Review | Revolution 2×18: “Austin City Limits”

João Paulo

  terça-feira, 08 de abril de 2014

Review | Revolution 2×18: “Austin City Limits”

Explosivo, intenso e cheio de reviravoltas. O novo episódio da série trás morte de um dos personagens principais e mudanças drásticas para Charlie e Miles. Plus: Parte do plano dos nanobots é revelada.

revolution 2x18

Em séries de TV sempre há aqueles momentos eletrizantes que servem para dar uma alavancada na trama, seja pela morte de um personagem, seja por alguma reviravolta surpreendente, seja para finalizar algum arco importante. Neste novo episódio de Revolution temos alguns desses elementos, na verdade o acontecimento principal de “Austin City Limits” é o empurrão que faltava para a guerra contra os patriotas se torna algo real. E não é só isto que aconteceu, a tragédia que assolou a capital da república do Texas vai mudar a vida de Miles, Charlie, dos texanos e dos rebeldes para sempre.

Antes de chegarmos à parte crucial desta narrativa, comecemos de onde a história foi deixada no episódio “Why We Fight”. Os acontecimentos depois do ataque ao acampamento dos patriotas pelos rebeldes liderados por Monroe deixou sequelas, e uma delas foi a que deu oportunidade de Neville finalmente matar seu pior inimigo Victor Doyle. Acontece que estes acontecimentos tiveram um impacto profundo em alguns personagens, dentre eles Jason Nevile. O filho de Tom começou avaliar sua vida e o mal que os patriotas fizeram a sua pessoa, incapaz de controlar suas ações, o personagem não passava de máquina de matar dos vilões sendo ativada sempre que necessário.

Este foi o divisor de água para o personagem, que começa com rompimento das relações com pai (obcecado em recuperar a mulher que mal olha para o filho) e a aliança temporária com Miles e companhia. A narrativa foca bastante no desenvolvimento de Jason, consequentemente em Charlie, além de dar ao plot principal uma trama interessante que foca na missão de deter os jovens soldados do programa de treinamento dos patriotas que iriam tentar matar o presidente da república do Texas e de alguma forma tentar culpar a república da Califórnia pelo ato, ou seja, os vilões estavam tentando fazer com que as duas repúblicas remanescentes entrassem em guerra.

Esta trama basicamente gira em torno da jornada de Miles, Charlie, Monroe, Connor e Jason até Austin para impedir que o tal plano dos patriotas dê certo. A narrativa aproveita para trabalhar as relações entre esses personagens, às coisas continuam um pouco tensas entre Miles e Monroe, mas ambos na maior parte do tempo cooperam bastante um com o outro. Um ponto positivo aqui é que o roteiro não fica batendo na tecla do triângulo amoroso vivido por Jason, Charlie e Connor, ele está ali, mas o foco não é este, aliás, a escrita foca muito mais na insegurança da filha de Rachel para com o ex-namorado e também na insegurança do próprio Jason em encarar seus próprios medos e problemas.

A história também serve para conhecermos melhor a república do Texas, em especial a capital Austin, dessa forma um antigo aliado de Miles e Monroe é introduzido na trama como sendo um dos alvos dos cadetes infiltrados. O general das tropas texanas Frank Blanchard vivido pelo ator M.C. Gainey (mais um ator que fez o seriado Lost), provavelmente seria a conexão entre o governo do Texas e Miles senão tivesse sido morto tão cedo. Aqui também acontece a primeira aparição do presidente texano general Carver, ao que parece depois dos eventos deste episódio ele será um forte aliado dos rebeldes liderados por Miles e Monroe, ou não já que as coisas ficaram tensas nas cenas finais.

Ainda que a narrativa principal dedique quase toda atenção ao conflito entre rebeldes e patriotas, o subplot de Aaron, Priscila e os nanobots voltam à cena revelando o mistério que ficou em aberto no final do episódio “Exposition Boulevard” (2×16). A intenção dos nanobots está cada vez mais estranha, mas a explicação deles terem possuído o corpo de Priscila foi bem plausível. O mais interessante é que a Priscila assim como Aaron ficou presa numa versão similar de uma realidade controlada pelos nanobots e ao contrário do amado, ela preferiu permanecer lá, com isto, os nanobots puderam usar o corpo dela como forma de experimentar o que é ser humano (“assustador isso”). Outro ponto positivo é que Aaron finalmente encontrou Rachel e o restante dos rebeldes, talvez a mãe de Charlie possa ajudar o nerd com este problema.

Voltando aos acontecimentos de Austin já no clímax do episódio temos ótimas reviravoltas serão importantes para o futuro dos personagens, principalmente para Miles e Charlie como citei no começo desta review. Tudo começa com Jason, o personagem durante boa parte desta temporada foi meio negligenciado pela narrativa, tirando a parte da trama do campo de reprogramação de soldados dos patriotas, o filho de Tom Neville não teve espaço suficiente para crescer, sobrando para ele ficar na sombra do pai e da mãe, sendo destinado a ter poucas falas no decorrer dos episódios.

De esta forma concluir sua história em “Austin City Limits” foi o mais correto a se fazer e o empurrão necessário para tecer o conflito decisivo para esta reta final da temporada. Durante uma celebração na praça central da capital, os patriotas colocaram seu plano em prática tendo Miles e companhia pouco tempo para impedir que algo de pior acontecesse. Devo dizer que usar Jason como plano B foi uma tática inteligente dos patriotas infiltrados na cidade e importante para narrativa, dessa forma temos um confronto decisivo entre um Jason Neville (robotizado) e Charlie que acabou por descobrir suas intenções.

A cena da luta entre os dois foi muito bem dirigida e bem feita, a violência ali correu solta e culminou na morte de Jason. Perto dali Miles acabou por descobrir da pior maneira quem faria o atentado contra o presidente Carver. O jovem que ele deixou escapar no final do episódio 2×16 era um dos patriotas que cometeria o atentado, sendo assim o tio de Charlie não teve outra escolha senão matá-lo antes que a tragédia acontecesse, mas acaba por ir contra a regra que ele instaurou para si mesmo.

Sendo assim temos aqui duas mortes que por mais que tenho sido diferentes trazem impactos relevantes para a série. À morte de Jason foi impactante e aconteceu até de uma forma inesperada, pelo menos ele se despediu deixando algum tipo de marca, e ela será sentida por Charlie (que aqui irá encontrar um motivo mais forte para lutar contra os patriotas) e será sentida também por Neville (que inicialmente irá procurar vingança contra a caçula dos Matheson) que provavelmente irá se juntar a causa rebelde.

Enquanto que do outro lado temos Miles, que lutou para ficar o mais isolado possível de seu papel de liderança, tentando a qualquer custo se manter neutro na maior parte do tempo, mas isto acabou e a morte que ele cometeu será o fato necessário para dar um motivo para que ele lidere a luta contra os patriotas, talvez estejamos perto de descobrir finalmente por quem ou que o tio de Charlie realmente luta.

Enfim “Austin City Limits” é o último estopim, com estes acontecimentos Texas provavelmente irá entrar na luta contra os patriotas e Miles e os rebeldes estão prestes a ganhar um novo e forte aliado. Este episódio também serve para pavimentar ainda mais o caminho do eminente conflito contra os vilões da temporada, com roteiro bem escrito, poucas falhas e bons desenvolvimentos personagens, temos aqui Revolution em seu melhor momento e apesar dos números de audiência não corresponderem tenho certeza que os últimos episódios serão excelentes se continuarem neste ritmo eletrizante, pois este foi de longe um dos melhores episódios da série.

Observações da Revolução:

Jason Neville 1: O episódio marca a despedida do personagem e por isso vale a pena ressaltar que a atuação de J.D. Pardo foi a altura de sua despedida, durante vários momentos vemos um Jason confuso e com receio, mas disposto a fazer algo de bom para reparar todas as maldades que fez, principalmente a serviço de seu pai.

Jason Neville 2: Ainda sobre o filho de Tom, devo dizer que o assunto inacabado com ele e Charlie ficou assim, inacabado, por mais que algumas cenas somos levados a crer que à algum sentimento ali, apenas na cena final dos dois temos a evidência que a filha de Rachel ainda gostava do jovem Neville, tanto que no momento que ela atira nele foi de uma intensidade única, aliás, toda a cena foi excelente.

– Jason Neville 3: A cena em que Jason parece ter sido inspirada no assassinado do presidente norte americano John Kennedy (JFK), com o personagem segurando uma sniper e preparado matar o presidente Carver de longe em um lugar parecia ser uma biblioteca.

Nanobots safados: Já estava meio estranho os nanobots usarem o corpo de Priscila, mas na conversa com Aaron eles ressaltam que adoraram fazer sexo com personagem (:S), acho que Revolution ultrapassou o limite da esquisitice com esta cena. Resta saber como o Aaron vai ajudá-los nesta experiência deles de conhecer melhor como são os humanos.

Tom Neville: O último diálogo com filho foi intenso e talvez Tom se arrependa o resto da vida por não ter prestado atenção nos problemas de Jason quanto este o pediu. Resta saber como ele irá superar a morte do filho.

República da Califórnia: Uma das republicas remanescentes foi lembrada neste episódio, será conheceremos finalmente o governador Affleck?

– No próximo episódio as coisas prometem esquentar ainda mais com a descoberta da morte de Jason por Neville. Ele e Charlie ficarão frente a frente, veja a promo abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=TytPHD1lCSk


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