Review | Revolution 2×10: “Three Amigos”

João Paulo

  terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Review | Revolution 2×10: “Three Amigos”

A série volta do hiatus desviando um pouco de sua trajetória para revelar quem é o filho de Monroe. Plus: Neville e Júlia põem seu plano em prática, Gene e Charlie investigam os patriotas e Aaron começa sua jornada pessoal

revolution 2x10

Eu tenho duas notícias para dar sobre a série, uma boa e uma ruim. A boa notícia é que Revolution voltou bem rápido do hiatus, a má notícia é que a série voltou enrolando um pouco o público ao focar sem muita utilidade em um arco não muito interessante deixado em aberto nos episódios passados. O episódio não chega a empolgar muito, apenas é claro na última cena com Aaron encontrando uma personagem há muito tempo sumida da trama.

“Three Amigos” basicamente situa o expectador em relação aos personagens após os eventos acontecidos na escola com os patriotas sendo queimados pelos nanobots por ordem de Aaron. A situação se resolveu muito rápido principalmente em relação a Miles, que no episódio anterior parecia que ia passar dessa para melhor, recuperou-se de seu estado graças a Gene, aliás, o pai de Rachel foi resgatado por Monroe e Charlie de seu cativeiro e ao que parece está cada vez mais se firmando como personagem do elenco fixo.

Após Miles conseguir recuperar, o episódio então foca no assunto mal resolvido entre ele e Monroe. Assim Miles, Bass e Rachel saem em uma jornada para achar o filho do ex-comandante da República Monroe no México, está ai a explicação do título do episódio. O maior problema aqui é que a história meio que fica travada, avançando o plot dos patriotas apenas nas narrativas secundárias, algo que soa preguiçoso e deixa a história muito lenta sem trazer nada de novo.

As outras tramas em questão são a de Neville e Julia na Casa Branca, Charlie e Gene em Willoughby e a trama de Aaron e os nanobots. Primeiro falaremos da jornada de Miles e companhia até o México antes de falarmos dos outros plots, esta narrativa teve de positivo apenas duas coisas: o desenvolvimento da relação Rachel, Miles e Monroe, e o fato de adicionar outro local novo neste mundo pós-blackout, foi interessante descobrir que o México é governado por cartéis como foi mostrado na cidade de Puesta Del Sol onde é situa toda a trama do episódio. Sobre a busca pelo filho de Bass, ela meio que foi rápida, no momento que chegaram ao local que Miles tinha levado o menino ainda criança, as coisas se resolvem por si só.

Ainda não está claro o papel de Connor na série, além de trazer um pouco de humanidade para Monroe, mas o fato é que o personagem não tem nada de novo, ele é o pai escrito. Ele tem as mesmas atitudes bobas, sem falar na teimosia, além do tipo físico que é o mesmo de Bass, até o cabelo é igual. Um ponto positivo desta história é o fato do roteiro não se esquecer de Emma, a relação pai e filho deve ficar um pouco complicada quando este descobrir um dos motivos da mãe ter falecido.

O resto da história é Monroe tentando convencer o filho a sair dali junto com ele e Miles tentando convencer o amigo a ajudá-lo no conflito com os patriotas. A história deixa a entender que Miles, Monroe e Rachel despertaram a ira do cartel local, então isto significa que até o começo do próximo episódio esta narrativa ainda vai render um pouco, mesmo que sem tanta necessidade.

Se a trama principal do episódio é menos interessante, os plots secundários tem o efeito contrário. A começar pelo plot de Neville e Júlia, a relação dos dois é uma questão bem delicada, por um lado ele parece um pouco submisso às vontades dela e por outro ela parece exercer o controle, mas tem medo das ações do ex-marido. O fato é que os dois planejam aos poucos eliminar peças chaves dentro da hierarquia dos patriotas, para subirem de status até o cargo mais alto. O plano de matar o presidente é muito arriscado, mas até agora o plano está dando certo afinal depois de um contratempo Neville consegue envenenar o chefe de estado Bill Harlow, para que o atual marido de Júlia suba de cargo dentro da Casa Branca.

Outra parte da narrativa que me agradou foi o início de uma nova dupla na série, Charlie e Gene. Esta relação entre neta e avô será interessante de acompanhar pelo fato de Gene achar os métodos de Charlie um pouco violentos (muita convivência com Monroe dá nisso), mas a esta parte da história fica intrigante mesmo quando ambos estão investigando as misteriosas caixas que estão chegando à cidade Willoughby. A trama se desenvolve o suficiente para deixar a audiência com a pulga atrás da orelha e o discurso de Edward Truman a população local é mais uma mentira para encobrir o que parece ser um experimento que estão fazendo injetando seringas nas laranjas a serem consumidas pelo povo.

E por último a trama de Aaron focada no mistério dos nanobots, ele deixa Charlie e Gene para trás assim que Miles e companhia vão para o México. Acredito que isto seja bom para o personagem, além disto, a trama trata de dar continuidade ao mistério deixado no ar em “Everyone Says I Love You”. A frase dita pela criança nanobot várias vezes durante este episódio (“Have you ever been in Spring City, Oklahoma? They have the second biggest ball of twine in the world. ”) é o ponto de partida para Pittman começar sua jornada, mas ao chegar na cidade vê que lugar está vazio e quase deserta, a única pessoa que encontra no local para surpresa de todos é Grace.

Revolution tem disso, mesmo que às vezes não escolha os melhores caminhos para sua trama se desenvolver, quando se trata de mistério a série pelo menos consegue construir muito bem as circunstâncias para que isto ocorra. O retorno de Grace (que não aparecia desde o season finale da primeira temporada) significa um pouco de respostas, sem falar que eu sempre quis vê-la trocando teorias com Aaron, ao que parece o momento chegou, a trama sobre os nanobots anda um pouco embolada é preciso revelar mais e espero que isto aumente daqui prá frente.

Dessa forma chegamos à conclusão de que “Three Amigos” peca um pouco por focar a maior parte de sua história na trama do filho de Monroe e delegar a trama dos patriotas e dos nanobots ao segundo plano. Ainda não está clara a verdadeira intenção (se é que tenha) dos roteiristas ao introduzir o filho de Monroe e o Cartel Nunez neste ponto da história, mas o que importa mesmo está acontecendo nas entrelinhas, o plano dos patriotas em colonizar a população sobrevivente da explosão do nukes está mais ativa do que nunca, desta forma Miles e companhia não podem se desviar do objetivo principal, destruir este inimigo. Espero que os pensamentos de rebelião ainda estejam presentes na trama e que Miles não tenha se esquecido disto.

Observação da Revolução:

Three Amigos: O título refere a uma comédia de 1986 de mesmo nome

Rachel: A personagem não fez muito no episódio, mas alfinetou bastante em suas cenas em particular na conversa entre ela e Monroe que foi ótimo de assistir. O fato de ela levantar o argumento de porque procurar o filho do Monroe sendo que este tirou a vida do filho dela foi pontual e necessário, às vezes esquecemos o monstro que o personagem foi na temporada passada.

Vermes: Achei meio bizarro a cena do Gene usando larvas na ferida de Miles para absorverem o veneno do sistema nervoso dele.

República Monroe (de novo): É claro que no contexto tudo leva a entender que Monroe disse que ressuscitaria sua antiga ditadura para convencer seu filho a ir com ele, mas deu a impressão de que ele estava falando sério, espero que os produtores não pensem dessa forma para agitar o futuro do personagem.

– No próximo episódio e seguindo o retorno de Grace no final deste episódio, ao que parece descobriremos um pouco mais do porque os nanobots terem mandado Aaron para Spring City. Veja a promo abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=kM_9-odO234


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