Review | Fringe 4×06: “And Those We’ve Left Behind”

  Eder Augusto de Barros  |    segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um episódio que veio para clarear as ideias de Peter, as nossas ideias, mesmo com o recorde negativo de audiências, foi um grande episódio.

Aqueles que deixamos para trás… Já sabe, spoilers abaixo da foto.

Fringe esta semana veio com um único e certeiro propósito, nos mostrar que Peter está no lugar errado, não o lugar físico, não acredito que seja um outro Universo Paralelo ou algo do tipo, é o mesmo que ele estava antes, porém, ele está numa camada errada do tempo, é confuso, afinal, em Fringe é tudo confuso.

Tivemos rascunhos de uma trama que encerraria a série com o final descente, o diálogo que ele teve com Olivia, séria uma boa proposta fazer a série acabar com Peter cumprindo o objetivo de voltar a sua camada de tempo, para o seu Walter e sua Olivia, encerraria um grande ciclo de uma maneira bonita, ou ainda Peter repensar seus objetivos, desencanar da Olivia e do Walter com o mesmo sentido de antes, e viver uma nova vida, uma outra vida, mas eles nem nos perguntam se é isso que queremos, queremos mais Fringe, mais temporadas :(

A história do episódio foi num todo grandiosa, tudo elaborado aos detalhes para nos envolver durante 43 minutos, até o último momento eu achava que a tal máquina que Raymond criou é que mudou a memória de todos e quando ela fosse desligada todo mundo se lembraria do Peter outra vez, doce ilusão, na verdade a máquina só funcionou após a chegada de Peter. Já como no episódio anterior, Peter foi de grande importância para resolver o caso.

Mesmo sendo um episódio com a resolução de um caso Fringe, como quase todos são, a base do episódio foi a interação de Peter com a equipe, principalmente com a Olivia, os diálogos, olhares, ações. E uma vez que o caso estava diretamente relacionado a ele, isso ficou ainda mais evidenciado. Não que o caso fosse ruim, não foi, pelo contrario, uma história bem legal, da professora de física Kate que está resolvendo uma fórmula matemática que tem qualquer coisa a ver com mudar a linha do tempo, só que ela sofre de Alzheimer precoce e numa tentativa desesperada de reaver a saúde da esposa, Raymond que é engenheiro elétrico, com base em uma grande parte da fórmula resolvida por Kate, cria uma máquina para mudar a linha do tempo e fazer com que Kate volte a tentar a fórmula, de pouco em pouco até conseguir completar. Só que toda ação tem uma reação, e essa tal máquina reage criando lapsos temporais em diversos locais da cidade. Após a entrada de Peter na casa e a desligada da máquina, é emocionante ver que Kate apagou toda a fórmula do caderno e escreveu um bilhete, foi legal, apesar de já esperar por isso antes de acontecer.

Nós resta torcer para que essa temporada não seja a última, séria uma grande injustiça uma série tão boa ser cancelada de uma maneira tão brusca e sem aviso prévio, era merecido pelos fãs saberem disso ao inicio da temporada e não no fim. Porém as baixas audiências constantes, e o pouco apelo da mídia parecer jogar contra nós, e acho que nem o #SaveFringe vai nos salvar dessa vez. Esse episódio bateu o recorde de audiência negativa.

O Glyph Code dessa semana foi Living, ou Vivendo se você preferir, vi gente dizendo que era uma combinação com o Glyph anterior que foi Still, e ficaria Still Living, ou “Ainda vivem”. Pode ser, não me parece tão absurdo.

Promo do sétimo episódio: Wallflower

http://www.youtube.com/watch?v=cUvjPBO-QqY

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