Review | Dexter 6×02: “Once Upon a Time…”

  Leandro de Barros  |    domingo, 16 de outubro de 2011

Dexter conhece o Brother Sam e o debate religioso continua na série: um homem pode mudar? E um monstro?

Todo rebanho tem seu pastor, e todo pastor deve se perguntar pra qual direção levar o rebanho. O novo episódio da quinta temporada de Dexter mantém o teor religioso da trama ao traçar comparações entre a criação de Harrison, Dexter, ex-presidiários e o futuro da série.

Possíveis spoilers abaixo.

Eu tive uma impressão ao assistir esse episódio. Senti como se fosse o começo do fim. A plantação das sementes que germinarão nos incidentes finais da série. Mas ainda há muito tempo para as sementes germinarem.

Em um episódio um pouco perdido na sua linha narrativa, Dexter (Michael C. Hall) conheceu o Brother Sam (Mos Def), e todo aquele papo que já sabíamos: o cara é um ex-presidiário, assassino, se converteu e ajuda outros ex-presidiários. Tem toda aquela vibe “bom pastor”, que aliás, é o slogan da oficina dele, mas também é um personagem que é alvo do roteiro para fazê-lo parecer mal. Toda situação simples, com ele em cena, passa a ser uma bomba-relógio, um momento cheio de tensão e duplo-sentido. Eu sabia que ele não era culpado (por enquanto), mas cheguei a duvidar em alguns momentos. Pode ser uma tentativa dos roteiristas de mostrar que quando a gente tem uma idéia premeditada de alguém, qualquer coisa que ela faça parece corroborar com nossa idéia. Se for isso, foi muito pouco sutil, na minha opinião.

Mas eu gostei de como o personagem foi introduzido, de um modo geral. Espero mais de Brother Sam.

Quanto aos assassinos mais bonitos da cidade, Travis (Colin Hanks) e Professor Gellar (Edward James Olmos) pouco agiram hoje, mas quando o fizeram, foi com estilo. Está bem na cara que o Professor Gellar exerce um poder incrível sobre Travis. Eu já tenho algumas idéias sendo maquinadas na minha cabeça sobre os dois, mas ainda é cedo para compartilhar.

Debra (Jennifer Carpenter foi uma personagem que chamou a atenção no episódio de hoje. Não só por causa do fim do relacionamento com Quinn (Desmond Harrington) e a promoção à tenente, mas pela amostra na sua evolução. Quem vê a Debra de hoje e a do primeiro episódio, nem acredita que são a mesma pessoa.

Falta apenas falar do principal. Dexter deu muito mole e abriu a porta para que Harrison visse seu verdadeiro rosto. Porém, desde o início já sabíamos que ele NÃO queria passar o Dark Passenger pro garoto e é esse o mote da temporada: o que ele QUER passar. Assim, Dexter sacrifica a melhor parte do seu dia, quando ele é ele mesmo com seu filho, para que o garoto no futuro tenha uma vida normal. Pra mim, essa é a definição de amor. Quem foi que disse que nosso serial killer favorito não tinha sentimentos?

PS: Masuka (C. S. Lee) conseguiu uma estagiária linda, inteligente e safadinha. Enfim, pra casar. Saúde hein, Brea Grant!

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