Review | White Collar 3×01: “On Guard”

  Leandro de Barros  |    sexta-feira, 10 de junho de 2011

Review do primeiro episódio da terceira temporada ( 3x01 ) de White Collar, chamado "On Guard". Com Matt Bomer, Tim DeKay, Tiffani Thiessen, Willie Garson, Marsha Thomason, Sharif Atkins e Hilarie Burton.

E esse é o pontapé inicial para mais uma faceta do Supernovo. Desde que o site era só um projetinho na nossa cabeça, reviews de séries já estavam inclusas como algo que queríamos fazer. Eu, por exemplo, assisto o maior número de séries que eu consiga sem que isso afete minha rotina. O que, atualmente, é 0, mas não vamos por esse lado. O fato é que a gente também curte muito ler reviews e comentar sobre as séries. É hábito de quem assistiu Lost desde o início. Debater sobre os personagens, sobre o que vai acontecer, enfim…

Por isso é que a gente vai começar a fazer reviews por aqui. Como não somos um site exclusivo de reviews de séries, não espere que aquela série holandesa que passa à 2h da manhã de um canal fechado holandês apareça por aqui. Eu não gosto dela, os personagens são muito superficiais… Err, quer dizer, a gente vai começar fazendo reviews de séries que a gente já assiste normalmente, unindo o útil ao agradável. Nessa summer season, eu farei White Collar, o @edaum fará Falling Skies e, é possível que role reviews de True Blood pela @JehPagliai. Se você que está lendo isso, quiser colaborar com review de alguma série, o espaço está aberto. Mande um email para [email protected] mostrando um texto teu que a gente entra em contato. Então, vamos começar, com spoilers!

No final da última temporada vimos Peter (Tim DeKay) e Neal (Matt Bomer) finalmente prendendo Vicent Adler, que queria a coleção de arte roubada pelos nazistas, que valia bilhões. O armazém onde a coleção deveria estar explodiu e, no meio da confusão, um pedaço de um quadro que Peter viu Neal pintando caiu perto do agente do FBI, que logo suspeitou que Neal tinha roubado a coleção e armado a explosão para acobertar o roubo. De fato, a coleção foi roubada por alguém que deixou um cartão na casa de Neal com o endereço de um armazém onde está a coleção.

O episódio começa com Neal e Mozzie (Willie Garson) numa pista de aeroporto, carregando um avião com caixas. De repente, o FBI aparece e os dois entram no avião e começam a tentar fugir. A partir daí a série volta 4 dias pra mostar os acontecimentos que levaram à essa cena.

Peter suspeita fortemente que as coleção foi rouba e que Neal é o culpado, chegando inclusive à submetê-lo à um teste da verdade, com Jones (Sharif Atkins).  Embora a segunda temporada tenha mostrado à evolução na parceria dos dois, chegando inclusive a mostrá-los como grandes amigos, é justificável a reação de Peter. É impossível confiar 100% numa pessoa como o Neal, por mais bonzinho que ele aparente ser. Nem o Mozzie deve confiar 100%, imagine o Peter, que já o prendeu duas vezes. Assim, quando confrontado com o pedaço do quadro pintado por Caffrey, a primeira reação de Peter é acusar Neal. Isso gera um incômodo na relação dos dois, fazendo com que o episódio perca um dos “ícones” da série, que é a boa relação entre os dois. Eles realmente se estranham nesse episódio.

Enquanto isso, Neal descobre que o verdadeiro ladrão das artes é o Mozzie. Sim, o personagem mais querido da série deu um jeito de trocar o carregamento da coleção por obras do Neal. Assim, o que explodiu na verdade foram as pinturas que o Neal tinha feito durante a segunda temporada e eles ficaram com a coleção. O “grande golpe” que os dois queriam dar em Adler quando se conheceram finalmente aconteceu. A partir daí, os dois começam a planejar a fuga deles com a coleção, sempre sem admitir que vão sentir saudades dali, mas demonstrando de alguma maneira.

E é aí que entra o terceiro lado do episódio, o caso da semana. Resumindo em miúdos, um ladrão conseguiu roubar 60 milhões de dólares e agora precisa de ajuda pra tirar o dinheiro do país. Pra isso, ele procura por um dos disfarces de Neal, especialista nesse tipo de assunto.

Eu achei que o episódio manteve o alto nível da série. White Collar, chamada de Crimes do Colarinho Branco pela Globo, tem a característica de ter bons episódios, equilibrando a trama central da temporada com o caso da semana e temperando tudo com ótimos diálogos e referências. É uma série que não subestima a inteligência do espectador e não fica explicando tudo até os mínimos detalhes.

Mas nem tudo são flores e eu não gostei muito da maneira como o Neal trocou o material que Elizabeth (Tiffani Thiessen) levou para análises. Quer dizer, eles tinham 30 minutos pra fazer a troca e ele foi capaz de desenhar aquele pedaço do quadro e ainda chegar na casa dele antes do Jones? Conveniências do roteiro, mas não é isso que estraga tudo.

No fim, Jones (que estava seguindo Neal) acaba estragando os planos do vigarista sendo pego pelo ladrão da semana e obrigando Neal a abrir mão do seu plano de fuga pra poder salvar o agente e ainda prender o “vilão”. Não é exatamente uma surpresa, mas mostra o caminho que a temporada deve seguir. Como Caffrey repete o tempo todo no episódio :”vamos fazer ao nosso tempo” e “eu finto pra esquerda e ataco na direita. É meu movimento especial”. Ou seja, como Neal e Mozzie vão lidar com a coleção e planejar a fuga deve ser o plot principal da temporada. Vai ser um plano calmo e esperem pela reviravolta, quando formos direcionados para um lado.

Peter também não ficou muito convencido com as evidências que ilibaram Neal, principalmente depois da descoberta de Diana (Marsha Thomason). O tom da temporada deve ser esse, Neal e Peter, trabalhando juntos e conspirando por vencer o outro por detrás dos panos. Finalmente teremos um duelo entre ambos à altura das histórias contadas, hahaha.

Ah, o Neal ia abandonar facilmente a Sarah (Hilarie Burton), hein? Ele deve ver a relação como mais um caso. Resta ver se ela também vê assim. Uma mulher de coração partido pode ser um verdadeiro monstro. Principalmente depois da participação de Eliza Dushku. À conferir.


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