Review | Revolution 2×21: “Memorial Day”

João Paulo

  quarta-feira, 21 de maio de 2014

Review | Revolution 2×21: “Memorial Day”

O penúltimo episódio da série vem cheio de ação e a revelação do plano definitivo dos patriotas para fazer a república do Texas entrar em guerra com a república da Califórnia. Plus: Rachel descobre a verdade sobre Priscila e sua conexão com os nanobots

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O novo episódio de Revolution segue os eventos de “Tomorrowland” desenvolvendo melhor os ganchos apresentados lá. Cada vez mais os episódios tem cara de final, não só pelo fato da série ter sido cancelada, mas porque os arcos começam a fechar todas as lacunas abertas no decorrer desta temporada. Dessa forma pode-se dizer que “Memorial Day” é um episódio movimentado, que atiça a curiosidade para o season (series) finale que promete reviravoltas tão intensas quantas as do final da primeira temporada.

A narrativa começa onde parou, com Neville rendendo Connor e propondo uma aliança com Monroe para destruir os patriotas. Particularmente pensei que esse plot iria se desenvolver melhor, afinal Tom e Bass já trabalharam juntos na antiga república Monroe, mas o que vemos aqui é uma união que no final das contas só funcionou mesmo no clímax do episódio, mesmo assim por poucos minutos já que se separam quando Miles cruzou o caminho deles. Desta parte da história o que se pode tirar de importante mesmo é o relacionamento entre Monroe e Connor, cada vez mais frágil que chega ao seu limite determinado momento, mas falaremos mais dos dois alguns parágrafos abaixo.

A trama central do episódio se desenvolve mesmo no plot principal com Miles, Rachel, Charlie e Gene. Como citei na review anterior, Marion seria uma grande aliada para o grupo ter acesso aos planos dos patriotas em Willoughby, dessa forma um conhecido da moça é saída que Miles procurava para contra atacar. Devo dizer que o roteiro segue um caminho menos imprevisível possível, mas, no entanto não temos essa impressão inicialmente quando Miles propõe roubar um trem cheio de gás de mostarda para utilizar em seus planos.

Toda à cena do trem é boa apenas para injetar adrenalina na narrativa e nos fazer relembrar um pouco de alguns momentos da primeira temporada, precisamente no quinto episódio “Soul Train” que utiliza plot semelhante, mas em um contexto diferente.  Depois que Miles, Gene, Charlie e Joe (amigo de Marion) conseguem serem bem sucedidos em sua empreitada os problemas começam a aparecer, é ai que o plot tem um desfecho que coloca Monroe, Neville e Connor no caminho deles novamente.

Aqui temos várias insinuações do roteiro que podem ser determinantes na season finale, como a conversa entre Monroe e Connor sobre a relação de Monroe e Miles, talvez a ideia de fazer ressurgir a antiga república tenha subido a cabeça do jovem que deixou a entender que poderia matar o tio de Charlie se tivesse a chance de fazer seu pai focar no plano que os uniu desde que se conheceram. O fato é que este plot é um pouco fraco, digo isto porque os roteiristas não tiveram tempo de construir uma ligação mais forte entre Connor e Monroe, então suas motivações ficam parecendo birra de um jovem imaturo, uma pena sendo que dessa trama poderia sair diversos momentos bons para ambos os personagens.

Algo que acontece de forma diferente entre Miles e Monroe, a relação dos dois mostra que a amizade entre ambos sempre falará mais alto, não é a toa que a dupla é um dos melhores “bromances” da TV, um funciona muito bem com outro. O curioso que eu disse que seguir o caminho solo iria ajudar Miles a se desenvolver melhor, principalmente no papel de líder, mas não tem como fugir muito da relação de amizade dele com Monroe, mas aqui vejo uma vantagem diferente para ambos.

Durante muito tempo Bass foi aquele que sempre soube manipular a mente de Miles para que ele sempre ajudasse em algum plano, não foi à toa que os dois construíram e governaram a república Monroe por um bom tempo. Agora temos uma versão bem diferente dessa relação, o fator decisivo aqui é Miles, o personagem mudou bastante após o episódio “Shit Happens” e agora sua mudança de caráter pode mostrar um lado mais saudável para essa amizade com Monroe, espero que aconteça ao interessante em relação a isso, pois no final Bass resolveu escolher o amigo ao invés do filho como foi demonstrado na cena derradeira do episódio.

Voltando a história do trem Miles acabou descobrindo que o vagão onde estaria o gás estava vazio dando início a principal reviravolta da história, a revelação do verdadeiro plano dos patriotas. Os roteiristas foram espertos em guardá-lá até os últimos minutos intercalando a descoberta de Miles e utilizando Marion como peça principal dessa descoberta. Era certeza que a personagem não duraria muito devido a sua ligação com Ed Truman, mas ao menos utilizaram a morte dela em algo importante na narrativa, aliás, a cena de toda a comemoração do “Memorial Day” foi muito bem feita, desde a chegada surpresa do presidente Davis líder dos patriotas até à presença ilustre do presidente da república do Texas Bill Carver.

Daquele momento em diante Marion tinha percebido que algo estava errado, a descoberta que os patriotas iriam explodir o local com todos os cidadãos de Willoughby e as autoridades do Texas para ela teve um sabor amargo, o fato de a personagem ter sido introduzida de forma recente não teve um impacto muito grande, mas ainda assim foi triste vê-la ser morta pelo homem que a havia confessado seu amor por ela momentos antes, nesta cena Steven Culp soube transmitir toda a frieza e crueldade em seu olhar para o personagem Truman ao matá-la de uma forma tão crua.

Entre a definição deste arco preparando o terreno para o confronto final entre Miles e companhia versus patriotas ainda tivemos um enorme desenvolvimento na trama dos nanobots com entrada de Rachel na história. A personagem seguiu um caminho diferente de Miles indo atrás de Aaron e Priscila que haviam sumido fazia um tempo, aqui as revelações vão acontecendo uma atrás da outra com ela descobrindo que os nanobots estão controlando o corpo da amada de Aaron e ainda que planejam “conserta” a raça humana através de seus experimentos.

Assim como no episódio “Shit Happens” (2×19) tivemos o retorno de cenas do começo da temporada que ficaram em aberto, aqui acontece à mesma coisa com a nano-Priscila revelando que haviam feito diversas experiências com animais fazendo-nos recordar do episódio “Love Story” (2×03) quando Rachel encontrou diversos ratos mortos no caminho do cativeiro de Miles. A trama tem seus pontos positivos como o plano da mãe de Charlie para tentar tirar a verdadeira Priscila do coma (ineficaz é claro) e seus pontos negativos como Rachel batendo no rosto da nano-Priscila sem que ela a destruísse no momento seguinte (se fosse outro personagem os nanobots já teriam à matado), mas no geral a trama deu uma boa movimentada fechando com gancho interessante deixando a vida do nerd e da cientista nas mãos dos nanobots.

Enfim “Memorial Day” é um bom episódio que dá uma base maior aos acontecimentos que estão por vir, e ao explorar ação e as reviravoltas da trama o episódio se sai bem ainda que caia em alguns clichês narrativos, mas isto devido a uma má construção de alguns arcos na segunda metade desta temporada que não convém entrar em detalhe a esta altura do campeonato. O fato é que a série recuperou muito do fôlego perdido focando nas tramas que importam como a dos patriotas e a dos nanobots (ainda que tenha seus defeitos), trazendo boas revelações que ajudam a crescer a expectativa para o season finale que segundo informações promete ser épico. Com a vida de Rachel e Aaron nas mãos da nano-Priscila, eu estou curioso para saber como vão fazer para detê-la, não tenho certeza se esta trama se ligará de alguma forma a dos patriotas, mas senão ao menos espero que deem uma conclusão decente. Enquanto que Miles, Charlie, Gene e Monroe partiram para Willoughby numa tentativa desesperada de evitar que os planos orquestrados pelo presidente Davis e Truman dê certo.

Dessa forma podemos esperar um final cheio de ação, muitas mortes, reviravoltas surpreendentes desse último episódio da série que só espero que não acabe de uma forma muito enigmática já que não teremos mais uma temporada para especular (quem estou enganando isto vai acontecer), mas que acima de tudo termine de uma forma coerente, pois é o mínimo que os fãs do seriado esperam e merecem, veremos como tudo irá terminar.

Observações da Revolução:

Memorial Day: O nome do episódio tem relação ao feriado norte-americano que ocorre sempre na última segunda feira de Maio e é uma forma dos EUA homenagear os militares que morreram em combate. Coincidentemente o episódio foi exibido a quase uma semana antes do feriado.

República da Califórnia: A única república do pós-blackout que não chegaremos a conhecer (a não ser que apareçam imagens dela no season finale), uma pena, pois gostaria de ver como Los Angeles ficou depois do blackout.

– No próximo episódio o season finale promete fortes emoções, veja a promo abaixo e prepare-se para despedida.

https://www.youtube.com/watch?v=OFIrXrcE2ik


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