Resenha de George, de Alex Gino

Antes de começarmos, eu gostaria de deixar duas imagens aqui:

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George é um livro infanto-juvenil sobre uma criança transexual. No país que mais mata transexuais no mundo inteiro, o que podemos esperar?

Pessoalmente, eu espero que o livro seja acolhido. Espero que sirva de ferramenta para despertar a empatia das pessoas e que, se possível, ele salve vidas. Acho necessário dizer que George é “apenas uma história”. Ela tem começo, meio e fim. Não vai te explicar tudo sobre as questões de sexualidade, gênero, preconceito, etc., apenas mostrará que existem pessoas diferentes, mas que elas não são necessariamente anormais. Vai contar a história de George: Uma menina que, ao nascer, foi definida pelo órgão genital como pessoa do sexo masculino, e agora, na pré-adolescência, não sabe como mostrar às pessoas ao seu redor que na verdade é uma garota – pelo menos até surgir a oportunidade de encenar uma peça e representar sua personagem favorita.

Talvez Alex Gino tenha escolhido escrever o livro para a faixa etária mais jovem exatamente para desconstruir preconceitos em um momento da vida em que eles ainda não estão tão concretizados, em que o entendimento não tem tanto a ver com ciência quanto com empatia. No entanto, também me pergunto se a escolha não foi para evitar uma experiência mais pesada para o leitor, que certamente viria se o livro falasse de uma pessoa transexual adulta. George sofre agressões físicas e psicológicas, e elas são danosas, horríveis; No entanto, também são contidas num ambiente escolar, vigiado, limitado. Na sociedade, nas ruas, talvez ela fosse pior. Provavelmente seria.

George é curto e tem um plot característico dos livros escritos para a faixa-etária ao qual ele se destina, ou seja, bem trabalhado sem ser extremamente complexo. É representativo de uma maneira singular e merece ser lido. Apenas o fato de ele existir e ter sido publicado representa um avanço. Não paremos por aqui.

Leia George. Ela pode te surpreender.

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