Resumão de Revolution – Reviews dos primeiros cinco episódios da série

João Paulo

  quarta-feira, 07 de novembro de 2012

Resumão de Revolution – Reviews dos primeiros cinco episódios da série

Antes de começar a fazer reviews semanais de Revolution, o Supernovo prepara um resumão para colocar todo mundo a par do que está acontecendo em uma das séries novatas mais badaladas de 2012

Antes de começar as reviews da série, achei importante fazer um levantamento do que foram esses cinco primeiros episódios, destacar os personagens, os pontos altos e os pontos baixos e quem sabe convencer você leitor do potencial da série.

A História

Toda narrativa de Revolution é voltada para o mistério em torno do blackout, mas a série não é só isso, além desse mistério o que fica claro é que os roteiristas estão explorando como os personagens estão adaptando a essa nova realidade. A história mesmo se passa 15 anos depois do evento e se foca na história da jovem Charlie Matheson, que após perder seu pai, Ben Matheson (aliás, ele está ligado a todo mistério que envolveu o apagão global) em um ataque de uma milícia a sua comunidade, parte em uma jornada atrás de seu tio Miles Matheson (a pedido de seu pai em pleno leito de morte), o único capaz de resgatar seu irmão Danny capturado durante o mesmo ataque que culminou na morte do pai dos dois.

Os Personagens

Charlie Matheson (Tracy Spiridakos) – A personagem principal da história, depois da morte de seu pai, parte em uma jornada para resgatar seu irmão capturado com ajuda de seu tio.

Miles Matheson (Billy Burke) – Tio de Charlie, Miles é um dos poucos que detém o conhecimento sobre milícias, ele se junta a sobrinha em sua jornada para salvar seu irmão.

Danny Matheson (Graham Rogers) – Irmão de Charlie foi capturado após presenciar a morte de seu pai pela milícia liderada pelo capitão Neville.

Ben Matheson (Tim Guinee) – Ben é pai de Charlie e Danny, foi morto durante um ataque da milícia de Neville, o personagem ao que parece, tem conhecimento os motivos que levaram ao blackout global.

Rachel Matheson (Elizabeth Mitchell) – Mulher de Ben e mãe de Charlie e Danny, seu paradeiro é desconhecido.

Aaron (Zack Orth) – Amigo de Ben, ele se junta a Charlie em sua jornada para resgatar o irmão após a terrível tragédia ocorrida na comunidade.

Maggie(Anna Lise Phillips) – Mulher de Ben e madrasta de Charlie e Danny, ela é mais uma que se junta a Charlie em sua busca.

Capitão Neville (Giancarlo Esposito) – Um dos vilões da história, Neville age a mando do General Monroe com o objetivo de capturar Bem Matheson, quando as coisas não saem como o planejado, ele acaba levando Danny Matheson no lugar.

Nate (JD Pardo) – Um miliciano que cruza o caminho de Charlie durante sua jornada, pouco se sabe sobre o personagem (ao menos até o episódio 5).

General Monroe (David Lyons) – Líder supremo da República Monroe, envia um grupo para capturar Ben Matheson, uma vez que ele desconfia que o irmão de Miles Matheson saiba sobre os verdadeiros motivos por trás do apagão.

Grace (Maria Howell) – Sabe-se pouco sobre a personagem, apenas que ela está ligada ao mistério central da trama.

 Mini-Reviews [1×01 ao 1×05]

1×01 – Piloto

O primeiro episódio de Revolution é feliz em criar mistérios e estabelecer seu universo, talvez o piloto tenha sido um pouco apressado em tudo que foi mostrado, sendo que um episódio de duas horas seria o mais adequado, para dar mais espaço para que seus personagens se desenvolvessem. Os destaques ficam por conta da sequência inicial, mostrando de maneira empolgante a sequência do blackout, aviões, carros, casas, tudo que envolvia aparatos movidos à energia sendo desligados instantaneamente em todo planeta. As sequências de ação são outros aspectos que valem a pena ser comentados, dirigido de forma segura pelo diretor Jon Favreau, destaca-se a invasão na comunidade de Ben Matheson e a sequência final envolvendo Miles Matheson. Os personagens que mais se destacaram no episódio foi Capitão Neville (Giancarlo Esposito) e Miles Matheson (Billy Burke), tiveram presença e mostraram segurança em cena. O ponto baixo do episódio foi atuação da atriz que faz a personagem principal Charlie (Tracy Spiridakos), insegura e com expressões estranhas não conseguiu transmitir carisma na tela.

Elemento surpresa: Grace uma personagem que ajuda Danny durante o episódio, possui um pingente que gera energia.

1×02 – Chained Heat

Este episódio continua logo após Miles, Charlie e seu grupo deixarem Chicago. Eles vão a procura de Nora, uma rebelde que pode ajudá-los a localizar o paradeiro de Danny. O episódio mantém os bons aspectos técnicos do piloto, introduz alguns flashbacks sobre o passado de Charlie aonde conhecemos sua mãe Rachel, a narrativa se mostra interessante, mas ainda peca um pouco no desenvolvimento de seus personagens, principalmente dos coadjuvantes. Aqui temos em destaque a primeira vez que Charlie mata uma pessoa para salvar a vida de seu tio, além da divisão temporária do grupo, cenas de Danny com a milícia e mais algumas cenas envolvendo o mistério do blackout. Aaron e Maggie vão atrás da misteriosa Grace, enquanto Charlie e Miles vão atrás de Nora. Destaque do episódio vai mais uma vez para os aspectos técnicos e para as cenas de ação.

Elemento surpresa: O episódio revela que Rachel está viva, sendo mantida em cativeiro pelo General Monroe. Outro fato intrigante, Grace é capturada em sua casa por um personagem chamado Randall.

1×03 – No Quarter

O terceiro episódio consegue ser melhor que os dois primeiros (pelo menos no quesito ação) e ainda introduz um novo personagem chamado Jeremy Baker vivido pelo ator Mark Pellegrino (Lost, Supernatural) que trás consigo uma grande revelação sobre o passado de Miles. A história se dividiu em três linhas narrativas mostrando Danny sofrendo as consequências de ter matado um miliciano durante a invasão na comunidade, Aaron e Maggie em busca do paradeiro de Grace, além é claro da trama principal com Miles e Charlie no acampamento rebelde. Esse episódio foi importante porque descobrimos que Miles foi um dos fundadores da república Monroe e que era antigo geral general da mesma. Se a história não moveu muito sua narrativa, ela abriu espaço para conhecermos um pouco mais da formação da milícia.

Elemento surpresa: Por um motivo misterioso o pingente que Ben deu Aaron começou a funcionar quando estavam na casa de Grace gerando eletricidade em tudo que estava a sua volta, inclusive no celular de Maggie, que pode ver a foto de suas filhas depois de anos.

1×04 – The Plague Dogs

Neste episódio temos um bom desenvolvimento em cima da personagem Maggie, além de sua despedida da série. Plague Dogs mostrou o grupo de Miles se unindo novamente com Aaron e Maggie em Indiana. Outro destaque foi o retorno da narrativa entre Rachel e Monroe, ele tenta persuadir ela a revelar o que sabe sobre o apagão, longe dali Danny tenta escapar mais uma vez Neville e seus soldados. O ponto positivo deste episódio foram às boas inserções de flashback na narrativa, nos episódios anteriores isto já havia ocorrido, mas aqui elas se encaixam ainda mais natural, conhecemos um pouco mais do passado de Maggie no momento em que acontece o blackout e avançamos gradativamente evidenciando sua busca incessante para cruzar o atlântico e voltar para seus filhos que estão na Inglaterra, indo de encontro a sua perda de esperança culminando no encontro com Ben Matheson (seu futuro marido). O paralelo criado mostra o quanto o blackout foi impactante, ele mudou vidas e forçou a todos a se adaptarem de um jeito ou de outro. Esse foco na personagem foi devido aos acontecimentos do episódio, o grupo foi atacado por cães assassinos treinados por um homem que vivia ali naquela região, Maggie foi ferida por esse indivíduo. Charlie foi outro destaque do episódio porque a situação da madrasta afetou bastante a personagem, fez com relembrasse da partida de sua mãe e evidenciou que ela não estava preparada para perder mais ninguém em sua vida.

Elemento surpresa: não tão surpresa assim, a morte de Maggie (eu achei cedo para essa morte acontecer, mas deve ser necessário para o desenvolvimento do personagem da Charlie). Outra revelação foi a de que Miles estava ciente do paradeiro de Rachel, foi ele que levou ela até Monroe.

1×05 – Soul Train

O quinto episódio pessoalmente é meu favorito, não só por ter um foco no personagem do capitão Neville, mas por ser eletrizante em todos os sentidos e finalmente colocar o grupo de Miles perto de resgatar Danny. Se Soul Train não tem a mesma eficácia de Plague Dogs no quesito narrativa, ele ganha pontos positivos por fazer boas revelações sobre o passado de Neville e Nate. Neste episódio é também marcado pela primeira participação de Kim Raver como mulher do capitão. No flashback de Neville no período do blackout notamos um homem contido que guarda sua raiva e indignação para si mesmo, como o flashback de Maggie no episódio anterior, a mudança do personagem é notada gradativamente à medida que visitamos seu passado justificando um pouco de suas ações no presente. Eu destaquei as mudanças de Charlie anteriormente de forma positiva, mas ainda assim a personagem continua fazendo suas besteiras, mas pelo menos com isso tivemos o primeiro confronto entre Miles e Neville pela primeira vez na série. A narrativa entre Rachel e Monroe se desenvolveu mais um pouco, destaco aqui o ator David Lyons, seu personagem ainda é um mistério, mas se mostra bem intimidador em poucas cenas, ele consegue ser agressivo e calmo mantendo sempre o controle de suas ações. A sequência final do episódio é muito bem feita, Nora orquestra um plano junto com seu amigo rebelde para explodir o trem sobre o controle da milícia, mas acaba se arrependendo e ganhando uma facada no processo. Miles então entra no trem para evitar a explosão e Charlie vai atrás do Danny, não sei como ela iria resgatá-lo com Neville escoltando o moleque no vagão, mas tudo bem temos ai o primeiro encontro dos irmãos desde o piloto, no fim Miles consegue evitar a explosão e a Charlie é salva por Nate, mas não consegue salvar o irmão.

Elemento surpresa: neste episódio descobrimos que Nate se chama Jason e é filho de Neville.  Rachel revela a Monroe que existe 12 pingentes (apenas 3 foram mostrados até agora) que funcionam em conjunto e são capazes de ligar a energia de novo.

Veredicto

Pontos Altos: Eu sempre digo que Revolution é um faroeste modeno com toques de sci-fi, sua história pode carregar vários clichês do gênero, mas ela ao longo desses episódios está construindo uma identidade própria, ainda não chegou lá, mas está perto disso. Seus personagens ainda não estão 100%, mas como eu citei nas reviews acima, os flashbacks são um recurso importante para mudar isso e a série está sabendo utilizá-los de forma satisfatória. Outro ponto importante as sequências de ação são muito bem coreografadas, seja nas cenas com explosões, seja com as lutas de espadas. A trama também tem um enorme potencial para mostrar uma guerra civil nessa nova realidade, isso ficará mais evidente quando derem mais espaço para milícia e os rebeldes, que ainda devem aparecer com mais ênfase no futuro. Os mistérios são importantes para manter a curiosidade do espectador e causar alguma reviravolta na trama quando for necessário, acredito que teremos grandes revelações até o décimo episódio, já que cada episódio da série eles revelam alguma informação importante.

Pontos Baixos: Apesar de todos esses aspectos positivos é importante destacar as partes negativas e que a série tem que melhorar. Charlie era um personagem que não gostei inicialmente, mas que foi melhorando a partir do quarto episódio, acredito que todo esse conflito que ela está passando ajude a atriz encontrar seu tom certo de dramaticidade senão será um grande problema para série, já que ela é a personagem principal. A qualidade dos diálogos é outro ponto que precisa ser melhorado, em alguns episódios eles se tornam repetitivos e espero que os roteiristas possam caprichar mais neste quesito.

Palavra Final: Revolution é uma aventura que ainda tem muito para mostrar, cada episódio é mostrada uma significativa melhora em relação ao anterior, quem gosta do gênero vale a pena continuar assistindo e quem ainda não viu vale a pena dar uma chance. Todo o mistério envolvente o blackout ainda é uma incógnita, mas a história vai, além disso, mostrando um mundo controlado por milícias aonde seus personagens tentam sobreviver apesar de toda a tragédia que assolou a humanidade, caso consigam desenvolver ainda melhor seus personagens e sua narrativa, com certeza a série terá um ótimo futuro pela frente.

Mapa Geopolítico dos EUA Pós-Blackout


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