Review | Dexter 6×01: “Those Kinds of Things”

  Leandro de Barros  |    domingo, 09 de outubro de 2011

A nova temporada de Dexter, que pode ser a última, começa com um episódio sombrio e engraçado, com mortes incríveis e a promesa de ótimos episódios pela frente

Após enorme espera, finalmente a sexta temporada de Dexter, que pode ser a última, estréia nos EUA. Muito se tem falado sobre os novos episódios, a temática religiosa e tudo mais.

Como será que a série vai se sair? Vamos descobrir, com spoilers abaixo.

Acho que vale um pequeno recap da quinta temporada: Após a morte de Rita (Julie Benz), sua esposa, no fim da quarta temporada, Dexter (Michael C. Hall) entrou em processo de luto, um estágio da morte que não era a sua especialidade. Após alguns desencontros, Dexter acaba encontrando Lumen (Julia Stiles), uma jovem sobrevivente de um grupo de estupradores e assassinos liderados por Jordan Chase (Jonny Lee Miller), um desses gurus que ajudam os outros com ideologias de vida. Após acabar com todo o grupo e deixar Lumen conhecer o Dark Passenger, Dexter acaba superando a morte de Rita. No fim da temporada, Lumen vai embora. Entre os outros personagens, Debra (Jennifer Carpenter), quase descobre que Dexter é um serial killer, cresce muito em termos de responsabilidade e habilidade policial e começa um relacionamento com Quinn (Desmond Harrington). O policial, por sua vez, começou a investigar Dexter por fora, com a ajuda de um policial corrupto (Peter Weller), que acaba por descobrir toda a verdade de Dexter e acaba morto. Quinn parece perceber que Dexter tem algo a ver com a morte do policial, mas como Dexter o ajuda, fica calado. Baptista (David Zayas) e La Guerta (Lauren Vélez) continuam o casamento, na pior trama da temporada. Masuka (C. S. Lee) só serviu como ponto de humor.

Ok, recap feito, a nova temporada começa 1 ano após o fim da última. Dexter tem a sua vida organizada e continua como se tivesse na primeira temporada. O showrunner da série comentou que veríamos Dexter numa situação inusitada no começo da temporada e é verdade: ele começa ferido e chamando por uma ambulância. Era um golpe para poder pegar dois paramédicos que matavam alguns pacientes (uma morte  dupla FANTÁSTICA). Me pareceu uma cena meio sem sentido, pois alguém notaria o sumiço dos paramédicos, investigariam a chamada que os levou lá e poderiam chegar ao Dexter, mas como é só a abertura da temporada, vamos relevar.

Dexter agora conta com Jamie Baptista (Aimee Garcia) como babysitter de Harryson e não sabemos o que aconteceu com a babysitter anterior. Eu gostei da nova personagem, esse ar meio ingênuo e feliz. Fica claro o contraste dela na série e os roteiristas parecem aproveitar isso, invés de fingir que não existe.

O nosso serial killer favorito precisa colocar Harryson numa escola e, como sugestão de Baptista, vai à uma escola religiosa, onde nasce a curiosidade dele como é esse mundo e como é viver assim, de acordo com uma religião. O episódio todo (e a temporada) gira nessa questão, com Dexter se perguntando o que é e se Harryson deve crescer com esses valores, encontrando a religião numa conversa com Baptista e com Debra, além da freira da escola católica e até o morto da semana.

Além da escola do filho, Dexter precisa se preocupar com sua nova vítima: um antigo colega do colegial que matou a mulher, que também estudou com Dexter e era o mais próximo que o rapaz tinha de uma amiga. O homem era do time dos esportes, como manda o clichê e tudo mais. É a parte mais engraçada do episódio, com Dexter na reunião do colegial, dançando MC Hammer, ganhando um bolagato da gatinha, ficando popular por estar mais bem cuidado, com um emprego legal e ter saído no jornal recentemente e tudo mais. É uma parte do episódio bem leve, com bastante humor e que fazia falta nas últimas temporadas de Dexter, que foram bem mais sombrias com o Trinity e o luto de Dexter.

Fora isso, ainda há a aparição dos novos vilões: Professor James Gellar (Edward James Olmos) e Travis Marshall (Colin Hanks). Os dois parecem ser religiosos e cometem um assassinato bem sinistro: matam um vendedor de frutas e colocam 10 cobras de duas cabeças dentro do homem. Interessante notar a alegria (?) de Dexter ao se deparar com a cena. O fascinío sobre quem fez o assassinato lembra o fascínio da primeira temporada, com o Assassino do Caminhão de Gelo. As duas citações feitas pelo personagem de Colin Hanks, são de passagens bíblias: Apocalipse 22:02 e Apocalipse 13:01. Eu bem que pensei e procurei significados, mas apenas me vem o óbvio na cabeça: o vendedor de frutas remete à Árvore da Vida (Apocalipse 22:02), que está no Paraíso, segundo o apóstolo João, e eu não peguei um simbolismo pra morte dele, fora a necessidade de citar aquela passagem da Bíblia (desculpem, não sou versado nesse tipo de ficção). A outra passagem (13:01) fala de uma besta com 7 cabeças e 10 chifres, cada chifre com uma coroa e cada coroa com uma blasfemia. Minha primeira teoria é que eles estão “cortando” as cabeças dessa besta e farão 7 mortes. Mas, ainda é cedo pra dizer. Esse arco promete.

Por fim, um pequeno resumo dos outros personagens, porque a review está gigante: Masuka ganha uma loira sensacionalmente gostosa como estagiária (Brea Grant), Baptista e La Guerta estão separados. A tenente é promovida, após chantagear o seu superior e Baptista vai ser promovido para o lugar dela, dando lugar para o novo detetive (Billy Brown) ser contratado. Quinn vai propor Debra em casamento quando o restaurante é assaltado e Debra impede o assalto. A galera com celulares gravando tudo indica que a policial se transformará numa “celebridade do Youtube”. À conferir.

Meu veredito: Dexter retorna ao seu melhor, com um episódio sombrio e ao mesmo tempo divertido, com quatro mortes absolutamente fantásticas e com alguns arcos que são bem interessantes, só dá pra cravar um prognóstico: a nova temporada promete ser MUITO boa.

Promo do próximo episódio:


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