Review | Person of Interest 3×03: “Lady Killer”

João Paulo

  segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Review | Person of Interest 3×03: “Lady Killer”

Sexy, gatas e perigosas. As mulheres de POI tomam a frente neste novo episódio, que trás pequenas discussões sobre relacionamento e um excelente “twist” com Root nos últimos minutos para esquentar a temporada.

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É isso mesmo amigos e amigas, o episódio de POI é dedicado todo a elas, essas mulheres fortes, destemidas que não só ajudam a melhorar aparência do seriado, mas sabem roubar a cena quando é preciso. Carter, Zoe e Shaw atacam no começo e Root fecha a conta numa sequência icônica que falaremos mais frente nesta review.

O episódio usa um lado de Person of Interest que gosto bastante, o humor, através dele o roteiro assinado por Amanda Segel consegue trazer momentos impagáveis com elenco, além disso, ainda encontra o balanço ideal entre cenas mais leves e cenas mais empolgantes ou movimentadas. Acredito que a narrativa só peque mesmo na construção do caso da semana que tem uma dualidade que torna o plot menos interessante do que devia, ainda assim não tira os méritos do melhor episódio da temporada até agora.

Falando no POI da semana seu nome é Ian Murphy, um empresário que tem tendências sociopatas ao persegui as mulheres com quem sai , sabendo disso Finch e o “team machine” entram em ação para descobrir mais sobre ele e assim detê-lo. A ideia de usar Carter, Zoe e Shaw como iscas foi interessante, rendeu momentos hilários e desse modo podemos ver as mulheres de interesse (não resisti ao trocadilho) vestidas para “matar” e atrair olhares, afinal de contas a noite era delas.

Todas as cenas desde a preparação até a cena da boate renderam bastantes diálogos memoráveis, começando com Shaw que neste episódio teve ótimos momentos, seja na cena dela com Carter (elas não se viam desde o final do episódio “Relevance”, ponto para os roteiristas que não se esquecem dos detalhes) trocando comentários sobre armas, seja no diálogo impagável entre ela, Reese e Finch. É bom notar que a personagem já começa a demonstrar um lado mais pessoal em certas cenas, em especial uma cena que divide com Reese no telhado comentando sobre relacionamentos, enquanto ambos vigiam Carter.

Outra que se destacou foi a Zoe Morgan retornando a série, ela como sempre muito bem vinda e apesar de não ter tanto destaque aqui quanto nas outras participações, ainda assim consegue um espaço necessário, a cena dela mostrando presente que ganhou Reese (uma arma de choque elétrico ROSA) e depois a cena do bar no final já valeu a pena. Ainda assim, ambas ficaram nas sombras de Carter, mais uma vez a detetive roubou a cena e mais uma vez teve destaque na trama, das três iscas ela foi a escolhida por Ian e acabou deixando se envolver no caso, teve seu momento “badass” salvando o empresário e ainda o ajudou o mesmo a conquistar a guarda do filho recém descoberto.

Essa parte do episódio me faz retornar a questão que deixei em aberto alguns parágrafos atrás quando eu disse que o roteiro tinha pecado apenas na construção do POI da semana. O maior problema é que a escrita não consegue fazer o que o episódio “Nothing To Hide” fez de modo tão eficiente, manter o caráter do personagem ao transitar entre criminoso e vítima, no caso de Ian Murphy quando este passa de suspeito para mocinho a trama formada no começo não se encaixa direito com sujeito boa praça que tem um passado amoroso e uma rixa com sogro da metade para final, fica muito desconexo, ainda assim não atrapalha inteiramente o desenvolvimento da trama, mas é um detalhe muito perceptível.

É bom ressaltar que “Lady Killer” pode até ser das mulheres, mas isto não quer dizer que os homens da série ficam apenas no segundo plano. Reese e Finch interagiram muito bem com Zoe, Carter e Shaw, como já citei o sarcasmo e as piadas subtendidas rolaram soltas deixando o episódio ainda mais divertido de assistir. Fusco mais uma vez teve poucas cenas (ainda espero que surja algo importante para personagem nesta temporada), mas ainda assim é melhor do que não ter nenhuma, é importante a série não perder essa dinâmica que aproveita praticamente todo o elenco.

Assim chegamos ao final e talvez ao melhor momento do episódio, antes é bom destacar a interessante construção da narrativa até chegar neste momento. Hersh retorna a trama tendo como missão a mando da misteriosa “Ma’am” (madame ou senhora, traduzindo do inglês), localizar, capturar e extrair da Root a localização da “machine”. A criação de Finch estava prevendo isso, tanto que passou as informações lá no manicômio para Root que já estava filosofando para o Dr. Carmichael. É importante destacar o timming perfeito dos roteiristas da série que tiraram a vilã do local na hora certa, porque acho que se ficasse mais um episódio o público poderia se cansar, ao invés disso tivemos uma das melhores cenas da série.

O confronto entre Root (guiada pela “machine”) e Hersh teve momentos marcantes, muito bem filmado pelo diretor Omar Madha diga-se de passagem, a sequência tem o suspense certo e dose perfeita de ação. A partir de agora vai ser interessante acompanhar de para sabermos quais serão os planos da “machine” e como ela irá usar Root neste meio tempo, é fato que essa obsessão (talvez até loucura mesmo) por essa inteligência artificial faz dela uma arma perfeita e letal.

Dessa forma pode-se concluir que “Lady Killer” foi um excelente episódio, que apesar de um pequeno errinho, teve êxito na maior parte do tempo e conseguiu trabalhar o humor peculiar da série de forma mais do que satisfatória, soube também trazer a tona uma reviravolta que promete esquentar a trama de vez a partir dos próximos episódios. É importante ressaltar que apesar da “machine” estar usando Root, ela ainda não se esqueceu de avisar Finch sobre a situação, e com ele e Reese em alerta os problemas tende a aumentar durante esta temporada que está se superando episódio após episódio.

Observação de Interesse:

Reese Is Back: Sim senhoras e senhores, eu estava reclamando no episódio anterior que faltava mais momentos badass com o John eis que surge uma cena (abaixo) estilo “man in the suit” que nós conhecemos bem, é pouco, mas já é um começo, quero mais.

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Root badass: “Olha mãe sem olhar agora”

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– Shaw e Bear: Não sei quem é mais sortudo, se é o Reese que acompanhou Zoe até em casa ou se é Bear que foi passar a noite na casa da Shaw, o fato é que essa aproximação da ex-agente do governo e o nosso mascote favorito vai deixar apenas Finch com mais ciúmes.

– Hersh ferido em combate (de novo): Acho que o Hersh precisa de mais sorte, na temporada anterior levou uma facada no confronto com Reese, neste ele levou um tiro certeiro da Root. É a coisa tá feia para o lado dele.

– Frases memoráveis do episódio:

“God doesn’t need AT&T” – Root para Dr. Carmichael

                – “Not bad, since the last time I saw you, you were in a bodybag” – Carter para Shaw

                – “You look fine, Shaw. You just look angry. All the time.” – Reese para Shaw (descreve perfeitamente ela)

                – “Guys these days have so many emotions. They cry, they want to be held. I just don’t know what to do with them” – Shaw

                – “Mr. Reese, we have a problem” – Finch (não chega ser uma frase memorável, mas no contexto do episódio ela empolga bastante)

– O próximo episódio promete muito trabalho para o “team machine”, aparentemente muitas vítimas e criminosos para serem salvos e capturados, veja a promo.

http://www.youtube.com/watch?v=NhHoZxwPOPQ


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