Review | Revolution 2×05: “One Riot, One Ranger”

João Paulo

  segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Review | Revolution 2×05: “One Riot, One Ranger”

Entre conflitos, conspirações e mistérios, o novo episódio de Revolution trás Miles e companhia tentando iniciar a rebelião contra os patriotas fazendo alianças inesperadas.

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Este episódio de Revolution continua mantendo o ótimo nível da segunda temporada e apesar de não ter sido eletrizante e cheio de surpresas quanto os anteriores, ainda assim consegue ter bons momentos explorando relações que a muito não se via entre alguns personagens que não se cruzavam desde o final da temporada passada.

A trama dos patriotas continua se desenvolvendo bem na medida do possível, mas a narrativa dos vilões andou devagar neste episódio, tendo um desenrolar melhor no plot que envolve Neville, já no plot de Miles ficou mais focado no grupo tentando criar um plano para começar uma rebelião contra seus algozes.

O episódio na verdade começa exatamente com mistério deixado no ar no fim “Patriot Games”, com Miles e Rachel conversando sobre a cena estranha dos soldados patriotas pegando fogo instantaneamente. Aaron em seguida chega ao local revelando a Miles e Rachel que ele pode ter sido responsável pelo acontecimento. É interessante que o roteiro não deixa a narrativa esfriar e foca a maior parte deste episódio desenvolvendo um pouco mais dessa “habilidade” do ex-bilionário de controlar o fogo, é fato que as cenas de flashback dele e de Cynthia que se situam seis meses atrás (logo quando ele e o grupo chegaram a Willoughby) são cruciais apesar não aparentarem isso inicialmente.

O fato é que a namorada de Aaron apesar de ter tido participação nos episódios anteriores pouco mostrou a que veio, a não ser uma breve história de violência doméstica que ficou subtendido em episódios anteriores durante um diálogo. Dessa forma o flashback é esperto o bastante não só para explorar o passado do gênio da computação, mas ainda dar dimensão ao personagem de Cynthia que tem sua história revelada e interligada com a dele.

Por esse episódio ainda não está claro o que levou Aaron a ter essa habilidade (ele atribui isso aos nanobots presentes no ar), mas descobrimos que esse poder surgiu pela primeira vez logo após ele conhecer Cynthia e o marido “ogro” dela, aliás, o dito cujo foi à primeira cobaia por assim dizer desse poder telecinético, aparentemente acionado pela raiva. Rachel e Aaron criaram várias teorias durante o episódio, mas nenhuma realmente concreta, o fato é que deram a entender que mais investigações sobre esse tal evento será aprofundado nos próximos episódios.

Essa parte da trama teve seu momento, mas o foco de “One Riot, One Ranger” na verdade foi outro. No último episódio Charlie e Monroe estavam a caminho de Willoughby e neste os dois finalmente chegaram ao lugar, mas se as boas vindas entre Miles e sua sobrinha foram calorosas, o mesmo não pode ser dito sobre as boas vindas entre ele e Monroe. Aqui devo dizer que a série criou uma situação interessante para explorar, sendo que o personagem de Bass Monroe ficou mais interessante nesta temporada exatamente por apresentar uma personalidade mais misteriosa e imprevisível.

Ainda assim o personagem teve um grande momento no episódio, para depois voltar a apresentar a personalidade instável de sempre, cometendo os mesmos erros equivocados que o levaram a sua ruína na primeira temporada. Analisando primeiro a parte boa da história de Monroe, aqui se deve ressaltar que ele e Miles realmente funcionam bem juntos apesar dos conflitos e histórico de inimigos mortais. A cena em que ambos e Charlie são atacados por um pelotão de patriotas liderados por Garrett mostra que em matéria de combate os dois têm uma sintonia única, sem falar que esta situação rendeu a melhor cena de ação do episódio.

O reencontro de Charlie e Monroe não ficou apenas na cena com Miles, os dois também encontraram com Rachel e Aaron. Ambos tiveram quase a mesma reação do tio de Charlie ao ver o ex-general da República Monroe, ainda assim controlável, mas o mesmo não se pode dizer do reencontro entre Rachel e sua filha. A primeira temporada explorou bem a relação das duas, mas no final o conflito apenas se intensificou com as decisões equivocadas de Rachel, até neste momento quando Charlie volta para ajudar a mãe, elas não se entendem, já passou da hora dos roteiristas darem um desfecho melhor para esse plot.

Voltando a falar de Monroe, a outra parte de sua história que não teve um bom momento vai de encontro diretamente aos planos de Miles. O fato é que a ideia de rebelião levantada pelo tio de Charlie no episódio anterior começou a tomar forma neste episódio com chegada dos “Texas Rangers” (ouço esse nome e lembro sempre de Chuck Norris) liderado pelo secretário John Franklin Fry (participação especial de Jim Beaver, o Bobby de Supernatural), o segundo em comando da grande nação do Texas e um antigo conhecido do passado de Miles.

O plano consiste em provar que os patriotas são ameaças para que Miles tenha apoio do exército texano. As coisas até dão certo por um tempo, mas quando Miles aceita ajuda de Monroe em consideração a Charlie, já dava para perceber que plano não sairia de acordo com esperado. A verdade é que Monroe age sem pensar e ao matar John Franklin não só pode ter iniciado uma guerra sem precedentes entre Texas e os patriotas como também destruiu as intenções de um motim silencioso que seu ex-amigo pretendia.

Se nesta parte da trama Monroe estragou os planos de Miles, no outro lado da narrativa os planos de Tom Neville tomam um rumo inusitado quando estava a acompanhar Justine Allenford e um grupo de soldados até Washington. O ataque à secretária pelos seus próprios aliados mostra que não há lealdade entre os patriotas e ninguém está cem por cento seguro no meio deles.

O interessante desta trama foi descobrir que os vilões estão relocando os jovens saudáveis para um acampamento que na verdade é um campo de concentração que transforma jovens em máquinas de matar tudo à base de drogas como LSD e PCP. Justine ferida revelou que Jason foi levado para o tal acampamento, assim ganhou a chance de não ser descartada logo de cara por Neville, afinal ela já foi descartada pelos patriotas.

Assim pode-se dizer que este episódio ainda que não tenha muito desenvolvimento na história principal, teve bons momentos com a maioria dos personagens, principalmente Monroe. Sua decisão equivocada de matar o Texas Ranger pode lhe custar caro, mas ainda assim foi providencial e pode ser a desculpa perfeita para iniciar um conflito como eu já havia comentado anteriormente. O episódio teve tempo de explorar a mitologia da série com mistério de Aaron que cada vez mais se mostra interessante, mesmo que o público em si não tenha tanta ideia do que vai acontecer. “One Riot, One Ranger” não tem grandes pretensões, mas ainda assim falta um algo mais para torná-lo realmente ótimo, o fato que a narrativa do episódio é apenas boa e sabemos que Revolution nesta temporada consegue ser bem mais intrigante e eficiente, então aguardemos o desenrolar dos fatos nos próximos episódios.

Observações da Revolução:

– Ed Truman: tivemos pouco de Edward Truman neste episódio se resumindo apenas a duas cenas interessantes, a primeira com ele identificando o cadáver dos patriotas queimados por Aaron e segundo ele negociando com texanos mostrando todo seu “amor” (chamar John Franklin de “Dick” foi hilário) por eles.

– Aaron e os vagalumes: A cena do flashback mais uma vez mostrou a presença dos vagalumes no momento em que o gênio da computação utiliza seus poderes, será que esses bichos na verdade são a evolução dos nanobots?

– Illuminatti: Foi revelado no episódio anterior, a ligação dos patriotas com os illuminatti, mas nenhuma informação nova neste episódio, gostaria de ter mais informações sobre esse assunto.

– Aaron e as visões: Além do poder de conjurar fogo, Aaron também anda tendo visões de pessoas e lugares (foi assim que ele localizou Miles e Charlie na cabana), estou curioso para saber até onde vai suas habilidades especiais.

– Neville e Justine: Já tinha sentido uma certeza tensão sexual entre os dois, mas neste episódio ficou meio evidente que os dois vão acabar se envolvendo e isso não me agrada, ainda mais agora que a secretária deixou de ser má.

– Próximo episódio as coisas prometem ficar complicadas para Monroe, veja promo abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=lR4SL2o5dAY


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