Netflix quer unificar catálogo mundialmente

Eder Augusto de Barros
edaummm

  terça-feira, 31 de março de 2015

Netflix quer unificar catálogo mundialmente

Netflix quer acabar com a restrição geográfica de seu conteúdo

Na semana passada o Netflix foi oficialmente lançado na Austrália, país que já contava com muitos assinantes do serviço via VPNs (Redes Virtuais Privadas) para conseguir acessar o catálogo americano do serviço que ainda não estava presente no país da Oceania. Porém essa prática pode ser considerada ilegal apesar da grande escala de cinzas que é o assunto.

Reed Hastings, o CEO do Netflix, comentou esse fato durante o lançado do serviço por lá e disse que esse é um tipo de pirataria não prejudicial, e que a pirataria em si é dividida em duas porções, mas que o Netflix quer unificar seu catálogo para combater uma dessas porções.

A solução básica é que o Netflix se torne global e faça com que seu conteúdo seja o mesmo ao redor do mundo, de forma que não haja incentivo para o uso de VPN. Assim podemos trabalhar na parte mais importante, que é a pirataria. Um fato importante sobre a pirataria é que uma fração dela acontece porque os usuários não conseguem ter acesso ao conteúdo. Essa parte nós conseguimos consertar. Mas outra parte da pirataria ocorre porque eles não querem pagar. Essa é a parte difícil. Como uma indústria, precisamos consertar o conteúdo global.

Infelizmente essa decisão não cabe só ao Netflix, já que os donos dos direitos dos conteúdos presentes no serviço, os estúdios de Hollywood, utilizam de contratos redigidos de maneira e limitar a área onde o conteúdo estará disponível para amplificar os valores pagos pelos direitos de exibir aquele conteúdo. Recentemente o VPN se tornou uma pratica que esse monopólio Hollywoodiano repudia, mesmo que os usuários dessa alternativa paguem ao Netflix pelo serviço. Há alguns meses até houve relatos de que o Netflix estaria excluindo contas que utilizassem desse método.

É aguardar para ver.


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