Review | Revolution 2×11: “Mis dos Padres”

João Paulo

  quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Review | Revolution 2×11: “Mis dos Padres”

Trabalhando melhor sua narrativa e dando um melhor desenvolvimento há seus subplots, Revolution trás interessantes revelações e um pouco mais de ação em seu novo episódio

revolution 2x11

Devo dizer que o episódio anterior me frustrou um pouco, eu conheço o potencial de Revolution e a série sabe render muito mais do mostrou em “Three Amigos”. Acontece que em “Mis Dos Padres” trás os elementos que mais aprecio na série e por isso devo dizer que é aqui que a narrativa mostra suas verdadeiras intenções para o que está por vir nesta segunda parte da temporada.

Basicamente todos os arcos chegaram ou há um ponto de desfecho ou trazendo uma reviravolta importante para ser trabalhada nos próximos episódios. Então comecemos pela narrativa que dá um fim ao arco do filho de Monroe. Esta por sinal não tinha me agradado muito no episódio anterior, mas quando Bass foi capturado pelo Cartel Nuñez no final, eu pude percebe que iriam empregar um pouco mais de ação nesta história o que poderia deixa lá melhor.

O maior mérito aqui é que esta narrativa não fica tanto em primeiro plano, abrindo espaço para narrativa de Aaron e os nanobots. Então temos a sensação que a história corre um pouco melhor quando é mostrado em pequenas doses, começando pela tentativa de resgate de Miles, frustrada pela atitude de “bom” pai de Monroe, não querendo deixar que o filho pagasse o pato de tê-lo deixado fugir. Em consequência Miles é capturado e Rachel tem que entrar em cena para salvá-los. É importante ressaltar que aqui vemos o grande dilema de Connor entre proteger seu pai biológico ou apoiar o seu pai de criação, a resposta mesmo óbvia trouxe momentos importantes para moldar um pouco mais do caráter do personagem.

Aqui se podem destacar dois pontos positivos, primeiro a construção da relação de pai e filho entre Monroe e Connor, mesmo que o personagem do Bass tenha ficado um pouco frouxo por alguns momentos, é interessante vê-lo apegado a alguém que não seja apenas seu amigo Miles. Em segundo como ressaltei antes a ação, particularmente estava sentindo falta de um pouco de luta para aquecer ânimos e sem falar que isto já como se fosse uma marca registrada da série, destaque para cena em que Miles e companhia estão escapando do Cartel e a cena tocante de tortura que o chefão do lugar forçou Connor a cometer contra seu pai só para provar sua lealdade para com ele.

De conclusão, ainda não sei se gosto para onde estão querendo levar a trajetória de Monroe, mais uma vez ele usa a ideia de reconstruir a república Monroe com ajuda do filho para reforça a relação dos dois. Uma estratégia meio tola, mas que talvez possa ser o fator que atrapalhe Miles e seus planos de rebelião, afinal com fim deste arco provavelmente irão retornar a premissa inicial, derrubar os patriotas.

Estes, alias, estão aos poucos voltando ao foco da narrativa e devo dizer que os subplots em que estes vilões estão presentes deixaram reviravoltas interessantes que prometem agitar a temporada daqui para frente. O primeiro indício disto vem da narrativa de Neville e Júlia na Casa Branca, que tem um desfecho inesperado depois que Jason roubou papéis importantes do atual marido de sua mãe. Devo dizer que mesmo não sendo mais bem desenvolvida do que em “Three Amigos”, esta parte da narrativa consegue trazer mais momentos do filho de Neville que estava a muito apagado na trama. Agora que o mesmo foi capturado, estou ansioso para ver como seus pais farão para livrá-lo da morte certa sem correr o risco de expor seus planos aos inimigos.

Do outro lado desta ponta, na narrativa de Gene e Charlie apesar de cair muito no clichê, acaba por revelar as verdadeiras intenções dos patriotas em Willoughby. É interessante ver aqui o quanto Rachel tem características parecidas com as de seu pai, os dois quando ficam obcecados com algo vão até as últimas consequências, mesmo que isto leve a captura dele pelos subordinados de Ed Truman. Falando nele o retorno do vilão trás uma notícia importante com uma epidemia de uma doença chama “Tifu” se alastrando pela cidade, o que faz Gene essencial de novo para descobrir um jeito de parar esta infestação. Não sei não, sinto cheiro de conspiração no ar.

Com Miles, Rachel e Monroe fora, Charlie e Gene na mão dos patriotas, a narrativa de Aaron é a única que segue um caminho bem opostos das demais. O mini-cliffhanger deixado no episódio anterior, serviu para trazer a trama de mistério da série de volta ao palco principal da narrativa. O encontro com Grace trouxe revelações importantes sobre nanobots e o retorno de Priscila, a ex-esposa de Pittman que não aparecia desde o season finale da primeira temporada. Primeiramente não gostei dessa ideia de trazê-la de volta, pensei que o arco entre ela e Aaron já estaria encerrado, mas acontece que conseguiram tornar este volta dela bem plausível, então acabou que acrescentou ainda mais a história.

A descoberta de que ela estava em Spring City assim como Aaron, trás uma informação interessante sobre possível plano dos nanobots. Grace explica que esta inteligência artificial está em todos os lugares, mas é no cérebro que humano que elas se acumulam mais. No momento em que Aaron libertou estes seres, ele se tornou um “pai” para elas porque o código fonte da programação foi criado pelo mesmo. Priscila se encaixa neste meio porque também ajudou Aaron a criar o código, assim como amigo dos dois, Peter que surge como uma nova peça neste mistério.                 O plano principal dos nanobots ainda é uma incógnita, mas que os elementos acrescentados aqui já deixam mais um mistério no ar.

Enfim, “Mis Dos Padres” é um episódio bem melhor do que aquele que retornou do hiatus e trás muito desenvolvimento e principalmente indícios que as narrativas encontraram um caminho para seguirem. Com fim do arco do filho do Monroe, Miles e companhia devem voltar seus olhos novamente para Willoughby onde as coisas começam a ficar complicadas ainda mais agora que Charlie e Gene irão trabalhar em conjunto com os patriotas. A trama de Neville também segue um caminho interessante, mas foi o plot de Aaron que trouxe as melhores surpresas do episódio.

Revolution consegue ser boa quando foca nos mistérios e na ação, por isto quando desvia deste caminho nem sempre consegue trazer essas características á tona. “Mis Dos Padres” mostra que a série quando toma mais cuidado consegue ter elementos suficientes para deixar seu público satisfeito. Espera-se que a qualidade se torne progressiva daqui para frente e que o gás do início desta temporada seja retomado nesta reta final que ao que parece promete render muito.

Observações da Revolução:

Mis Dos Padres: A palavra em espanhol significa “Meus Dois Pais” e tem relação com o dilema de Connor entre manter a lealdade a seu pai adotivo (o chefão do Cartel Luis Nuñez), ou ficar do lado de seu pai biológico (Monroe).

– Conspiração Patriota: Não há dúvidas que tem algo errado nessa epidemia de tifu que surgiu em Willoughby, será que tem haver com o líquido que os patriotas colocaram através de seringas na laranja que a população consume mostrado no episódio anterior? Hmm, talvez.

Tifo ou Febre Tifóide: A doença mostrada no episódio é mais conhecida como Febre Tifóide que é transmitida por uma bactéria Salmonella typhi em alimentos ou água contaminada. Seu único tratamento é a base de antibióticos.

Connor Bennett: Espero que os produtores saibam utilizar o personagem de forma melhor na narrativa e não só através da relação pai e filho com Monroe.

O Presidente: Já passou da hora dos roteiristas revelarem para nós quem é o cabeça dos patriotas, bom quem sabe na season finale da temporada.

Nanobots ou Deuses?: Grace levantou esta questão e acredito que ela irá voltar a ser discutida no decorrer na temporada, será que o fato dos nanobots estarem presentes em todos os lugares e até viajar entre a rede neural dos humanos faz deles algum de deuses para os humanos? Não sei, pessoalmente acho que não seja isto, mas até que esta teoria pode ser considerada plausível.

Vagalumes: A breve aparição dos vagalumes no final do episódio mostra que os nanobots estão de olho em Aaron e Priscila, resta saber se vão aparecer para ambos na forma de um rosto familiar para se comunicar como fizeram antes (um amigo de infância no caso de Aaron ou um pai falecido no caso de Priscila).

Peter: Quem será o amigo misterioso de Aaron, o interessante aqui é que isto abre a possibilidade de vermos mais flashbacks do passado do programador na época em que ele, Peter e Priscila criaram o código.

– No próximo episódio ao que parece a conspiração patriota é descoberta por Miles e Rachel, veja a promo abaixo.


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