Review | Revolution 2×07: “The Patriot Act”

João Paulo

  quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Review | Revolution 2×07: “The Patriot Act”

A situação começa a ficar tensa na série com a chegada de um novo vilão do grupo dos Patriotas e ainda conhecemos um pouco do passado de Gene Porter.

Revolution 2x07

Na review anterior eu citei que até agora tinha gostado da adição dos novos personagens nesta segunda temporada de Revolution, mas o problema deste episódio esta exatamente no fato de terem dado espaço a mais a um personagem que possivelmente não sobreviva muito tempo na série. Seria esta uma aposta arriscada? Talvez, mas ao explorar o passado de Gene Porter, “The Patriot Act” mostrada que o seriado ainda precisa de seus protagonistas originais para realmente deixar a trama interessante.

O plot do episódio começa imediatamente onde o episódio anterior acabou com Rachel desenterrando Monroe. Corta para cena em que Bass acorda cercado por Miles, Rachel e Charlie em uma casa fora da cidade. É importante dizer o quando os roteiristas de Revolution não estão com nenhuma intenção de prolongar certos arcos, este, por exemplo, já foi resolvido em basicamente cinco minutos de episódio, com Rachel explicando o porquê fez o que fez e ainda ganhando a confiança de Charlie no processo, por outro lado Miles e Monroe voltaram à conversa sofre o filho perdido que continuou em aberto, por enquanto.

O resto do episódio é focado na chegada do patriota doutor Calvin Horn e na investigação dele em cima do incidente que levou dois de seus homens a serem queimados vivos. Este fato marca o retorno dos mistérios a série, porque esta tal investigação acaba chegando até Aaron, com denuncia de Gene. O personagem passa o episódio inteiro numa crise de consciência e nunca consegue tomar realmente um lado ou uma decisão correta.

Os flashbacks de Porter foram até eficazes em dá um “background” ao personagem, mas no contexto geral eles não acrescentam muita coisa, sem falar que a única informação realmente relevante foi descobrir que o médico auxiliava os patriotas em suas sessões de tortura em troca de medicamentos, uma vez que doenças estavam assolando a comunidade de Willoughby nove anos depois do blackout. Deve-se dizer que ao menos o ator Stephen Collins consegue passar certa verdade ao papel dele como um homem falho, fraco e arrependido de apoiar todas as atrocidades cometidas pelos patriotas durante anos.

Sobre o vilão o doutor Horn interpretado pelo ator Zeljko Ivanek (Banshee, The Event, Lost), devo dizer que a entrada dele foi boa e deu uma boa agitada na trama em geral, o personagem tem aquele ar meio misterioso e assustador que o torna um interessante antagonista para trama, sem falar que ele tem um passado com Rachel nos tempos de pesquisa dentro departamento de defesa. Toda essa investigação e depois perseguição para capturar o grupo de Miles, principalmente Aaron e Rachel, orquestrada por ele ajudou o episódio a ficar mais movimentado.

Outro ponto importante de “The Patriot Act” é a questão familiar. Como eu disse na review anterior, essa atitude em poupar Monroe foi o primeiro passado de reconciliação para Rachel em relação a Charlie. Ainda assim se por um lado ela conseguiu um avanço positivo, por outro lado descobrir que seu pai era um traidor foi tapa na cara inesperado para personagem, e saber que ele é um patriota o torna um inimigo inesperado, esta revelação se traduz na última cena dela chorando e sendo amparada por Charlie, aliás, vale elogiar a atuação de Elizabeth Mitchell nesta ocasião, ela que soube trazer uma boa carga emocional para aquele momento.

Saindo dos assuntos familiares, vamos entrar no assunto que trouxe mais ação para o episódio. Miles depois de descobrir a traição de Gene, teve que mudar seus planos iniciais em relação a tirar Aaron da cidade, afinal ele sabia que Horn iria encontrá-lo de qualquer jeito. A sequência de perseguição conseguiu ser bem executada, mas a cena mais interessante foi sem dúvidas a cena em que Aaron, Cynthia e Monroe participaram.

O gênio da computação voltou a usar seus poderes novamente queimando duas pessoas que ameaçavam sua vida e a de Cynthia. Ao contrário de Monroe, a namorada de Aaron passou a demonstrar medo com situação toda, o que nos leva a cogitar que talvez a relação dos dois não dure muito tempo. Sobre o próprio Aaron, já passou da hora dele começar aceitar esse dom que os nanobots o concederam e tentar controlá-lo, afinal não dá para o personagem ficar a todo o momento ficar negando aqui lhe foi concedido, os patriotas estão lá fora e agora o ex-bilionário é uma ameaça ainda maior para os vilões.

Saindo o plot principal e partindo para o subplot de Neville e Jason, tivemos aqui poucas cenas, mas importante para dar o próximo passo para os personagens. Vou confessar que achei essa volta do Jason bem rápida, mesmo que ele tenha matado dois cadetes descerebrados dos patriotas para provar que Tom podia confiar nele. Outro ponto que vale a pena destacar é que a permanência de Justine Allenford na série parece ter sido justificada, no episódio “Dead Man Walking” ela disse que tinha um filho e que o marido dela ocupava um alto cargo dentro da hierarquia dos patriotas (talvez seja Edward Truman), bom ao que parece Neville agora vai usar esta informação ao seu favor como ficou claro nas últimas cenas dos dois.

Assim pode-se dizer “The Patriot Act” foi um bom episódio, conseguiu dar um desenvolvimento importante para seus personagens e introduziu bem mais um vilão do grupo dos patriotas, além de dar novos rumos para história que apesar de estar caminhando de uma forma um pouco lenta, ainda se mostra interessante mesmo perdendo a agilidade conquistada nos primeiros episódios da segunda temporada. Minha maior ressalva é saber se Miles vai tentar voltar ao seu plano inicial de criar uma pequena rebelião para conter os patriotas, afinal o grupo anda reunindo uma grande quantidade de soldados em Willoughby para um plano que ainda não está claro para o público. A partir deste episódio teremos uma nova interação na série Monroe e Aaron, vamos ver como os personagens vão se comportar trabalhando juntos. E por último temos Rachel que descobriu a traição de seu próprio pai, qual será seu próximo passo? Acredito que esta história ainda pode trazer bons momentos para série, ficamos no aguardo para ver que caminho estes eventos irão tomar.

Observações da Revolução:

Referências: Foi ou não foi legal ver Aaron citando “E.T. – O Extraterrestre” para explicar sua situação em relação à perseguição dos patriotas.

“Eye of Providence”: O símbolo maçônico mostrado durante alguns episódios da série, estava em um broche usado pelo doutor Horn, mas ainda assim não sabemos nada sobre a intenção dos produtores de colocar essa mitologia na série, espero que as respostas venham nos próximos episódios.

– Monroe: O personagem teve uma cena legal e foi perto do final matando dois patriotas de forma bem violenta. Nada para quem estava morte a algumas horas atrás.

– Atentado: A explosão que causou mortes em Willoughby teve pouca repercussão e apenas serviu para os patriotas declarem lei Marcial na cidade, provavelmente foi uma ação designada por Ed Truman para enganar a população local.

– No próximo episódio Miles e Rachel tentam uma medida desesperada para salvar a vida de Aaron, veja a promo abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=0YjflXCvgFw


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