Review | Person of Interest – 5×13 – “Return 0” [Series Finale]

João Paulo

  quinta-feira, 23 de junho de 2016

Review | Person of Interest – 5×13 – “Return 0” [Series Finale]

O Ciclo Se Fecha! O monumental episódio final de POI é nada mais do que uma obra emblemática que ficará marcada na história dos seriados de TV.

FIM! Talvez não seja a palavra certa para começar a review, mas ela é simbólica o suficiente para mostrar onde a jornada de nossos heróis termina. “Return 0” é o series finale que todos esperavam, talvez um pouco menos polido narrativamente em alguns momentos, mas extremamente impecável em conseguir fechar suas próprias lacunas e trazer o impacto emocional que será carregado como um legado eterno para quem acompanhou o seriado por esses anos todos.

A narrativa não linear do episódio dá uma sensação de estarmos presenciando algo único, e para um episódio final é até arriscado, porém a direção de Chris Fisher consegue ser suficientemente bem conduzida conseguindo através de uma edição impecável transitar entre passado e presente sem parecer muito confuso. Desta forma começamos a jornada de uma forma apoteótica, com a narração em off da “Machine”, a mesma que abre a season premiere “B.S.O.D.” (5×01), mostrando ao expectador que este era o começo do fim.

O interessante do roteiro assinado por Jonathan Nolan e Denise Thé é que ele traz uma aura diferente para este ato final, os diálogos são poucos, mas muito bem direcionados. A narrativa deixa a guerra entre “Samaritan” na linha de frente e ao mesmo tempo em segundo plano, conseguindo assim dar um foco maior no “team machine”. Não se engane, Finch, Reese, Fusco, Shaw, Root e até Bear são as verdadeiras estrelas desta jornada e é neles que a escrita se apoia para trazer os momentos mais emocionantes da série.

O gancho deixado no episódio anterior deu a leve impressão de que o vírus ICE-9 destruiria “Samaritan” bem rápido, porém neste episódio é revelado que a ação de Finch abriu o cenário apocalíptico para humanidade, uma vez que o vírus se replicou causando uma série de erros no sistemas levando ao caos global enquanto as duas inteligências artificiais ativas continuavam a se deteriorar lentamente.

A escolha de focar num lado mais psicológico e mais reflexivo foi talvez a decisão mais bem intencionada da história da série. Com um tempo limitado e mais condensado, alguns pequenos arcos ficaram sem um desenvolvimento adequado, mas aqui esses por menores somem em prol da licença narrativa criada pelos roteiristas num arco final bastante atemporal que transcende à excelência ao focar na premissa original da série e trazer resposta mais abstratas sem trair o espirito da mitologia de POI.

Desta forma o roteiro bem escrito não é só efetivo em suas ideias principais, mas também consegue colocar elementos como cenas de ação em pontos chaves elevando a tensão apenas quando necessário, como Shaw escapando no cemitério depois de fazer uma visitinha a Root, ou Reese finalmente sendo descoberto como “Man in the Suit” e sendo capturado junto com Fusco dentro da delegacia, fechando com Finch salvando os dois com ajuda de um atirador misterioso.

Tudo é muito bem desenvolvido a ponto de o clima de finalização sempre estar presente em praticamente todas as cenas. Acima de tudo “Return 0” é a jornada de heróis, sejam eles: trágicos, batalhadores e principalmente humanos. Como citei anteriormente esta jornada foca bastante na equipe, mas duas pessoas se destacam aqui, Reese e Finch.

A dupla que desde o piloto do seriado se uniram em prol de uma causa em comum, salvar vidas. A narrativa se constrói em torno desta premissa, a “Machine” filosofa sobre o assunto do começo ao fim, porém as representações humanas das pessoas que sabem o preço da vida humana são John e Harold.

Desde o episódio 100, Finch se tornou o personagem que todos esperavam dele, mais inteligente, mais esperto e sem medo de fazer o que é certo para destruir seu oponente. Não, ele nunca abraçou o lado sombrio que alguns pensaram que o personagem iria abraçar, ao contrário, sua jornada desde que passou a usar a “Machine” como uma ferramenta poderosa em seus planos, o tornou uma pessoa ainda melhor, capaz de dar a vida para salvar sua equipe e é claro a humanidade que tanto queria proteger desde que criou a inteligência artificial mais poderosa existente.

A jornada trágica do herói estava desenhada para ele, porém não era sua missão fazer o último sacrífico, e sim sua outra cara metade, Reese. Nosso “Man in the suit” tinha uma missão, tinha um trabalho como ele sempre disse “salvar vidas uma de cada vez”, o personagem abdicou de uma vida pacata e comum com pessoas amadas para se dedicar a causa e desde então seu destino estava traçado. Desde o momento em que ele terminou com Iris no episódio “Truth Be Told” (5×03) sabíamos que a jornada trágica do herói solitário estava sendo desenhado para o personagem.

John era um soldado, e como tal estava disposto dar a vida por uma causa, um propósito, que era o de salvar o mundo e não tem algo mais poético maravilhoso do que isto. A cena final com a reviravolta de que Finch havia ido para o prédio errado, enquanto Reese tomava seu lugar no telhado de outro prédio talvez não tenha sido uma grande surpresa, mas a construção da sequência até chegar naquele momento foi de um brilhantismo admirável.

Falando em admirável, a narrativa continua desafiando o nervo dos seus espectadores do início ao fim, colocando Finch, Shaw, Reese e Finch todos em posição de vida ou morte. A sensação de perigo eminente é bastante sentida aqui graças a direção segura de Fisher, porém a pegada emocional é ainda mais acentuada a medida que o destino de todos eles era desenhado no terceiro ato.

Devo dizer que o tiroteio na monumental cena do telhado foi excelente e brutal ao mesmo tempo, porém a presença fantasmagórica de Root chega para amenizar e ao mesmo tempo dar uma carga bastante dramática a situação. Incrível que mesmo com a morte da personagem, os roteiristas conseguiram inseri-la muito bem nos dois últimos episódios.

Reese e Finch baleados e a voz da “Machine” em suas mentes projetando um delírio que toma as formas de Amy Acker é deixar qualquer um no chão com uma cena tão icônica e dramática ao mesmo tempo, ajudada por uma trilha sonora impecável de Ramin Djawadi que aqui tem papel fundamental no centro da trama, trilha essa que paira como um fantasma espiritual em momentos de pura melancolia e escapismo, nada mais brilhante para dar uma certa vibe ao ato final desses inesquecíveis personagens.

Desta forma é seguro afirmar que “Return 0” é o fim perfeito, o fim necessário e o melhor fim que poderíamos imaginar, é uma obra-prima sem precedentes, que carrega de forma precisa a série em uma jornada emocional trágica com resoluções incrivelmente bem pensadas. O sacrifício de Reese para que conseguissem fazer o upload da cópia da “Machine” para ser enviada para o satélite junto com a cópia do “Samaritan” pode até ser encarada como um ato um pouco cruel, mas ainda assim foi intensamente importante e vai de encontro com a personalidade heroica do nosso eterno “Man in the Suit”, sem falar que mantém uma coerência narrativa que a série sempre carregou em todos estes anos de existência.

Sacrifício e redenção eram palavras de ordem do episódio, se a primeira palavra funciona especialmente para Reese e Finch, a segunda funciona para Shaw. Nas entrelinhas do episódio o roteiro estava moldando a figura de Sameen para algo maior, desta forma a narrativa insere o assassino de Root em seu caminho para que ela trilhe sua própria jornada de vingança e redenção.

É neste instantes mais íntimos que Person of Interest se destaca, com uma narrativa preste a ser finalizada, a série encontra maneira de valorizar estes pequenos momentos. Aqui em “Return 0”, como mencionei anteriormente constrói a narrativa de forma mostrar uma perspectiva diferente da vida humana, se Reese e Finch são representação física dos heróis que valorizam a humanidade, a “Machine” é a representação não material que chega para consolidar este conceito.

No final das contas a criação de Finch talvez seja uma figura mais humana que todos nós, talvez por conseguir entender o sentido da vida de uma forma melhor devido aos dados que receba, ou talvez por saber enxergar o propósito humano nos pequenos detalhes como ela mesma mencionou em determinado momento. Detalhes esses representados por momentos no passado, presente e futuro, isto nunca fica claro em alguns momentos para o público, talvez seja proposital, talvez seja uma forma de mostrar o quanto a “Machine” teve que buscar para entender a natureza humana e onde a linha do tempo não importa mais.

“Todo mundo morre sozinho. Mas se você significa algo para alguém, se você é ajudado por alguém, ou amado por alguém, e se ao menos uma pessoa lembra de você, talvez você não morra realmente. E talvez, este não seja o fim de maneira nenhuma.”

Talvez as últimas palavras da “Machine” sejam uma forma mais que espiritual de demonstrar que de alguma forma as pessoas são eternas e sempre serão lembradas por aqueles que as amam. Talvez seja um significado clichê, mas não é nada mais forte do que abraçar esse lado onde a ciência e a fé transcende algo abstrato e complicado de explicar. É assim que Person of Interest se faz tão brilhante ao conseguir que uma inteligência artificial seja capaz descobrir o sentido da vida, algo que nós humanos lutamos para entender, mas no final nunca compreendemos realmente.

A série encerra com sua melhor personagem, divagando sobre a vida humana, o roteiro é meticuloso em dar a cada um dos outros personagens sobreviventes seu desfecho simbólico. Fusco continua seu trabalho na delegacia, Finch consegue finalmente reencontrar a felicidade nos braços de sua amada Grace, Reese é sepultado como herói, o caos global causado pelo vírus de Finch se dissipa e Shaw consegue vingar Root matando Jeff Blackwell.

Seria esse o FIM? Não, assim como a “Machine” deixa claro em sua última frase, o mesmo pode ser digo do legado da série e a cena final com Shaw e Bear são a representação de que POI permanecerá mais eterna do que nunca, afinal talvez este não seja o fim, a vida sempre encontra um jeito, este series finale é poeticamente estruturado para mostrar isto, talvez este seja sim o fim de um ciclo, que por sua vez dará lugar a um novo INÍCIO.

Estamos sendo vigiados. (Piloto ∕ Return 0) 

Observações de Interesse:

Return 0: É um comando bastante usado nos programas C e C++, eu mesmo já usei bastante a função. Basicamente o comando retorna a 0 quando termina de ser compilado, desta forma ele limpa o que foi feito antes e retorna ao início. No contexto da série é referente exatamente a ação do vírus sobre “Samaritan” e a “Machine” que estão sendo desligados aos poucos, quando isto acontecer ambos I.A. serão destruídas no processo.

Entendendo o conceito da guerra (Machine vs Samaritan): Talvez com tanta coisa acontecendo fique meio confuso entender como a “Machine” venceu a guerra contra seu maior inimigo, então separei três pontos para esclarecer os fatos:

  • O plano do Samaritan: Com vírus ICE-9 infectando toda a rede e destruindo tudo em seu caminho, era claro que Samaritan iria bolar algo para escapar disso. Então a intenção dele era fazer uma cópia compressa de si mesmo e enviar ao satélite russo em órbita e permanecer lá até o vírus ICE-9 se dissipar. O míssel lançado no navio era para destruir o prédio contendo a antena, desta forma evitaria que alguém seguisse seu rastro até o satélite.
  • O plano do Team Machine: A ideia de Finch era basicamente enviar uma cópia da “Machine” para o satélite para ela conseguisse destruir o “Samaritan” no espaço. Lembra da disputa criada por Finch entre “Samaritan” e a “Machine” dentro da gaiola de Faraday? Tal fato aconteceu no episódio “Shootseeker” (5×05) e é basicamente uma versão daquele cenário acontecendo dentro satélite.
  • O plano da Machine: A criação de Finch conseguiu infectar o núcleo do “Samaritan” com vírus assim que a inteligência artificial começou a fazer seu upload conseguindo assim destruí-lo. O interessante aqui é que ela ainda conseguiu fazer uma cópia duplicada de si mesmo usando a mesma ideia do “Samaritan”, assim conseguir sair ilesa do processo. Havia 99% de chance do “Samaritan” vencer, mas aquele 1% foi o necessário para a “Machine” virar o jogo.

5x13-MachinevsSamaritan

– Samaritan, A Queda 1: Se aquela fez no season finale da terceira temporada eu disse que “Deus Ex Machina” (3×23) era como se fosse “O Império Contra Ataca” de Person of Interest, “Return 0” é basicamente “O Retorno de Jedi” da série, aqui finalmente tivemos “Samaritan” mais ameaçador do que nunca, porém tivemos uma “Machine” sem medo de enfrenta-lo após entender o conceito de vida e morte da natureza humana, as vezes é preciso contra atacar se você quer vencer. R.I.P. Samaritan, vida longa a “Machine”.

Samaritan, A Queda 2: Uma coisa que senti falta nos episódios anteriores era a sensação da ameaça global que Samaritan representava para o mundo, neste episódio conseguiram passar isso em diversos momentos, primeiro na cena da delegacia quando Reese e Fusco são capturados pelos próprios aliados, depois o fato dele controlar um navio de guerra para lançar um míssil para explodir um prédio em Manhattan e principalmente na cena em que ele confronta Finch na icônica cena em Time Square, este sim é um vilão memorável.

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Observação Relevante: Este ai perto de Finch é nada mais nada menos que o criador da série Jonathan Nolan.

O Ciclo se Fecha∕Inicia: A avenida onde Shaw atende a chamada no orelhão é a mesma avenida onde Reese encara a “Machine” na cena final do piloto.

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O legado de Reese: É triste se despedir de um personagem, John diversas vezes profetizou a própria morte, porém é difícil acreditar que nosso “Man In The Suit” realmente se foi, mas antes de fazer o último sacrifício do herói.

Observação Relevante: Talvez a melhor cena do episódio, a presença espiritual de Root em dois momentos importantes na vida de John (aliás a cena com pequeno John me lembrou bastante as cenas com pequeno Bruce Wayne no enterro de seus pais), nosso eterno Batman sem uniforme.

Ramin Djawadi e a história de uma trilha brilhante: Talvez seja o compositor mais brilhante da tv atualmente e um dos melhores de sua geração, suas trilhas são impecáveis. A mesma qualidade que ele entregou em Prison Break e filmes como Homem de Ferro e Círculo de Fogo, e entrega hoje em Game of Thrones e Person of Interest e em breve irá entregar na série Westworld. Aqui em “Return 0” sua trilha tem papel fundamental na narrativa servindo como peça chave para trazer melancolia e sensação de conclusão.

  • Bunsen Burner – Cuts (quando Finch está no topo do prédio)
  • Metamorphosis – Philip Glass (quando Reese está fazendo o upload de uma cópia da “Machine” para o satélite.

Ressalvas de interesse: O episódio final foi excelente, mas algumas coisas ainda ficaram no ar, como o fato de Fusco e Shaw não saberem se John ou Finch sobreviveram. Outra ressalva é o fato da história de Jeff Blackwell terminar sem um desenvolvimento melhor, o personagem ainda assim rendeu bastante então pouco tempo. E os agentes do serviço do “Samaritan”? Gostaria muito de saber o que aconteceu com restante deles, principalmente a Claire. E Control, será que sobreviveu? Provavelmente deve ter sucumbido a correção do “Samaritan” no season finale da quarta temporada, mas porém merecia um menção nesta quinta temporada. Talvez tudo isso seja apena um efeito colateral de não termos uma temporada maior, mas são pequenos detalhes se comparado o quão coerente tem sido do começo ao fim, então sem arrependimentos.

Melhores Frases do Episódio, top final:

“When I hired you, I suspected you were going to be a great employee. What I couldn’t have anticipated was that you would become such a good friend.” (“Quando eu contratei você, eu suspeitei que você seria um grande empregado. O que eu não poderia prever é que você se tornaria grande amigo.) – Finch para Reese

– “I chose you for exactly who you are, but there’s something I think Root had wanted to say to you. You always thought there was something wrong with you because you don’t feel things the way other people do. But she always felt that was what made you beautiful. She wanted you to know that if you were a shape, you were a straight line. An arrow.” (“Eu escolhi você exatamente pelo o que você é, mas tem algo que eu penso que Root gostaria de te dizer. Você sempre pensou que havia errado com você porque não sente as coisas do jeito que as pessoas sentem. Mas ela sempre sentiu que isto era o que fazia você ser tão linda. Ela queria que você soubesse que se você fosse uma forma, seria uma linha reta. Uma flecha.”) – Machine transmitindo a mensagem de Root para Shaw.

“When you came to me, you gave me a job. A purpose. At first… well, I’ve been trying to save the world for so long; saving one life at a time seemed a bit anticlimactic. But then I realized: Sometimes one life is the right life. It’s enough.” (“Quando você veio até mim, você me deu um trabalho. Um propósito. Inicialmente…bom, eu tentei salvar o mundo por muito tempo, salvando uma vida por vez, o que parece ser um pouco anticlimático. Mas então eu percebi: as vezes uma vida é a vida certa. E isto é o bastante.”) – Reese para Finch

“If you can hear this, you’re alone. The only thing left of me is the sound of my voice. I don’t know if any of us made it. Did we win? Did we lose? I don’t know. But either way, it’s over. So let me tell you who we were. Let me tell you who you are. Someone once asked me if I had learned anything from it all. So let me tell you what I learned.” (“Se você pode ouvir isto, você esta sozinho. A única coisa que sobrou de mim foi o som da minha voz. Eu não sei se algum de nós conseguiu. Nós vencemos? Nós perdemos? Eu não sei. Mas de qualquer forma, acabou. Então deixe me contar a você quem nós somos. Uma vez alguém me perguntou se eu aprendi algo sobre tudo isto. Então deixe me contar a você o que eu aprendi.”) – Machine durante o reboot de seu sistema.

Agradecimentos de Interesse: Pessoal então é isso, quero agradecer a todos que acompanharam minhas reviews, obrigado por sempre lerem e comentarem quando possível. Para mim é gratificante compartilhar os melhores momentos de uma série maravilhosa como Person of Interest, sem dúvidas vou sentir saudades de tudo e espero surja uma série tão desafiadora e ousada como esta. Vejo vocês por ai, abraços relevantes para todos.

Espere ainda tem mais: Ainda não encontrei uma versão legendada ainda deste vídeo, mas um dos produtores executivos da série o conhecido Greg Plageman (um dos roteiristas da série também) respondeu algumas perguntas sobre o series finale, se você sabe um pouquinho de inglês que seja, vale a pena dar uma conferida, senão entendeu muito bem, me pergunte nos comentários que respondo.


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