Square-Enix e a reinvenção de uma empresa: Parte 01 – Os primeiros anos e o sucesso da sexta geração

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Nós costumávamos viver no mundo da Square. Principalmente na época do PS1, era difícil passar um mês sem um grande lançamento da poderosa empresa japonesa marcada por grandes títulos de RPG e por grandes franquias, como SaGa, Front Mission, Mana, Xenogears (e toda a bagunça com a Monolith, que acabou fazendo com que o 2° jogo da franquia fosse publicado pela Namco Bandai), Parasite Eve, Chrono e, principalmente, Final Fantasy, a marca pela qual a empresa sempre foi conhecida (e que eu nunca escondi por aqui que é minha franquia preferida – junto com Shin Megami Tensei).

Mas, então, em 1° de Abril de 2003, em um daqueles anuncios que nos pegam completamente de surpresa em um dia que sempre imaginamos ser só de mentiras, a Squaresoft anunciou a fusão com a sua grande rival, Enix e a formação daquela que deveria ser um dos maiores monstros da indústria japonesa, a Square-Enix. Sob uma mesma bandeira, agora estavam Final Fantasy e Dragon Quest, as duas mais famosas franquias de RPG do mundo.

Essa união completa 10 anos em menos de 2 meses e, como uma forma de celebrá-la ao mesmo tempo em que comemora o aniversário do jogo, a SE lançará no Ocidente a versão em HD daquele que foi o último jogo sob o seu antigo nome: Final Fantasy X-2. Sim, um dos piores jogos da franquia foi o último jogo da Squaresoft e a trajetória que a série seguiria dali em diante traça um belo paralelo com o rumo que a própria empresa seguiria a partir dali.

square enix 02Mesmo com a “mancha” que Final Fantasy X-2 parecia representar na marca, não foi nada tão grave assim. Final Fantasy XI viria a ganhar mais e mais tração ano após ano, se consolidando como o jogo mais lucrativo da franquia e uma série de outros jogos se mostrariam um sucesso. Final Fantasy Crystal Chronicles marcaria a volta da série aos consoles de mesa da Nintendo (alguns meses antes, o ótimo Final Fantasy Tatics Advance havia chegado ao portátil), Front Mission 4 foi um grande sucesso e novas franquias começaram a aparecer na forma de Drakengard e Kingdom Hearts (que havia sido lançado ainda sob o nome de Squaresoft alguns meses antes da fusão) e os 3 primeiros grandes jogos da Enix lançados sob o novo nome (Grandia II e III, Dragon Quest VII e Valkyrie Profile 2) foram todos recebidos muito bem. Até Star Ocean, a franquia que mais demorou a ganhar um jogo pela nova publisher, teve em seu 3° jogo o ápice da franquia.

Nada parecia poder dar errado pra gigante japonesa. Mas, no que talvez seja o marco do começo da “queda” da SE, a E3 de 2006 veio e os anuncios pareciam querer alcançar um escopo maior do que a empresa conseguiria atingir. O anuncio da “Fabula Nova Crystallis” foi impactante. Pra uma empresa que vinha nadando na onda de sucesso de Final Fantasy XII e Kingdom Hearts II, que apagou o grande erro que foi a “Compilation of Final Fantasy VII” (#NeverForgetDirgeofCerberus), nada poderia dar errado. Mas, como os 6 anos seguintes mostrariam, não era bem assim.

A Fabula Nova Crystallis
A Fabula Nova Crystallis

Em 2007, uma das mentes por trás da franquia Final Fantasy deixou a empresa: Hiroyuki Ito, o diretor de Final Fantasy VI, IX, XII e o inventor da Active Time Bar. Junto com a partida de Hironobu Sakaguchi (pai da franquia e que, ao deixar a posição de vice-presidente executivo da Square abriu caminho pra fusão com a Enix) em 2003 e Yasumi Matsuno em 2005 (depois de infernizar a vida do Ito na produção de FFXII), nenhum dos nomes ligados ao começo da franquia estava por lá. Isso acabaria levando a dois relativos novatos ao controle dos próximos dois grandes jogos da franquia, os homens por trás de Kingdom Hearts e Final Fantasy X-2 respectivamente: Tetsuya Nomura e Motomu Toriyama, além de uma série de dificuldades para a empresa.

Mas a gente continua a falar sobre isso na semana que vem :)

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+ sobre a Square-Enix:

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