Jr. com seus papéis, e até o próprio Ritchie já está mais acostumado com o que tem em mãos e soube escalar o time da melhor maneira para segurar o resultado, ou seja, manter o nível.

A história é como imaginávamos ao fim do primeiro longa, seria uma busca desenfreada de Sherlock pelo Professor James Moriarty (Jared Harris), e realmente foi isso, porém ao estilo de Ritchie, uma narrativa fragmentada e misturada. A Fotografia, cenários e figurinos impressionam, Guy caprichou nesses quesitos, até mesmo quem detesta essa ambientação do final do século XIX vai gostar do visual do filme e dos enquadramentos de Ritchie, que também abusou do bom uso do slow motion.

Acho que nem em Homem de FerroRobert Downey Jr. esteve tão entregue a um personagem, apesar de achar que ele é o Tony Stark em pessoa, ele ficou tão bem nessa versão do Sherlock que impressiona. Jude Law também surpreendeu muito nesse filme, eu já o tinha elogiado antes, mas realmente ele esteve muito bem, tal como Jared Harris, porém este está mais do que acostumado ao papel de vilão, em Fringe por exemplo, sua atitude em cena é muito parecida com a do Professor Moriarty e não sei se podemos dizer que isso é um elogio. Noomi Rapace, a garota com a tatuaguem de dragão (ela fez a versão sueca de Millennium). O que posso dizer dela, simples em cena, não que isso seja mal, mas foi simples, talvez mal aproveitada a sua aventura no cinema americano. Logo ela estará em Prometheus.

Resumindo, passando a régua e fechando a conta, uma trilha sonora envolvente, um visual sensacional, e um Robert Downey Jr. inspirado, cenas ótimas de ação, uso maestral do humor inteligente em cena, unidos a mais uma aventura normal fazem de Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras um bom filme, não o grande filme do ano, afinal ainda nem terminamos Janeiro, mas um bom filme para 2012, vá ao cinema com toda a certeza.

Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras, dirigido por Guy Ritchie e com Robert Downey Jr. (Sherlock Holmes), Jude Law (Dr. John Watson), Jared Harris (Professor Moriarty), Rachel McAdams (Irene Adler), Stephen Fry (Mycroft Holmes), Noomi Rapace (Simza) no elenco, estréia em 13 de janeiro de 2012.

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