The Flash – Primeiras Impressões

Luiz Alexandre Andrade
@luizalexandre82

  sexta-feira, 17 de outubro de 2014

The Flash – Primeiras Impressões

A série estreou com ótima audiência e deve facilmente ser renovada

Depois da estreia excelente que a série teve nos Estados Unidos na semana passada, The Flash chegou ao Brasil na noite de ontem quando estreou no canal por assinatura da Warner. Vale à pena destacar que logo na sua estreia nos EUA, quando exibida pelo canal CW, The Flash registrou audiência considerável tornando-se a premiere mais assistida dos últimos cinco anos do canal, mesmo tendo seu episódio piloto “vazado” meses atrás.

No episódio piloto, voltamos a origem do principal trauma de Barry Allen, o assassinato de sua mãe, Nora Allen. Quando criança, Barry testemunhou algo inexplicável que aconteceu na noite em que sua mãe foi morta. Mesmo num evento tão confuso, Barry nunca esquecerá os borrões amarelos e vermelhos e da figura humana presente entres eles. O pai de Barry é acusado pelo assassinato e preso. Provavelmente, esse será a grande motivação do personagem ao decorrer da série, já que nenhuma pista a mais é revelada nesse episódio. Quem irá cuidar do garoto é o detetive Joe West, pai da sua melhor amiga, Iris.

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Anos depois, Barry faz parte da força policial de Central City trabalhando como investigador criminal. Entre um caso e outro, Barry ainda mantém sua investigação particular para capturar o verdadeiro assassino da sua mãe e libertar o pai que está preso em Iron Heigths. Sua investigação lhe levou a procurar entre os casos mais bizarros e inexplicáveis qualquer pista sobre o que acontece naquela fatídica noite.
Porém durante a primeira experiência do acelerador de partículas nos Laboratórios S.T.A.R., a máquina explode e cria uma tempestade anormal. Barry é atingido por um raio que o deixa em coma durante 9 meses. Ao retornar , Allen descobre que os eventos daquela noite provocaram um verdadeiro pesadelo para os moradores da cidade e que tem também lhe deu o incrível poder da supervelocidade.

Mas Barry não tem tempo para curtir suas novas habilidades, pois ele não foi o único afetado durante a tempestade. Clyde Mardon começa a realizar assaltos por Central City utilizando como método o controle do clima. Para deter essa ameaça, Barry contará com o apoio de Harrison Wells e sua equipe, Caitilin Snow e Cisco Ramon para controlar seus poderes e usá-lo para o bem. Durante o embate do herói com o controlador de climas, o detetive Joe West descobre os incríveis poderes de seu afilhado e juntos decidem manter as habilidades em segredo, inclusive de Iris West.

O que vale a pena destacar em “City of Heroes”, episódio piloto de The Flash é o carisma com que Grant Gustin nos toma logo a primeira vista. O ator está confortável no papel, alternando momentos onde Barry Allen é aquele cara atrapalhado e confuso ou quando está tomado pela obsessão e focado para descobrir quem matou sua mãe. É um ponto deveras positivo para a série ter um ator que logo de cara ganhe ao público, o que não aconteceu de imediato com seu colega Stephen Amell em Arrow. Aquele lance de “Sherlock” durante as investigações foi algo me agradou ver assim como a introdução do uniforme. Não é a versão definitiva, porém ficou bem adaptado ao universo que a DC constrói no canal CW.

Além de Gustin,a série tem um elenco que não incomoda (com exceção de Carlos Valdes como Cisco Ramon). Destaque para Jesse L. Martin como o detetive Joe West e Tom Cavanagh como Harrison Wells, que após o incidente com o acelerador de partículas, passou a andar de cadeira de rodas. Para os saudosistas, a série conta no seu elenco com a participação de John Wesley Shipp, o Flash do seriado feito nos anos 1990. Agora, John Shipp interpreta o pai de Barry Allen. O primeiro episódio ainda conta com a participação especial de Stephen Amell, que como o “Arqueiro” dá conselhos de como ser um herói para Barry Allen.

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A escolha do vilão para o primeiro episódio foi bem interessante ao mostrar que a tempestade provocada pela explosão no acelerador de partículas contribuiu para o surgimento de “meta-humanos” como o Flash. Clyde Mardon controlando o clima e fazendo subir nevoas e tornados ficaram bem realizados na tela. Excelentes efeitos visuais que pouco se vê em produções televisivas. Isso mostra o quanto os envolvidos têm investido pesado no programa. Falando sobre os efeitos, como ficaram maneiros os efeitos da supervelocidade do Flash. As linhas em vermelho e amarelo como se fossem faíscas e fachos de eletricidade compõem movimentação dinâmica sem igual.

Mas aqui vai um alerta sobre a possível origem dos poderes dos personagens que aparecerão na série. Fazer com que a explosão do acelerador de partículas seja a única explicação para os eventos bizarros que começam a acontecer, nos faz lembrar de “Smallville”, onde tudo de ruim que acontecia era devido a chuva de meteoros. Acredito que não linkar todos os eventos fantásticos ao acelerador ajuda a construir um universo diversificado assim como é nos quadrinhos.

tumblr_nd8yxeqPnS1tbsjlbo1_500Outro ponto positivo a série foram as várias referencias aos quadrinhos sem que as mesmas parecessem forçadas. Logo de início, a morte de Nora Allen é contada da mesma forma como Geoff Johns (produtor da série) a fez quando reescreveu a origem do personagem nas HQs. Após a explosão do acelerador de partículas, vemos dentro dos Laboratórios STAR uma jaula arrebentada com uma placa dizendo “Grodd”, o vilão gorila da DC. Uma ponte ligando duas cidades que deve ser Central City e Keystone City, que nos quadrinhos são conhecidas como “as cidades gêmeas”. A placa da Ferris Aeronáutica lugar onde Hall Jordan, o Lanterna Verde, trabalhava como piloto de testes. Além disso, a maior referencia ao universo DC, a Crise, está estampada na primeira página de um jornal do futuro que misteriosamente Harrison Wells tem acesso (e nessa cena a gente descobre que andar em cadeira de rodas é tudo encenação. Mas por quê?).

Mas nem tudo são flores, o que acaba desagradando neste episódio foi o triangulo amoroso entre Allen, Iris e o detetive Eddie Thawne. Muito forçado e sem originalidade que acaba soando desinteressante. Além disso, a central de polícia de Central City deve ser a segunda casa de Iris, tá certo que o pai dela e seu melhor amigo trabalham lá, mas é necessário ela estar presente ali quase sempre? E como disse acima, o personagem Cisco Ramon ainda não encontrou um tom correto, exagerado e forçado acaba tornando-se caricato destoando dos outros personagens que o rodeiam.

Mas amigos, ao final do episódio, a sensação que surge é que temos mais um grande sucesso surgindo. A DC Comics sempre esteve marcada com bons produtos para a TV, seja em séries ou em animações. Essa nova fase que se iniciou com Arrow e tem em The Flash a continuação de um projeto de adaptações vem agradando fãs e os críticos. O episódio piloto de The Flash crava a certeza que a Warner/DC vai continuar investindo mais em seus personagens e, se continuando a fazê-lo desta forma, é certeza de que a tendência é melhorar cada vez mais. Sigo com The Flash, pois a série mostrou que tem potencial de realizar uma grata adaptação aproveitando o melhor das duas mídias, HQ e TV.


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