Review | Person of Interest – 5×10 – “The Day The World Went Away” [Episódio 100]

João Paulo

  quinta-feira, 09 de junho de 2016

Review | Person of Interest – 5×10 – “The Day The World Went Away” [Episódio 100]

Obra Prima! Não há outro adjetivo para descrever o melhor episódio da temporada de Person of Interest, que traz o momento da virada de Harold Finch carregado de muita ação, mortes e a certeza de que a guerra contra “Samaritan” chega em seu momento chave.

O começo do fim!

É complicado começar a escrever uma review com tanta coisa para dizer de um episódio tão fenomenal como este. “The Day The World Went Away” tinha um legado a cumprir, episódios 100 para uma determinada série de tv são especiais, diversos seriados saem da zona de conforto e trazem algo novo e ao mesmo tempo nostálgico para satisfazer os fãs, normalmente funcionam como uma celebração, dos personagens, da história e do legado que seriado trouxe para público durante anos, ou seja, episódios assim tem a função de ser marcantes.

Eis que Person of Interest surpreende de novo, se sobressaindo dentre todas essas séries deixando os momentos felizes de lado e aproveitando seu episódio 100 não só para mostrar que o seriado sabe ousar, com um episódio caótico, surpreendente e revelador, mas capaz de transcender sua capacidade narrativa em ligar toda a história da série neste exato momento focando em seu personagem mais complexo, Harold Finch.

Você deve ter estranhado bastante a estrutura deste episódio, mas isso é perfeitamente normal, em momentos de mudança a sempre um estranhamento antes de embarcamos em algo particularmente novo. A direção de Frederick E. O. Toye foi precisa em criar uma atmosfera de tensão e frieza por assim dizer, você deve ter notado que as transições da “Machine” de uma cena para outra diminuíram, você deve ter notado que o ponto de vista do “Samaritan” aparece pouco no episódio e somente em cenas chaves, isto dá a impressão de que a ameaça pode vir de qualquer lugar, criando um clima de paranoia para o “team machine”, a diminuição do ritmo em certos momentos é proposital e tem um motivo, tudo, eu digo tudo foi milimetricamente criado para mostrar a transformação de Finch, basicamente todas as cenas são construídas para trazer à tona o lado sombrio do personagem e a narrativa consegue entregar isto com maestria.

A maior sacada deste episódio 100 é trabalhar vários pontos importantes dos nove episódios anteriores, isto torna a trama ainda mais familiar e impactante para quem assiste a temporada atual. A trama desse episódio começa em um dia excepcionalmente diferente, com Finch decidido colocar restrições na “Machine” como havia feito muitos anos atrás. Harold estava determinado a não deixar a sua criação operar como sistema aberto.

A partir deste ponto as coisas começam a dar errado e só pioram quando a identidade de Harold é descoberta e a “Machine” solta seu número o transformando no POI da vez. O roteiro escrito a duas mãos por Andy Callahan e Melissa Scrivner-Love se apoia na urgência narrativa e coloca a equipe em movimento já nos primeiros minutos, o enredo foca no grupo dividido com Reese e Fusco indo atrás do possível pista sobre a empresa “Temporally Resolutions” que fez Finch de alvo, Root e Shaw ficam no abrigo para despistar os agentes desta mesma empresa, enquanto o próprio Finch fica sobre os cuidados de Elias.

Com Harold no centro da trama, o roteiro é bem claro em explorar o “team machine” em ação o máximo possível tentando protege-lo, este episódio então traz todo tipo de armamento pesado possível e também entrega uma alta contagem de corpos abatidos ou mortos durante o seriado, além de apresentar boas cenas de tiroteio e perseguições de carro, todas projetadas para explorar a veia heroica de Reese, Shaw, Fusco e principalmente Root, esta que em particular tem uma cena memorável durante uma perseguição de carro.

Apesar do episódio ser bastante movimentado neste quesito, a trama ganha mais foco e qualidade quando explora os dois personagens centrais que funcionam como “agentes da mudança” para Finch. Não se enganem, apesar de seus destinos trágicos, Elias e Root são os pilares narrativos mais fortes de “The Day The World Went Away” e responsáveis trazer um legado perpétuo para esta reta final da série.

Começando por Elias, um dos vilões favoritos da série que retornou surpreendentemente no episódio “ShootSeeker” (5×05), mas qual seria a razão para esta volta do personagem, porque voltar apenas para alegrar os fãs da série não é algo que os roteiristas de POI fariam gratuitamente, tinha algo mais em seu plot. E aqui neste episódio 100 fica claro o real propósito do personagem, liberar o lado mais sombrio de Harold.

Muitas vezes nos perguntamos como Elias e Finch se davam tão bem mesmo em lados opostos da lei, como dois personagens com ideologias diferentes que conseguiam ainda encontrar tempo para achar pontos em comum, além manter é claro o respeito mútuo um com outro, sem falar que ainda arranjavam tempo para jogar xadrez nas horas vagas no maior estilo Charlie Xavier e Magneto. Dois personagens que tinham mais em comum do que poderíamos imaginar, duas pessoas ambiciosas que queriam mudar o mundo a sua volta usando o intelecto, porém a diferença principal entre eles era o uso de máscaras.

Enquanto Elias nunca escondeu quem ele realmente era, sempre matando quando precisava e sempre eliminando adversários quando era preciso, o mesmo não se podia dizer de Finch, que sempre escondeu sua verdadeira identidade e apesar da boa índole salvando vidas por anos, mas era certo que ainda escondia algo por trás daquela máscara de bilionário intelectual. Aqui neste episódio era preciso que Elias fosse o primeiro elo para Finch mudar, no final das contas o respeito mútuo entre os dois se transformou em uma amizade ao longo do tempo.

Desta forma toda a perseguição e o cerco envolvendo Elias e Finch tentando escapar dos agentes do “Samaritan” (a essa altura se revelando o inimigo por trás de todo aquele esquema) utilizando de forma genial a trégua entre duas gangues rivais para fazer a proteção dos dois, resultou num fim trágico e chocante com Elias levando um tiro a queima roupa. A morte não só foi o primeiro tapa na cara no público, mas serviu como a primeira gota d’água a tirar Finch da inércia.

É triste sim se despedir de um personagem como Elias, mas é mais incrível perceber que nas entrelinhas o personagem deixou lições que Harold irá carregar daqui para frente, lições importantes sobre fazer o que deve ser feito mesmo que o método não seja o mais ortodoxo de acordo com senso comum.

A narrativa consegue funcionar como um gatilho para Finch, o primeiro estalo a atingir os botões emocionais do personagem foi a morte de Elias, porém faltava mais uma peça para completar a transformação do personagem, e este segundo estalo se chamava Root, o último pilar narrativo que funciona como a espinhal dorsal de “The Day The World Went Away”, que também poderia ter sido renomeado facilmente como “A Redenção de Root”.

O melhor da direção de Toye é que ele consegue focar bastante em Harold, no entanto ainda consegue construir pequenos momentos cruciais para Root roubar as cenas, um prelúdio do que estava por vir no que seria a despedida da personagem.

Root começou como vilã, sendo odiada por muitos até começar sua jornada de redenção no começo da terceira temporada, desde então a hacker começou sua caminhada para se provar digna das oportunidades que “Machine” ofereceu a mesma e melhor caiu na graça do público e se tornou uma aliada crucial para o “team machine”.

O interessante que aqui neste episódio e nenhum momento a personagem deixa de ser fiel a sua essência, mas é importante notar que algo mudou nela nesses anos todos. Uma cena importante dela no episódio “A More Perfect Union” (5×06) durante uma dança com Finch, a hacker revelou que estava ali apoiando a equipe, pois não queria ficar sozinha, algo bem incomum para uma personagem que sempre passou a maior parte do tempo sozinha. Esta cena casa perfeitamente com a cena entre ela e Shaw durante o ataque ao refúgio da equipe onde a hacker confessa que a primeira vez que se sente parte de algo, se referindo ao “team machine”.

E sim a personagem é um membro importante da equipe, o episódio faz questão de mostrar isso durante diversos momentos, em especial na cena do tiroteio no meio de Nova York e é claro na cena dela atirando num carro em movimento o fazendo explodir. É claro que também tivemos diversos momentos entre o casal Root e Shaw, porém eles são tímidos, mas eficazes.

Toda essa atenção do roteiro dado a Root tinha uma razão, e não é apenas matar a personagem para chocar o público e sim eterniza-la como uma das peças fundamentais da mitologia da série. O roteiro de Callahan e Love traz à tona vários momentos realistas, mas se permite realizar momentos de pura filosofia e lucidez para uma narrativa que só enriquece cada nova cena.

Assim como Elias, Root chega para trazer valiosas lições para Harold, ambos personagens expõe os defeitos de Harold, mas ambos conseguem inspirá-lo em sua transformação. “Somos Todos Simulações” afirmou a personagem em determinado momento, mas a frase nada mais é do que uma analogia para descrever como Root enxerga um mundo dominado por uma inteligência artificial.

Ela sempre enxergou a “Machine” como um Deus, como um ser supremo, como elemento “vivo” e é assim que a personagem transmite seu recado para Harold. Suas cenas são pontuais, seja na cena inicial na conversa franca em relação a usar ou não a máquina como uma arma e enxerga-la como ser vivo, e seja na conversa com ele no carro ao divagar que o fato da “Machine” prever nosso comportamento através de simulações fosse uma forma de permanecermos eternos em sua memória, tudo entregue com uma atuação no mínimo espetacular de Amy Acker.

Essa metáfora que a série explora em relação a homens e máquinas, é quase uma forma diferente de incorporar o mito de crença entre deuses e homens difundido em diversas religiões pelo mundo. É brilhante como moldam a “Machine” para ser uma espécie de “Deus” supremo para humanidade e o sacrifício de Root é uma forma da série reforçar ainda mais essa filosofia.

Falando em morte, lembra que mencionei que a direção da série é muito feliz em colocar as forças do “Samaritan” somente em pontos cruciais da narrativa? Então a entrada de Jeff Blackwell realizando mais uma missão para I.A. do mal é apenas a certeza de que o personagem se tornará um dos mais odiados pelos fãs da série, principalmente depois de atirar em Root na frente de Harold.

Essa parte da trama é o último pilar que faltava para trazer a verdadeira natureza de Harold à tona. Durante quatro anos esperamos para ver o verdadeiro Finch, o homem por trás do gênio e talvez seja uma virada impactante e que mude a visão que temos em relação ao personagem.

A cena do interrogatório é um dos momentos mais memoráveis da série, foi fria, foi impactante e foi talvez o melhor momento de Michael Emerson na série. O jeito que Finch libera sua raiva é de arrepiar o fio de cabelo da nuca e ameaçar o “Samaritan” daquela forma, do jeito como foi feito, cada palavra com um misto de desabafo, raiva e fúria, somente Emerson para conseguir tal efeito em cena, simplesmente genial.

Tudo leva a este momento, “The Day The World Went Away” não é só mais um episódio genial de Person of Interest, ele é “O episódio” mais genial da série até o momento. Em uma narrativa com uma pegada totalmente nova, focando em seu protagonista, trazendo ação, emoção, tensão e suspense na medida de uma forma muito bem dirigida e escrita, com os atores dando seu melhor em cena fazendo com o espectador sinta uma emoção poucas vezes vista na tv.

Talvez o episódio deixe muita gente furiosa por causa da mortes, isto é normal para quem já considera esses personagens como uma espécie de família, mas como Root mesma disse uma versão de cada um de nós vive dentro da “Machine” e qual a melhor forma de imortalizar um personagem do que fazer parte de um sistema complexo e superior.

O que nos leva a última cena do episódio 100, talvez a cena mais bem filmada e editada da história da série, talvez uma das cenas mais marcantes desde a morte da Carter no episódio “The Crossing” (3×09) e a abertura do episódio “The Devil’s Share” (3×10), talvez seja a cena tenha mais significado na história de Person of Interest. A cena da ligação da “Machine” para Finch.

O momento da virada, o momento em que Harold abraça o desejo de vingança e promete matar “Samaritan”, o momento em que a “Machine” conversa com ele diretamente pela primeira vez usando uma voz. Devo dizer que ouvir a voz da Root foi um alívio, mas segundos depois virou um momento de desespero em saber que era a criação de Finch falando e não a nossa hacker preferida, toda a construção da cena desde o corte mostrando Fusco olhando o corpo de Root, passando pela breve reação de Harold e fechando com Reese recebendo a ligação e passando a notícia para Shaw, foi simplesmente memorável, trilha sonora, edição, montagem e direção, tudo muito bem explorado tornando o momento um dos mais brilhantes entregues pela tv, nunca uma cena trouxe tantos sentimentos misturados como esta.

E assim uma lacuna se fecha, mas um turbilhão de possibilidades se inicia em Person of Interest, o episódio “The Day The World Went Away” é memorável em todos os sentidos, uma obra prima que não choca por chocar, mas abraça uma realidade sombria de um mundo perigoso e acrescenta mais peças na rica mitologia do seriado, e colocando a transformação de Finch no epicentro dos acontecimentos torna narrativa ainda mais coesa e brilhante, onde também há espaço para personagens inesquecíveis como Elias e Root possam brilhar e deixar seu legado na série, onde mais uma vez os roteiristas continuam a desafiar seu público com uma trama criativa, envolvente e fantástica.

O fim está cada vez mais próximo, mas a certeza de um final digno e inesquecível cada vez mais se desenha em nossas mentes.

Observações de Interesse [100 palavras]:

The Day The World Went Away: O nome foi retirado da letra da música de mesmo nome, do grupo Nine Inch Nails. Logo abaixo tem o refrão traduzido.

“Eu ouço as palavras que ele diria

mas em sua voz que ouço decadência

a face de plástico forçado a retratar

todos os interiores deixou frio e cinzento

há um lugar que ainda permanece

ele come o medo, come a dor

o preço mais doce que ele vai ter que pagar

o dia em que o mundo inteiro foi embora”

O Legado de Root: Os roteiristas foram espertos em colocar a voz da hacker para “Machine”, não só uma forma de manter a personagem viva na série do que vivendo dentro da máquina que ela tanto admirava. Simplesmente perfeito.

O Legado de Root 2: Root fez uma modificação interna na “Machine” antes do Harold fechar o sistema, estou curioso para descobrir as surpresas que ela colocou para o sistema se defender.

O Legado de Root 3: Nossa hacker saindo fazendo barulho e uma cena excelente.

poi-1

poi-2

pos-3

Adoro essa cena, tão “badass”

Fusco com quadrado amarelo: Esperamos bastante, mas 100 episódio depois Lionel finalmente sabe sobre a “Machine”, essa marcação foi merecida.

fusco

Referências, easter eggs, 100 episódios e um legado: São várias referências neste episódio, gostaria de falar sobre todas, mas separei algumas apenas.

  • Refúgio: O lugar onde Elias e Finch estão se esconde é o mesmo lugar onde Reese e Elias se esconderam no episódio “Witness” (1×07).
  • Telefonemas decisivos: A ligação da “Machine” para Finch não foi um evento isolado, aliás, durante vários momentos importantes as ligações da “Machine” causaram surpresas na série. Os melhores momentos foram:

→ “Firewall” (1×23) – Reese recebe a ligação do protocolo de contingência.

→ “Zero Day” (2×21) – Reese recebe a ligação da “Machine” ouvindo pela primeira vez sua voz cibernética e ativando o protocolo “God Mode”.

→ “God Mode” (2×22) – Reese e Finch recebem a ligação da “Machine”, após a mesma ter se removido das instalações do governo. Root também recebe uma ligação no mesmo episódio.

→ “The Crossing” (3×09) – A “Machine” manda uma ligação para Finch segundos antes de Carter ser assassinada.

→ “YHWY” (4×22) – Recebe uma mensagem de fax e uma ligação da “Machine” logo em seguida para derrubar os capangas de Dominic. Não é bem uma ligação de orelhão, mas funciona também.

  • Professor Whistler: Um dos últimos nomes de pássaros usados por Harold como disfarce é o primeiro a ser descoberto.
  • Primeiro encontro com Grace: Achei bacana Harold ter ido não intencionalmente no lugar em que ele teve seu primeiro encontro com Grace, a personagem é uma parte importante do legado da série. O que me lembra que Harold chegou a ver uma mulher de costa com a mesma fisionomia dela no episódio “SNAFU” (5×02), espero que isso indique que veremos ela em breve, gostaria muito que Carrie Preston voltasse para uma última participação, quem sabe ela seja o elo para Finch desistir dessa vingança contra “Samaritan”.

samaritan

  • Um nome para “Machine”: Root ressaltou que Harold não coloca um nome em algo que pretende matar, fiquei pensando que como Harold mesmo ressaltou ela deve escolher um nome para ela mesma, provavelmente no series finale. E vocês, que nome dariam para ela?
  • Jeff Blackwell em “God Mode”: No meio de tanta tragédia você deve ter notado que Blackwell estava sendo guiado por “Samaritan” ficou claro que após o episódio “Reassortment” (5×08) o agente subiu de status para se comunicar diretamente com a inteligência artificial. Gostaria muito de ver Reese também em “God Mode” de novo para bater de frente com Blackwell, torcendo por este embate.
  • Dark Finch: Fiquei assustado em saber que Harold tinha impressão digital em 15 cenas de crime desde 1974. Gostaria de saber mais sobre isso, mas tenho medo de estragar minha visão do Finch bonzinho.
  • “We’re not living. We’re surviving” (“Nós não estamos vivendo. Nós estamos sobrevivendo”): Esta frase da Root remete bastante parte do monologo dela nos últimos minutos de “Deus Ex Machina” (3×23) a grande virada da série, onde ela diz “Isto nunca foi sobre vencer. E sim sobreviver”.
  • O ciclo se fecha: O flashfoward com a narração em off da “Root” no episódio “B.S.O.D.” (5×01) na verdade era a “Machine” recitando as palavras, bela reviravolta, ninguém nunca poderia imaginar tal possibilidade. Ponto para os roteiristas.

Trilha Sonora: Um dos pontos fortes do episódio foi a excelente trilha sonora, que não só entrou nos momentos certos, mas tornou as cenas memoráveis.

– “New Dawn Fades” – Moby

                – “The Day the World Went Away” – Nine Inch Nails (a música que fecha o episódio)

– Greer: Talvez tenha sido o papel mais coadjuvante que o vilão já tenha feito na série, ainda que tenha uma cena boa com Harold. Afinal, por que “Samaritan” precisa da ajuda do Finch?

– Harold Finch (Vítima ou Criminoso): O episódio teceu toda uma jornada para Harold e seu número foi expelido pela “Machine”, mas ainda não sabemos o que ele será, vítima ou criminoso, provavelmente veremos ele cruzar os dois caminhos antes de ser confrontado por Reese e o resto do “team machine”. E vocês o que acham, vítima ou criminoso?

As melhores frases do episódio:

                Vamos deixar uma coisa bem clara aqui, o diálogo do Finch foi a melhor frase da temporada e fica complicado colocar todo o diálogo aqui, porém tivemos outras frases icônicas no episódio também.

“I’m not in a metaphysical mood” (“Não estou em um humor metafísico”) – Finch para Root

“Listen. I know you have apprehension about what the Machine is, about what She will become. And I trust you, Harold. I walked in darkness for a very long time until you guided me to light, and I wouldn’t change any of it. But we’re not going to win this way. We can’t afford to lose. When the time comes, you’ll know what to do. And I know this is an ugliness you never wanted, but sometimes you have to fight a little.” (“Ouça. Eu sei que você tem apreensão sobre o que a “Machine” é, e sobre o que Ela se tornará. E eu confio em você, Harold. Eu andei nas trevas por muito tempo antes de você me guiar para luz, e eu não mudaria nada disso. Mas não iremos vencer desse jeito. Nós não podemos dar o luxo de perder. Quando o tempo chegar, você saberá o que fazer. E eu sei que essa era uma situação que você não procurava, mas as vezes nós temos que lugar um pouco.”) – Root para Finch (como vou sentir falta desses diálogos)

“You created me, I can do anything you want me to” (“Você me criou, eu posso fazer tudo que você queria que eu faça.”) – Machine para Finch

“The why he’s numbers comes up?” ∕ “I think it was warning us about what he might do to them…” (“Então por que o número dele apareceu?” ∕ “Eu penso que é um aviso para nós do que ele pode fazer com eles…”) – Reese e Shaw

No próximo episódio Reese tem o POI mais importante dos EUA para proteger. Veja a promo abaixo e perceba que Finch não aparece em nenhum momento.


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