Review | Person of Interest 3×07: “The Perfect Mark”

João Paulo

  sexta-feira, 08 de novembro de 2013

Review | Person of Interest 3×07: “The Perfect Mark”

“O Estopim de uma Guerra”. Os planos da H.R. são expostos neste novo episódio, que trás uma pegada mais leve deixando a adrenalina subir apenas nos últimos e preparando o terreno para finalizar um dos maiores tramas da história de POI.

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É, galera, Person of Interest continua mantendo o nível, mesmo apresentando um episódio mais calmo por assim dizer, mas não menos importante que os outros anteriores. “The Perfect Mark” não só estrategicamente posiciona suas peças, mas arma uma encruzilhada que vai nos levar o fatídico fim de uma das organizações mais poderosas, corruptas e perigosas de Nova York, H.R.

A facção criminosa tinha um arco interessante, quando fomos deixados na final segunda temporada antes do hiatus. Com a queda de Elias e uma aliança com russos, a organização aos poucos foi se recompondo das perdas que sofreu no passado e no começo desta temporada nós apenas vimos o grupo trabalhar nos bastidores e só visualizamos uma parte do grande plano orquestrado pelo chefão da organização Quinn, para encher seus cofres de dinheiro.

Em “Razgovor” foi descoberto todo um esquema da H.R. para produzir novos tipos de drogas para vender no submundo de Nova York, descobrimos também que os russos liderados por Yogorov faziam distribuição da mercadoria. Por sorte Reese, Carter e companhia conseguiram impedi-los de seguir em frente com essa ideia explodindo a fábrica onde o produto era feito e acabando com quaisquer chances do esquema prosperar.

No episódio “The Perfect Mark” mais uma vez a H.R. se torna os centros das atenções quando a “machine” libera o número de um hipnoterapeuta que dá golpes em todos os seus clientes durante suas sessões de terapia. Hayden (Aaron Staton de Mad Men) é um personagem interessante, malandro, cara-de-pau e talvez seja um dos pontos positivos do episódio. O cara passa a perna em todo mundo no episódio, mas ao tentar fazer isso com um sueco que tinha vínculos com a organização de Quinn, acabou virando alvo do grupo, assim o “team machine” entra em cena para tentar salvá-lo.

É importante ressaltar o quanto excelente o episódio foi ao manter as estrutura esperta dos dois outros anteriores. O roteiro de Sean Hennen (assinou roteiro de episódios como “Proteus” e “Critical”) faz com que as narrativas se cruzem em determinado momento, sendo assim o que pode soar repetitivo (o que não é o caso aqui, por enquanto) ainda funciona por trazer leveza e tensão em pontos diferentes da história, tudo aqui pode ser descrito então como uma escalada, o episódio começa normal e vai crescendo de tal forma que envolve o espectador até o último minuto.

Quando o descobrimos que Hayden tentou passar a perna no sueco Svaden Vanger para conseguir botar as mãos numa fortuna equivalente a 4,4 milhões de dólares, todo o esquema de lavagem de dinheiro da H.R. começa a ser exposto e o episódio vira uma caça ao tesouro desenfreada entre mocinhos e bandidos, todos tentando botar as mãos numa bola de beisebol lendária equivalente ao valor citado.

Falando mais do esquema perfeito que a H.R. criou, basicamente eles pegam o dinheiro ilegal arrecadado pelos russos, vão a um leilão compram uma mercadoria falsa (como se fosse verdadeira), depois disto o dinheiro arrecadado é pego pelo dono do leilão (que trabalha para H.R.) e transferido para o exterior, transformando em um dinheiro legal. Toda essa cena é descrita por Elias que volta a série para fornecer esta informação para Carter, aliás, o vilão está muito calmo com toda essa situação com a H.R. o que me leva a crer que ele está apenas esperando “O momento” para voltar de novo a topo da hierarquia criminal sem realmente precisar levantar um dedo se quer para isso.

Voltando a trama, Hayden apenas trocou os números dos objetos no leilão e H.R. ao invés de comprar algo sem valor, acabou pegando a bola rara no lugar. Enquanto Carter e Laskey do outro lado da trama descobrem a pista sobre o sueco, Reese e Shaw seguem o hipnoterapeuta, no momento seguinte essas duas narrativas já estão ligadas. O episódio também marca a volta dinâmica entre o “team machine”, com todo grupo trabalhando juntos para resolver o caso, como foi mostrado no episódio “Liberty”.

É muito bom ver que conseguiram aproveitar todo mundo bem aqui, Finch se disfarçando como cliente do POI da semana, Reese e Shaw descobrindo os trambiques do sujeito, Carter e Fusco (finalmente tendo cenas relevantes) mais tarde trabalhando juntos para falsificar uma morte. Tudo desenvolvido levando o humor característico da série. Outro ponto que devo citar aqui é a volta da dinâmica entre Reese e Fusco, que tiveram uma cena ótima, por outro lado tivemos Carter e Shaw trabalhando em dupla, foi uma novidade que poderia ser explorada de forma melhor no futuro porque achei divertido assistir as duas na cena com o novato Laskey (belo soco Carter).

Interrompendo a narrativa principal para falar das duas cenas entre Finch e Root (ainda presa no QG), uma no começo e outro perto do fim. Essa parte é mais um subplot colocado na trama para manter o desenvolvimento arco da “machine” e ainda colocar mais minhoca na cabeça do público. Primeiro Root afirmou que Harold estava com ciúmes da ligação dela com a “máquina” (acho que parte disto é verdade), já na segunda conversa talvez tenha sido que me causou mais impacto por vermos algo que não percebemos a primeira vista, a vulnerabilidade de Finch com a situação.

Para esta cena deve-se elogiar o diretor Stephen Surjik e a fotografia empregada, você pode perceber que enquanto Root fala com Harold, ele fica na sombra para que não se perceba sua expressão, mas o fato é que além da preocupação por não saber o que a “machine” está fazendo e o fato dela se comunicar apenas com a hacker, o deixa numa situação que o personagem nunca esteve antes, é a primeira vez que ele não tem o controle do que está por vir, a confiança que demonstrou no final do episódio passado começa a dar lugar ao receio e medo do que sua criação pode fazer.

O fato é que “The Perfect Mark” está longe de ser um episódio extraordinário, ele é correto, consegue empregar humor e ação bem, mas só mostra mesmo a que veio quando a narrativa de Carter chega finalmente ao seu momento crítico. A detetive estava há muito tempo tentando conseguir algo sólido contra a H.R. para que com isso pudesse chegar no cabeça da organização, quem diria que Laskey o parceiro corrupto e agora bonzinho seria tão importante para ela ter este êxito.

Devo confessar que afeiçoei ao novato, logo agora que as coisas iam melhorar eles acabam matando o indivíduo na forma mais crua possível, pelo menos Carter já ofereceu a H.R. sua primeira baixa, o detetive Terney, que foi dessa para melhor (ou pior, dependendo do ponto de vista da análise) e de brinde ainda revelou a identidade do chefão da organização criminosa. Pela reação de Carter ao ver que o padrinho de Beacher é o inimigo     que ela estava perseguindo o tempo todo, o bicho vai pegar no próximo episódio.

A morte de Terney e Laskey foi só um começo, muita coisa vai acontecer a partir daqui, pois isto foi apenas um estopim, o início de uma guerra já estava anunciada desde a segunda temporada, por um momento pensei que iria estourar entre Elias e H.R., mas agora percebe-se que Reese e companhia são os únicos capazes de destruir esta organização. O “team machine” fez a H.R. perder dinheiro duas vezes, acabando com dois grandes esquemas do grupo e agora Carter sabe quem é o vilão puxando as cordas por trás de tudo, por outro lado Quinn também está consciente dos planos da detetive e tem contas a acertar com “man in the suit”, como citei no começo da review chegamos a uma encruzilhada que vai nos levar ao confronto final já anunciado na promo do próximo episódio. É o começo de um grande evento que vai abalar as estruturas de Person of Interest, muitas emoções e momentos perigosos estão por vir. Veja a promo e sinta vibe, prepare os lenços.

#GoTeamMachine #SaveFusco

http://www.youtube.com/watch?v=8faMWN6hWbo
Observações de Interesse:

– O feitiço virou contra o feiticeiro: Esqueci-me de falar que Hayden se achou tão esperto que foi enganado pela pessoa que ele mais amava, a namorada deu a volta nele e ficou com a bola de baseiball verdadeira. No amor e na guerra, os 4,4 milhões falaram mais alto.

– Carter e Quinn: Criaram uma certa relação de respeito entre os dois personagens, sem que Carter realmente soubesse que estava de frente para seu maior inimigo, estou ansioso para ver o próximo encontro entre os dois.

Elias: Pergunta para  vocês, será que o mestre do crime organizado moderno vai entrar na guerra para ajudar “team machine” contra a H.R.?

– Momento Reese: O calvário do detetive Terney começou quando Reese deu essa cadeira na cabeça do cara.

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Detetive Terney: R.I.P.

– Reese e Carter: O primeiro comprimento “cool” entre Reese e a detetive, como se a dupla já não tivesse como ser mais sensacional.

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Melhores Frases top 3:

– “You can’t stop what’s coming and neither can I, but we have the opportunity to understand things when they finally change. The future is coming. You started it, and I’ll finish it.”- (“Você não pode para o que está por vir e nem eu posso, mas você tem a oportunidade de entender as coisas quando elas finalmente mudarem. O futuro está vindo. Você começou e eu irei terminá-lo”) – Root para Finch

– “I got two loves: my money and this city. Mess with either, I mess right back.” – (“Eu tenho dois amores: meu dinheiro e está cidade. Mecha com qualquer um dos dois e eu retribuirei de volta”) – Quinn para Simmons (Ixi, acho que agora o bicho pegou)

“Last chance, Terney! Be a cop!”(“Última chance, Terney! Seja um policial!”) – Carter


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