Review | Dexter 6×11: “Talk to the Hand”

  Leandro de Barros  |    quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O cerco fecha para o Assassino do Apocalipse, Dexter se perde e a temporada se aproxima do fim. O que o último capítulo nos reserva?

Último episódio da temporada, é hora de Dexter começar a preparar suas tramas para o fim. Ou pelo menos em teoria, já que a prática foi bem diferente.

Tem muita coisa pra falar sobre o episódio, mas ao mesmo tempo temos pouca coisa pra dizer, já que na próxima semana tudo deve se definir. Vamos começar pelo ponto mais polêmico, ok? Debra apaixonada por Dexter.

Pra começar, eu acredito que isso é coisa da psicóloga. Vou explicar: sabe quando você vive sua vida normalmente, aí alguém chega e diz: “Nossa, já reparou que XPTO?”. Aí, de repente, você vê o XPTO ali e percebe que nunca tinha reparado. É mais ou menos a situação. Não acredito que a Debra tenha sequer cogitado a situação antes e só pensou nisso agora por sugestão da psicóloga. A história deve morrer logo, depois da série ganhar um pouco de audiência surfando na polêmica. Só acho estranho porque Dexter nunca foi uma série de fazer coisas pra chocar e gerar polêmica, mas essa é a única explicação pro tal “lance do incesto”.

Eu senti falta de uma coisa durante toda a temporada: mortes. Não me dei ao trabalho de contar (e caso conte, talvez me surpreenda) mas acho que essa foi a temporada com o menor número de mortes até aqui. Mortes significantes. Prova disso foi esse episódio: Baptista é capturado por Travis e fica horas sob seu controle, Quinn entra no cativeiro pegando fogo e o Travis com uma arma na mão, a mulher louquinha leva o Absinto pra dentro de um Departamento de Polícia lotado, Dexter é capturado por Travis e NINGUÉM morre. Ok, morreu a mulherzinha louca, o casal onde Travis estava, mas apenas para compor cenário, porque foram mortes sem nenhuma carga emocional. Os roteiristas estão com medo de abrir mão de alguns personagens para as últimas duas temporadas?

Para o grande vilão da temporada, agora só resta esperar (?) pelo fim do mundo. Ou falta alguma coisa? Pela promo, ele deve ir atrás de algum sacrifício e esse sacrifício deve ser Harrison. Se os roteiristas tiverem coragem de matar Harrison, a temporada muda de figura. Pode não ser a melhor decisão, porque Harrison representa a luz em Dexter, certo? Nós vimos isso pela temporada toda. E vocês lembram o que aconteceu com Dexter quando ele pensou ter perdido a luz, no episódio Nebraska? Harrison morto é igual à Dexter Doidão e com o Irmão do lado pra sempre. Pura matemática. Porém, se acontecer, os roteiristas ganham respeito de minha parte pela coragem. Mas duvido muito.

Dexter, o personagem, está totalmente perdido nesse fim de temporada. Ele já não sabe se caça Travis, se deixa a polícia caçá-lo ou se procura uma terceira alternativa. Um final positivo de temporada pode colocar as coisas no lugar, mas podemos esperar por surpresas.

Agora, vamos falar de dois “vilões surpresas” da temporada: LaGuerta e Louis.

A primeira me enganou direitinho pela temporada. Eu já sabia, claro, que ela não queria a Debra ali e, cedo ou tarde, ia ferrar a nova tenente. O que eu não esperava era que ela se aproveitasse do caos no lugar e ferrasse tanto a Debra quanto o Matthews ao mesmo tempo. Well played, lady. Essa história ainda pode render no próximo episódio, embora seja provável que o troco da Debra só virá na próxima temporada.

Agora, o nosso querido Louis. Na última review, eu fiz dois palpites: Debra descobre quem Dexter é e Louis vira o vilão de uma das próximas temporadas. Mantenho meu palpite. Pra mim, o cliffhanger dessa temporada vai ser o Dexter recebendo aquele pacote que o Louis enviou para ele. E aí, começa um novo jogo de gato e rato, dessa vez com Louis como o gato e Dexter como rato. Vai ser interessante ver o Dexter sendo caçado por alguém que ele menospreza e que está do lado dele o tempo todo. “Eu cansei de jogar games de realidade”, disse o nosso amigo estagiário. Veremos.

Promo do próximo episódio:

http://www.youtube.com/watch?v=iAUb2GEvoIM

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