Review | Dexter 6×05: “The Angel of Death”

  Leandro de Barros  |    quinta-feira, 03 de novembro de 2011

The Angel of Death é um episódio morno. Não ruim, mas morno e que brinca com o maniqueísmo do bem contra o mal colocando manchas de cinza ali

Em um episódio morno, Dexter mostra que, com ele, até mesmo a clássica disputa maniqueísta entre o bem e o mal ganha áreas cinzas e indefinidas.

Chegamos ao quinto episódio da sexta temporada de Dexter, quase já na metade da temporada. Até agora, muita coisa já aconteceu, embora tenhamos a sensação de que nada aconteceu ainda. Talvez seja o fato de estarmos vendo o Dark Passenger mais calmo dos últimos anos (quantas mortes até agora? 4? Sendo 3 no primeiro episódio…). Talvez seja a temática religiosa, mais voltada para o desenvolvimento dos personagens, especialmente Dexter (Michael C. Hall), sem a necessidade das mortes. Talvez seja a preparação de terreno para uma possível redenção do personagem, algo como ele se livrando do Dark Passenger (o que eu não gostaria, mas enfim…).

Em todo o caso, “Angel of Death” foi um episódio morno. Não ruim, mas morno.

A trama girou exclusivamente na busca pelo Professor Gellar (Edward James Olmos), o Assassino do Apocalipse. Porém, não foi dessa vez que o Departamento de Polícia de Miami chegou perto de capturá-lo. O maior avanço feito fica nos créditos do Sargento Batista (David Zayas), que encontrou um caderno com desenhos de todas as mortes feitas pelo Professor, na casa de uma ex-assistente gostosa (Mariana Klaveno) do cara. Aliás, a noite dela com o Quinn (Desmond Harrington) ainda vai atrapalhar as investigações ou o próprio Quinn.

Durante o episódio, eu tive uma estranha teoria. Muita gente tem debatido se o Professor Gellar não é uma espécie de “pai do Dexter” do Travis (Colin Hanks), já que ele nunca interagiu com nenhum outro personagem em cena. Mas, no episódio de hoje, houve a confirmação da presença dele no mundo, a própria ex-assistente fala disso, blablabla. E se ele morreu? Digo, o que nos foi contado é que ele desapareceu misteriosamente. O Travis estudou na mesma universidade onde ele dava aula. E se eles se conheceram lá, o Travis foi influenciado por essa loucura  do Gellar, o Professor sumiu, acabou morrendo e o louco do Travis continuou a missão, alucinando sobre o cara? Já ficou bem claro que ele não é normal, especialmente na cena onde eles estão rezando.

Eu não concordava muito com essa teoria do Gellar ser uma espécie de fantasma, mas passei acreditar na cena onde eles atropelam um casal. Não sei porque, mas fiquei com essa impressão.

No outro lado da história, nós tivemos alguns pequenos acontecimentos. Dexter e  Brother Sam (Mos Def) estão mais amigos do que nunca, pelo menos até os 3 tiros que o pastor levou. Se ele vai sobreviver, é outra conversa. Debra (Jennifer Carpenter) brigou com Jaimie (Aimee Garcia) e finalmente arranjou uma casa, a mesma onde uma mulher matou o marido e depois se matou, num caso resolvido em segundos pelo Fantástico Detetive Mike Anderson (Billy Brown) e seu fiel escudeiro Dexter, o Cara do Sangue. Aliás, os roteiristas deram um jeitinho de colocar a informação que o Anderson é casado pra afastar os rumores de um envolvimento com a Debra, Caçadora de Homens. E Masuka (C.S. Lee), com seu novo estagiário (Josh Cooke), deu um jeito de encobrir os rastros que denunciavam a evidência roubada pela safadinha Ryan (Bea Grant). Ainda que o 3º Estagiário seja legal, a loirinha faz falta.

Confira a promo do próximo episódio:

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