Review | Revolution 2×08: “Come Blow Your Horn”

João Paulo

  segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Review | Revolution 2×08: “Come Blow Your Horn”

O novo episódio de Revolution explora o passado do vilão Dr. Horn e aproveita o embalo para mostrar o plano de Miles e Rachel para matá-lo. Plus: Os mistérios que envolvem Aaron chegam a seu momento decisivo.

Revolution 3x08

E chegamos a mais um episódio de Revolution e devo confessar que a série perdeu um pouco da força que tinha no início da temporada, os episódios tem sido um pouco lentos em seu desenvolvimento e dessa forma causa um tipo de impaciência no espectador. É fato que o episódio anterior e este consistiram simplesmente em recompor os plots depois da grande apresentação dos patriotas e a “queda” de Monroe nos seis primeiros episódios.

Ao contrário do episódio “The Patriot Act”, este aqui consegue ser um pouco mais objetivo na sua busca de engatar as duas narrativas preparando para uma grande revelação que está por vir. “Come Blow Your Horn” começa com o vilão Ed Truman envenenando ainda mais a população de Willoughby atribuindo o atentado de outrora a Miles e Aaron, tudo confirmado por Gene Porter que ainda tentou limpar a barra de Rachel, por sinal estava testemunhando tudo em uma distância segura perto dali.

A trama divide-se inicialmente em três narrativas, uma com Miles e Rachel em Willoughby, Neville e Jason na Carolina do Norte, e Aaron e Monroe nos arredores de Willoughby acompanhados por Cynthia. A primeira narrativa gira em torno de um plano armado por Miles para matar o Dr. Horn, a partir disto temos toda uma preparação para que tudo ocorra como planejado, primeiro descobrir o local exato onde o vilão estaria e segundo fazer uma bomba caseira para destruir o lugar.

O interessante desde plot é o grande dilema que Rachel tem que enfrentar ao seguir em frente com plano. Toda essa indecisão era em relação a Gene que poderia estar no local no momento de explodirem o quartel general dos patriotas, tal assunto foi levantado no diálogo entre ela e Charlie, mas ao contrário da filha, a cientista sempre soube lidar com situações como esta, sua frieza é uma vantagem que ela carrega em sua personalidade e representa uma vantagem contra seus inimigos. Só que desta vez a personagem foi salva pelo destino e pelas burradas de Aaron, que fez com ela ponderasse na hora de escolher salvar ou não o pai.

Falando em Aaron, devo dizer que a interação dele com Monroe (na qual eu particularmente interessado em ver mais) pouco foi aproveitada porque o dito cujo decidiu fugir no meio da situação deixando o nerd e sua namorada na mão. Essa parte do plot só foi interessante mesmo pelo diálogo entre Aaron e Cynthia, ela finalmente ligou dois com dois e percebeu que foi ele que matou seu marido, deixando a relação dos dois pior do que antes.

Quando Aaron e Cynthia foram capturados pelos patriotas e levados para Willoughby eles só contribuíram para interromper o plano em andamento de Miles e Rachel, a cientista por sinal já tinha decidido matar o Dr. Horn e seu pai e só foi interrompida na hora H. A junção desses dois plot tem uma boa repercussão mais no final do episódio e toda construção da narrativa até chegar neste ponto se dá através do Dr. Horn.

O personagem ganhou cenas em flashback para evidenciar um interessante questionamento sobre a eterna disputa entre a fé e a ciência (algo que lembra a série Lost), no caso do Dr. Horn, quando conhecemos um pouco do seu passado vemos que ele sempre foi levado a acreditar que a oração era a única capaz de curar segundo seu pai, religioso fervoroso e conservador, com isto a única forma de salvar sua mãe doente. Para o pequeno Horn isto não bastava, ela precisava de tratamento médico especializado, precisava de medicamentos e isso era algo que pai dele não compreendia.

O garoto tentou ajudá-la dando medicamentos escondido do pai, mas ela não resistiu e acabou morrendo. O pai descobriu o culpou pelo acontecido e por não ter feito o que ele queria. Essa descrição toda é importante para percebemos o contraponto que o roteiro faz com passado do Dr. Horn e seu presente, a cena em que ele tortura Aaron causa aflição, mas acaba por revelar mais uma habilidade do ex-bilionário, regeneração. Dessa forma descobrimos também os verdadeiros motivos do médico estar atrás de Pittman.

A revelação sobre o tumor foi uma boa sacada em relação ao que foi mostrado nas cenas do passado dele, um homem que sempre foi cético procurando uma cura no extraordinário (neste caso Aaron) é uma bela mudança quando se está na beira da morte e precisa de um milagre. O maior problema disso tudo é que Dr. Horn faria de tudo para conseguir saber a origem das habilidades especiais de Aaron (para poder usá-las nele próprio e se curar), porque não tem nada mais perigoso do que um inimigo com motivação, mas usar Cynthia (cortar a garganta dela foi tenso) para atiçar os poderes dele pode ter sido um erro tremendo.

O cliffhanger deixado no final de “Come Blow Your Horn” é suficiente para deixar a audiência curiosa o bastante para o que está por vir e acredito que finalmente teremos uma resposta sobre a influência dos nanobots sobre Aaron Pittman. O restante do episódio explorou um pouco mais do plano de Neville de usar a ex-secretária dos patriotas para chegar até seu marido influente no acampamento dos vilões na Carolina do Norte.

Dois pontos a serem destacados desta narrativa são: primeiro foi bom saber que os efeitos da reprogramação por drogas que os patriotas fizeram em Jason ainda faz parte do plot e que o filho de Neville ainda não está totalmente curado da influência do pesado uso de drogas que o fizeram passar. Segundo foi ótimo ver como Tom Neville sabe persuadir todos a sua volta, o poder que ele exerce em cima do marido de Justine, o comandante Roger Allenford é inacreditável, ele ao contrário de Miles e dos outros está sabendo jogar contra os patriotas e até agora está se saindo muito bem.

O pai de Jason não só conseguiu fazer com o comandante matasse sua esposa, como também conseguiu uma brecha para se integrar ao grupo dos patriotas novamente. Vale ressaltar que está passando da hora deste plot de Neville e Jason se juntar ao plot de Willoughby, mas algo me diz que isto está próximo de acontecer.

Enfim “Come Blow Your Horn” costurou suas narrativas sabiamente e apresentou outro episódio sólido, não foi explosivo, mas caminha para atiçar o público novamente principalmente por trazer o mistério em relação a Aaron Pittman à tona novamente e que talvez dessa forma tenhamos respostas muito em breve. Resta saber também como Miles fará para salvar Aaron, Cynthia e Gene, pois, somente ele, Charlie e Rachel não serão suficientes para passar o exército dos patriotas que cercam o quartel general onde o Dr. Horn mantém seus amigos refém. A série começa a querer agitar as coisas novamente e faltando alguns episódios para chegar ao fim da metade da temporada tudo indica grandes mudanças estão a caminho.

 

Observações da Revolução:

 

Gene Porter: A cena em que o pai de Rachel coloca as cartas na mesa dizendo seus motivos por ter feito o que fez, foi muito boa e fez ela, Miles e até Charlie repensarem que tiveram que fazer vários sacrifícios para sobreviverem ao pós-blackout, assim como o médico.

Os poderes de Aaron: até o momento foram mostrados o poder de telecinese, poder de conjurar chamas, premonições e agora regeneração.

Cenas de ação: Nos últimos episódios tivemos poucas cenas de ação e neste, por exemplo, tivemos uma boa com Monroe alguns patriotas antes de fugir, será problema com orçamento escasso? Eu realmente espero que não.

– Justine Allenford (R.I.P.): Devo dizer que a cena em Roger dá um tiro a queima roupa nela foi bem inesperada e tirou qualquer chance de cogitarmos um envolvimento entre Neville e ela, mas vamos combinar que o propósito dela já tinha sido cumprido quando Tom conseguiu um acordo com o comandante.

– O próximo episódio promete grandes revelações para série, veja promo abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=sx96Pz923WU


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