Review | Revolution 2×04: “Patriot Games”

João Paulo

  segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Review | Revolution 2×04: “Patriot Games”

No episódio anterior o inimigo foi apresentado, neste Miles e companhia começam a conhecer melhor do que “Os Patriotas” são capazes. Plus: Uma reviravolta inesperada em relação a Aaron.

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Já está virando rotina dizer que os episódios de Revolution estão bons e “Patriot Games” não foi diferente. O episódio além de retornar a trama de mistérios que cercam Aaron e os vagalumes, mantém o foco principal em Rachel Matheson e seu primeiro contato com “Os Patriotas”. Enquanto nos últimos dois episódios o ritmo foi frenético, este aqui desacelera um pouco, focando mais em polir as tramas antes começar as juntá-las.

A narrativa retorna algum tempo depois dos eventos de “Love Story”, Rachel acorda depois de dois dias se recuperando da flechada que levou na invasão de Titus Andover em Willoughby. Através da personagem descobrimos o que ocorreu neste meio tempo, o exército dos EUA salvou a cidade do ataque e ainda restabeleceu o lugar em pouquíssimo tempo.

O roteiro (de novo ele, nunca pensei citá-lo tanto em Revolution) mais uma vez usa a seu favor a sequela plantada no episódio “Born In The USA” com a paranoia e culpa da mãe de Charlie por ser a responsável pelos lançamentos das ogivas. Dessa forma o medo e a desconfiança dela é a força motriz que carrega a narrativa, porque uma das características de Rachel é que a personagem depois que põe algo na cabeça, ela não para até descobrir toda a verdade.

É neste momento que é introduzido na história mais um vilão membro dos patriotas, o diretor Ed Truman chega aqui como o líder daqueles responsáveis por banir os bárbaros da cidade de Willoughby e ainda prover segurança ao local, e é através dele que a amada de Miles coloca seu alvo. A falsa sensação de segurança que esses inimigos trazem ao mesmo tempo parece um pouco claustrofóbica demais, afinal a população é mantida meio que “prisioneira” dentro da cidade sobre a alegação que nem todos os bárbaros tinham sido derrotados.

Rachel conseguiu várias evidências das mentiras contadas pelos inimigos, mas o problema dela é que a personagem tem o péssimo hábito de contar suas informações para as pessoas erradas e acabou pagando por isso. Vou confessar que não imaginava o amigo dela Ken sendo um dos patriotas infiltrados na comunidade, mas a revelação dele trouxe informações de que o plano desse grupo vem sendo montado há sete anos, ou seja, esperaram o momento certo para voltar reconquistar à América e limpar a sujeira segundo alegam.

A paranoia que atinge o episódio não se estende apenas a Rachel, Miles também faz sua própria investigação sobre o inimigo, assim como Tom Neville em uma narrativa paralela. O interessante é observar o contraponto entre o método usado pelos três, enquanto os Matheson preferem o estilo tradicional de coletar informações (bisbilhotar, essa é a palavra correta), Neville usa sua persuasão para ganhar cada vez mais a confiança de Justine Allenfort no acampamento de refugiados, para isso é preciso mostrar serviço e subir de cargo.

O plano de Tom de usar o vício de um dos patriotas em droga a seu favor foi pontual e apesar de não conseguir a informação do paradeiro do filho (ainda não sabemos dos planos dos vilões para Jason), conseguiu assumir a função do diretor Vincent Cooke. Essa cena, aliás, mostra uma das qualidades técnicas deste episódio, o diretor Charles Beeson fez uma montagem interessante com Neville e Rachel limpando evidências depois de matarem cada um ao seu modo dois integrantes dos patriotas (Ken e Vincent Cooke) em lados opostos da trama.

Outra narrativa que se desenvolveu bem foi a de Charlie e Monroe, outra trama que está mostrando uma dinâmica que eu nunca pensava que funcionaria, e pior ainda, que desse tão certo. Esse negócio de inimigos trabalhando junto está funcionando para os dois, a cena do bar é prova disso, mesmo Charlie pitando de sexy e perigosa, ainda não é um Miles da vida e se não fosse Bass, ela teria sido morta e trucidada pelos indivíduos daquele local. O importante desse plot é que os dois firmaram um acordo temporário para derrotar os patriotas e agora seguem rumo a Willoughby, que ao que parece está se tornando o centro do furacão para série, o ponto de ebulição, onde a onça vai torcer o rabo, onde….você entendeu.

Assim chegamos à parte final de “Patriot Games” que tem esse nome exatamente para fazer uma analogia do jogo que os patriotas estão fazendo com todas as repúblicas remanescentes pós-blackout. Se por um lado descobrimos algumas verdades com Rachel (afinal o que é aquela simbologia estranha que eles usam), por outro Miles tratou descobrir exatamente até onde vai o poder doentio dessa facção. O tio de Charlie conseguiu encontrar Titus Andover (eu pensei que Garrett tinha matado ele no final do episódio passado) louco de pedra em seu covil, para enfim matá-lo antes descobrir a ligação do próprio com os patriotas.

Outra cena crucial foi a que ligou as narrativas de Miles e Aaron de forma intrigante e com isso alimentando ainda mais a trama de mistério da série. Aaron é um dos poucos personagens da série que teve uma origem realmente criada de forma interessante que foi se desenvolvimento muito bem ao longo da primeira temporada e ganhando uma importância sem tamanha no fim dela. Agora na segunda temporada o personagem está ainda mais integrado a todo acontecimento sobrenatural da trama, mas a situação apresentada no final deste episódio foi além do que qualquer fã ou pessoa poderia imaginar.

A história começa quando Miles descobre a verdade por trás da matança que estava ocorrendo ao redor da cidade para evitar que a população saísse dela. É claro que os vilões da temporada estavam por trás da chacina, mas a parte relevante disso foi à descoberta dele em relação a Garrett que na verdade era um dos patriotas disfarçados de aliado de Titus, comprovando de uma vez por toda a armação que estava sendo orquestrada.

Miles ao ser descoberto tenta escapar, mas não consegue ficando cara a cara com dois patriotas e em um beco sem saída. É ai que as coisas começam a ficar bizarras quando um enxame de vagalume se aproxima deles, no momento seguinte a um jogo de câmera onde Aaron deitado em sua cama tem um pesadelo que na verdade se revela uma visão, sim uma visão, e não é uma visão qualquer, na verdade ele está testemunhando a cena em que Miles está sendo rendido por dois indivíduos, ao que tudo indica ele está enxergando através da visão dos vagalumes, mas calma ainda tem mais, de repente os dois patriotas começam a pegar fogo instantaneamente (WTF?), livrando o tio de Charlie de uma enrascada.

Revolution depois dessa cena subiu o nível de bizarrice na série, mas para um lado bom. Se esses poderes telecinéticos do Aaron tem haver com o incidente na Torre mostrado no começo desta temporada, então abre-se a possibilidade de que todos que estiveram (incluindo Miles, Rachel, Charlie, Jason e Neville) lá sofram do mesmo mal ou seria bem, não sei.  O fato é que “Patriot Games” aponta para um futuro de guerra para série, na conversa entre Miles e Rachel nos últimos minutos fica claro que essa invasão dos Patriotas não ficará sem resposta, e que nasce ali o primeiro indício de uma resistência a essa ocupação.

Eu não tenho ideia como essa trama sobrenatural vai ser útil para derrotar a ameaça que se alastra pelo EUA pós-blackout, mas devo dizer que, contudo que foi mostrado até agora o futuro parece bem promissor para Revolution, que se continuar construindo bem seus personagens e suas narrativas poderá se consolidar como uma boa série que foi subestimada por muitos, na primeira temporada. Miles deve começar a organizar a Revolução daqui prá frente e mais uma vez o nome da série faz jus a seus acontecimentos, então é aguardar prá ver.

Observações da Revolução:

– Illuminatti: Essa imagem abaixo foi encontrada por Rachel e é o símbolo do grupo secreto que sempre está ligado a conspirações e mistérios. Será que os patriotas fazem parte dessa seita;

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Instruções em árabe: Além do símbolo Illuminatti, Rachel também encontrou palavras em árabe na gaveta do escritório do diretor Ed Truman, fazendo uma breve pesquisa nas comunidades de Revolution encontrei a tradução que significa: “Willoughby’s plan as scheduled. Get proceed as guided until further notice” (“Os planos de Willoughby estão dentro do previsto, proceder conforme combinado no aviso prévio”).

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Fonte: Comunidade oficial de Revolution

– Charlie: Já começaram a bater na cara da menina de novo, eu não apoio essa ideia, deixa a gata em paz.

– Halloween: Quando Rachel acorda e sai para dar uma caminha ela se depara com um garoto fantasiado, a cena tem um tom meio macabro, mas o fato é que dois dias depois do ataque dos bárbaros de Titus o pessoal já tinha voltado ao normal e ainda comemorando o dia das bruxas, achei meio estranho.

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– Nanobots: Além do incidente da Torre vale lembra que pessoas entrando em combustão não é novidade para série. A amiga de Rachel, Jane apareceu com dispositivo estranho que fazia a mesma coisa que o Aaron fez com a mente. Para quem não se lembra de Jane, ela apareceu no episódio 1×14 “The Night the Lights Went Out In Georgia”.

Titus Andover (R.I.P.) – E lá se vai um dos vilões mais doentios e loucos que já apareceu na série até agora, devo confessar que a morte dele foi meio prematura, porque era um vilão memorável, mas antes matarem logo do que torná-lo um personagem chato.

– Jogos Patrióticos: Viu Rachel no que dá falar demais? É não tá fácil pra ninguém.

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– Melhor frase do episódio: “Every good occupation deserves a resistance”

– No próximo episódio temos a revelação dos poderes de Aaron aos demais e a reunião de Monroe e Charlie com Miles e companhia. Veja a promo.

http://www.youtube.com/watch?v=QWeN-cFxHD0


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