Crítica - 2ª Temporada Agents of SHIELD

Com um final de temporada fantástico e uma sequência de sólidos episódios, Agentes da SHIELD, se recupera do início fraco da primeira temporada e crava seu lugar de destaque dentro do universo Marvel de uma vez por todas.

João Paulo

  segunda-feira, 18 de maio de 2015

Como aprender com os erros? Ao que parece os produtores∕criadores de Agents of SHIELD, Joss Whedon, seu irmão Jed Whedon e Maurissa Tancharoen conseguiram achar a resposta para esta questão uma vez que esta segunda temporada da série é uma das melhores do ano dentre as que foram exibidas na TV aberta no EUA na “Fall Season” 2014∕2015. A verdade é que o começo do seriado foi marcado por críticas tantos dos fãs quanto dos especialistas, principalmente por não ter a qualidade de entretenimento dos filmes da Marvel no cinema.

Talvez daí tenha vindo à frustração com os episódios iniciais da primeira temporada, o que começou como um evento e acabou ganhando ares de sessão da tarde, talvez pelo elenco de novatos pouco carismáticos, tirando o ator Clark Gregg conhecido pelo seu papel de agente Coulson, o restante não convencia muito, além do que os episódios focados numa características mais procedural tenha tirado um pouco do interesse, talvez seja isto que tenha feito muita gente pular do barco mais cedo. A verdade é que pessoalmente esses “defeitos” nunca me incomodaram, porque para mim os roteiristas estavam tentando criar um universo novo sem relação com os heróis Marvel, focando apenas nos agentes comuns investigando casos fora do comum, é claro concordo que faltava sal, faltavam histórias mais surpreendentes e faltavam bons ganchos, mas nada que alguns ajustes não mudassem a série para melhor.

Desta forma aqueles que abandonaram a série antes do tempo, acabaram por perder a grande evolução que estaria por vir em Agents of SHIELD. Tudo começou com o episódio “Turn Turn Turn” (1×17), o segundo episódio que envolvia o crossover entre Capitão América: O Soldado Invernal (que acabara de estrear no cinema) e a série, talvez o melhor da primeira temporada e que envolvia a queda da SHIELD que aconteceu no final do filme do Capitão e agora repercutia no seriado, foi o episódio que começou a tirar os personagens principais da zona de conforto.

Desta forma a partir dali a vida de Coulson (Clark Greegg), Skye(Chloe Bennet), May(Ming-Na Wen), Fitz (Iain De Caestecker), Simmons (Elizabeth Henstridge) e Ward (Brett Dalton) nunca mais seriam as mesmas. O final da primeira temporada deixou diversas pontas soltas como o mistério sobre o passado da personagem Skye e a missão que Nick Fury deu para Coulson de reconstruir a SHIELD, após a queda da mesma nos eventos envolvendo a infiltração da Hydra na agência. Assim chegamos a verdadeira a parte que interessa, minha impressão sobre a excelente segunda temporada de Agents of SHIELD, que não só mudou o jeito de enxergarmos a série como também à forma que iremos enxerga-la daqui para frente.

Parte 1 – [1-10] – SHIELD Vs Hydra e a grande revelação sobre Skye

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A temporada começa muito bem com uma “season premiere” bem diferente e com um clima bem mais sombrio que a temporada anterior. O roteiro aqui transforma “Shadows”(2×01) numa espécie de reinício para série, reapresentando os personagens, mostrando uma nova SHIELD, trabalhando mais secreta do que nunca de forma prender e impedir os ataques da organização Hydra, mais viva do que nunca. Este episódio também introduz novos personagens, como o caçador de recompensas Lance Hunter (Nick Blood), Isabelle Hartley (participação rápida da bela Lucy Lawless), o mecânico Alphonso “Mack” Mackenzie (Henry Simmons), além do retorno de alguns personagens como Antoine Triplett (B.J. Britt) e adversários como Raina (Ruth Negga).

O primeiro episódio também mostrou a consequência da “season finale” da primeira temporada ainda repercute nos personagens principais, Coulson agora diretor da SHIELD, a evolução de personagens como Skye, agora promovida a agente e mais integrada à equipe depois de receber treinamentos de May, além de que notamos a ausência de personagens como a agente Simmons, por outro lado temos o ex-agente Grant Ward que se revelou um agente da Hydra infiltrado, agora se encontra preso dentro da nova sede da agência, mas o personagem que marcou o começo da trama foi o agente Leo Fitz, que depois de quase morrer no oceano junto com a melhor amiga, sofre para se readaptar a nova vida mostrando que a sequelas foram intensas em sua mente.

O interessante aqui é que notamos a partir deste episódio que a série seguiria um tom mais serializado, com um episódio ligado a outro como uma grande narrativa, isto deu mais dinâmica ao seriado e uma oportunidade de trabalhar melhor os personagens e as tramas. Desta forma o segundo episódio “Heavy Is The Head” (2×02) acompanhamos a continuação da caçada de May, para capturar “O obelisco”, artefato que está em posse de Creel um personagem que conseguia absorver tudo que tocava e que tinha inscrições antigas que poderia ajudar a decifrar a língua antiga que Coulson escrevia quando ficava em transe, efeitos do sangue alienígena em seu sangue.

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A primeira metade da temporada mantém o foco bastante no desenvolvimento do mistério em torno dos desenhos na parede escritos por Coulson, o Obelisco e no conflito entre a SHIELD e a Hydra, tendo como vilão principal aqui Daniel Whitehall que faz sua primeira aparição no episódio “Making Friends and Influencing People”(2×03) focado na agente Simmons trabalhando infiltrada dentro da organização de Whitehall. Em meio à trama principal entre os constantes confrontos entre SHIELD e Hydra, um plot secundário com a agente Skye começa a tornar forma com a aparição da Raina e de seu suposto pai conhecido inicialmente como “O Doutor”.

A qualidade dos episódios se mantém muito bem se destacando “A Hen In The Wolf House”(2×05) que introduz de forma sensacional a nova aliada de Coulson a agente Bobbi Morse(Adrianne Palicki), conhecida nos quadrinhos como “Harpia” e que aqui surge como uma personagem infiltrada da Hydra e chega para salvar Simmons depois que os empregados de Whitehall descobriram sua verdadeira identidade. Episódios como “Face My Enemy”(2×04) e “A Fractured House” (2×06) tem jeito de fillers, sendo que o segundo se sai melhor por conseguir explorar o passado sombrio e ambíguo do ex-agente Grant Ward, aproveitando a aparição de seu irmão Christian Ward na trama, dando um passado trágico ao personagem de forma criar certa empatia em relação ao público.

O melhor de “Agents of SHIELD” é que nessa temporada a ação e os ganchos são responsáveis por carregar muito a trama, talvez seja uma das melhores qualidades da série neste segundo ano, desta forma a partir do episódio “The Writing on the Wall” (2×07), temos o início de um arco de quatro episódios que transformam toda a mitologia estabelecida até agora na série de uma forma inimaginável. O grande trunfo aqui é a personagem Skye e o diretor Coulson, os mistérios guardados pelo segundo afeta diretamente a primeira, desta forma os roteiristas focam bastante em ambos de forma trazer a revelação mais bombástica da série até agora.

A descoberta de que os desenhos que Coulson fazia na parede, eram na verdade dialeto Kree e na verdade formavam a figura de uma cidade escondida, serviu não só para alimentar a mente do público, como serviu de propulsor para alavancar a trama ainda mais. Em “The Things We Bury” (2×08) e “…Ye Who Enter Here” (2×09) a narrativa fica mais clara e a objetividade da série se torna ainda mais efetiva com a revelação sobre o passado do vilão da Hydra, Daniel Whitehall e a ligação dele com a mãe da personagem Skye. No episódio seguinte a busca pela cidade se intensifica.

Assim chegamos ao fantástico episódio “What They Become” (2×10), talvez o episódio divisor de águas da série e um dos melhores de sua história também. É neste momento que a segunda temporada de SHIELD prepara sua primeira virada, além definir um futuro ainda mais promissor dentro do universo Marvel na TV, a série mostra que toda a espera pela revelação do passado da Skye e a ligação com a raça “Kree” valeria a pena. Desta forma o episódio assinado por Michael Zinberg e dirigido de forma fantástica por Jeffrey Bell não só faz o arco contra a Hydra chegar ao seu momento derradeiro, como também aproveita para responder todas as questões levantadas desde o começo da busca pela cidade antiga que se revela na verdade um templo Kree no subsolo dela.

Devo dizer que o episódio trás ótimas atuações de Chloe Bennet como Skye e Kyle MacLachlan como o doutor Calvin Zabo e pai da personagem, além de ótimas sequências de ação em sua maioria entregue por May, Coulson e Ward (agora ajudando a Hydra). A revelação de que o obelisco ou “the diviner” como era conhecido, era na verdade a chave para liberar uma névoa terrígena trouxe a melhor reviravolta da série fazendo Skye e Raina liberarem suas habilidades adormecidas, nascendo assim à era dos Inumanos no universo Marvel.

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Parte 2 – [11-22] – O Surgimento dos Inumanos e SHIELD Vs Real SHIELD

Um das características mais positivas desta segunda temporada foi à habilidade e a percepção dos roteiristas de que uma vez que tivessem uma história sólida e interessante para contar, menos ficariam dependentes das histórias do universo cinematográfico da Marvel para mudar a dinâmica da série como aconteceu na metade final da primeira temporada. Sendo assim a reviravolta de “What They Become” se tornou algo particular para série, mas também irá funcionar como uma mudança em longo prazo para o MCU por assim dizer.

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A segunda metade da temporada funciona como algo completamente diferente da primeira parte. A decisão dos roteiristas em dividir a narrativa entre as consequências da transformação de Skye e surgimento de uma possível nova ameaça trouxe a série ainda mais fluidez a narrativa, mas não nos primeiros episódios, em “Aftershocks” (2×11), por exemplo, lida com as consequências do episódio anterior, principalmente com a perda do agente Triplett, um membro que estava cada vez mais se fixando na série, mas que acabou morrendo na mesma câmera em que Skye e Raina ganharam suas novas habilidades.

O episódio lida bastante com a equipe ainda de luto e tendo que enfrentar a nova situação com a Skye. Não havia dúvidas que a história dos inumanos iria ser o ponto forte da série a partir de agora, mas ainda assim a narrativa tem tempo de introduzir outro mistério envolvendo Mack e Bobbi guardando segredos do Coulson colocando uma subtrama em movimento que vai no levar algumas boas revelações nos episódios seguintes.

A série demora um pouco para fazer a trama principal explodir, então episódios como “Who You Really Are” (2×12), “One of Us”(2×13) e “Love in the Time of Hydra” (2×14) são episódios que trazem ação e informação, mas não fazem a narrativa progredir muito, no episódio doze, por exemplo, temos o retorno da Lady Sif vinda direto de Asgard e uma trama com focada num alien Kree que trás diversas respostas sobre os experimentos com Inumanos realizadas pela sua raça.

Os dois episódios seguintes são importantes apenas por revelar que Mack e Bobbi na verdade trabalham para uma organização secreta denominada “Real SHIELD” liderada por Robert Gonzales (participação de Edwards James Olmos). O embate entre as duas organizações trazem desenvolvimentos interessantes, duas ideologias diferentes no intuito de manter o espírito protetor da antiga SHIELD ainda viva, mas a história só empolga mesmo no ótimo episódio “One Door Closes” (2×15) quando a ação toma conta e Coulson e seus agentes são obrigados a fugir da caçada imposta por Gonzalez, Bobbi e seus agentes.

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Algo aqui que torna tudo muito significante é que toda esta trama serve para rachar a equipe, com Coulson e Hunter fugindo e Fitz, May e Simmons sendo capturados por Bobbi e as forças de Gonzalez. Enquanto Skye segue muito bem na sua subtrama que começa com ela tendo dúvidas sobre os seus poderes, depois sendo hostilizada pela própria equipe (menos Fitz), para depois abraçar seu lado especial e seguir sua própria jornada quando um dos personagens mais legais desta nova fase chega para resgata-la no final do episódio “One Door Closes”.

Gordon é um dos inumanos mais bacanas da série, vivido pelo ator Jamie Harris, desde que o personagem apareceu no final do episódio dez, todas suas aparições servem para dar um ar mais “cool” a trama envolvendo sua raça. Aos poucos ele vai encontrando com personagens que serão chaves para o final da temporada, como Raina super transformada (maquiagem impecável, mas estranha) e o pai da Skye, Dr Cal. Desta forma somos introduzidos à comunidade inumana num local chamado “Afterlife” nome também do episódio dezesseis.

A introdução de personagens como Jiyaing (Dichen Lachman) , Lincoln (Luke Mitchell) são responsáveis por nos introduzir ao mundo dos Inumanos e com eles muitas respostas e ajuda para que Skye comece abraçar seu lado especial. O importante aqui que mesmo com as duas tramas em pleno desenvolvimento, personagens da equipe como May, não são deixados de lado, algo que pensei que aconteceria devido à trama dos Inumanos tomarem boa parte dos episódios, mas é ai que entra a esperteza dos roteiristas em ligar o mundo desses seres com o momento mais importante da vida de Melinda May.

Assim o episódio “Melinda” (2×17) chega para nos revelar do porque da agente ficar conhecida como “A Cavalaria” depois de sua missão no Bahein. Devo dizer que a ligação de que ela teve que lidar com dois seres inumanos foi uma revelação esperta da narrativa, mas o jeito que aconteceu não me surpreendeu tanto quando eu esperava, mas foi importante para mostrar um pouco mais da vida pessoal da personagem, desde seu lado mais feliz quando era casada com o Dr. Andrew Garner (Blair Underwood) até toda a transformação dela após os eventos do Bahein.

No episódio “The Frenemy of My Enemy” (2×18) as tramas começam a tomar um rumo mais consistente e aos poucos começam a se unir. A subtrama mais ou menos com Ward e a agente 33,fica mais relevante quando Coulson pede a ajuda do personagem para a missão de capturar uma lista dentro da Hydra. Este episódio marca o começo do crossover com “Avengers: Age of Ultron” que estava preste estrear naquele período nos cinemas, sendo assim as ligações começaram a ser feitas, mas desta vez sem mudar muito a trama já em desenvolvimento da série, vejo isso como algo positivo, o crossover em si veio para esclarecer mais fatos sobre o filme, do que qualquer outra coisa, mostrando também que Coulson ainda é um trunfo forte dentro universo cinematográfico da Marvel.

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A narrativa ainda coloca Coulson, Hunter, Fitz, Deathlok e Ward frente-a-frente com Skye, Lincoln e Dr. Cal, além de Bobbi e Mack aparecendo no final do episódio em uma das sequências mais movimentadas e bacanas desta reta final. Uma das coisas que sempre senti falta na série em sua primeira metade na temporada anterior era bons ganchos, a primeira parte da segunda temporada possui alguns, mas aqui na reta final da segunda parte os roteiristas se se utilizam do artifício de uma forma melhor e mais eficiente, desta forma “The Dirty Half Dozen” (2×19) chega para ser o episódio da ação com Coulson liderando sua própria equipe (aqui com a formação antiga, diga-se de passagem) numa invasão ao covil da Hydra de forma roubar informações e resgatar o robótico Deathlok e o inumano Lincoln.

Este episódio tem uma das minhas cenas favoritas de ação com Skye derrubando capangas da Hydra numa cena sem cortes de deixar muita produção de ação com inveja. Outra parte importante é que esta narrativa liga direto ao começo do novo filme dos Vingadores, numa menção direta que trás Colbie Smulders fazendo participação mais que especial no papel de Maria Hill. Aqui também descobrimos mais dos poderes de Raina, que pode prever o futuro.

Em “Scars” (2×20) que se passa ao mesmo tempo em que Ultron está destruindo uma pequena cidade na Europa, temos a SHIELD agora unida a Real SHIELD, numa aliança que tem como objetivo lidar com a situação cada vez mais crescente dos inumanos.  Esta parte da narrativa funciona pelo simples fato de conseguir começar uma guerra entre a SHIELD e os Inumanos, a revelação de que Jiyaing mãe da Skye na verdade era uma grande vilã em pele de cordeiro também é outra boa estratégia da trama, que deixou à narrativa menos previsível e ainda conseguiu deixar o gancho perfeito com a morte de Robert Gonzalez se transformando no estopim e no gancho perfeito para os dois últimos episódios.

Desta forma chegamos ao “season finale” duplo, “S.O.S.” parte 1 e parte 2 (2×21 e 2×22), que não só funciona como a melhor final de temporada da série até agora, como também deixa sua marca como um dos melhores fechamentos de trama do ano. Exageros a parte não é mentira dizer que o roteiro escrito a três mãos (Jeffrey Bell, Jed Whedon e Maurissa Tancharoen) consegue fechar todo o arco desenvolvido em cima da história dos Inumanos e ainda consegue deixar várias pistas para a próxima temporada.

Aqui temos a primeira parte da trama mais calma, mas cheia de boas surpresas como a morte de Raina, o plano de Jiyaing de usar os cristais terrigenas para destruir a SHIELD e o resto do planeta, além de libertar mais pessoas da sua raça. A decisão de fazer um episódio duplo foi a mais acertada, pois em quase uma hora e vinte cinco minutos de projeção, temos um pacote de ação, humor e cenas bacanas entregues pelo elenco, a sensação é que estamos assistindo um longa metragem, o ritmo é excelente e você não consegue desgrudar da tela devido a quantidade de reviravoltas que a narrativa trás.

As cenas são bem distribuídas, personagens como Fitz e Mack brilham trazendo humor e ação em diversos momentos, enquanto Skye, Dr. Cal e Jiyaing funcionam como a parte dramática ao lidar com fato de que esta família disfuncional terá um destino nada mais do que trágico. Outro ponto positivo foi que a guerra entre Inumanos e SHIELD, trouxe uma luta bacana entre pessoas especiais e os agentes liderados por Coulson, principalmente na última parte de “S.O.S.”. A subtrama com Ward, agente 33 e Bobbi, pode ser algo que destoa um pouco da história principal, mas funciona para deixar personagens como May e Hunter dentro ação.

A parte técnica do episódio estava impecável, ambos os episódios possuem uma gama alta no que diz respeito a efeitos visuais, algo que deve ser elogiado, as sequências com Gordon utilizando teletransporte estão melhores do que nunca e outros efeitos com alguns inumanos também ficaram excelente, destaque para aquela personagem que podia se multiplicar em várias cópias e na cena em que Skye usa seus tremores para derrubar um Quinjet.

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Enfim a equipe da SHIELD conseguiu deter Jiyaing que foi impedida pelo próprio Dr. Cal num último sacrifício de proteger a filha e fechando mais um ciclo na série. Sendo assim podemos dizer que a segunda temporada de Agents of SHIELD consegue fechar seus arcos de forma coerente e ainda mostra que a terceira temporada irá lidar com a propagação ainda maior de inumanos, uma vez que os cristais terrigenas caíram no mar e devem ser responsáveis por desbloquear mais habilidades de outras pessoas como Skye, Lincoln e companhia.

Devo dizer que as mortes de personagens como Agente 33, Jiyaing, Raina e a despedida o Dr. Cal da série serão sentidas, pois foram personagens que ajudaram a movimentar bastante a trama, mas não há dúvidas que o cliffhanger relacionado à Simmons será aquela cena comentada a exaustão pelos fãs da série e de quadrinhos até o retorno da série, o que será aconteceu com a personagem ao ser absorvida pela pedra Kree feita para derrotar inumanos? Esta e outras questões como o fato de Skye (ou Daisy) e Coulson abrirem a possibilidade do surgimento de uma equipe de inumanos liderada pela própria para enfrentar futuras  ameaças deixa as possibilidades para o próximo ano ainda mais empolgantes.

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Veredicto

A segunda temporada de Agents of SHIELD é excelente e consegue criar tramas envolventes que tornam a série menos dependente do universo cinematográfico da Marvel. A entrada dos Inumanos na série foi uma jogada de mestre e promete ajudar a série continuar sua ótima evolução. Coulson, Skye e os outros personagens principais da equipe, demonstram uma evolução gritante em relação à temporada anterior, cada um tendo um momento importante ao longo deste segundo ano. Desta forma podemos dizer que dentro de uma safra rica de ótimas séries baseadas em quadrinhos como Marvel’s Agent Carter, The Flash e principalmente Demolidor, a segunda temporada de Marvel’s Agent of SHIELD consegue ser uma das melhores da séries da TV aberta norte americana e ainda consegue deixar sua marca dentro do universo Marvel apresentando um produto de qualidade e puro entretenimento.

Observações da SHIELD

  • Dr. Cal: o pai da Skye foi um dos destaques da segunda temporada sem dúvidas, sua transformação em Mr. Hyde, foi estranha, mas ainda assim divertida. Eu achei excelente os roteiristas não terem matado o personagem e sim darem a ele um desfecho mais feliz, mesmo que tenham usado o programa T.A.H.I.T.I para apagar sua memória.
  • Carterpillars: A menção da criação de uma nova equipe liderada por Skye nos leva a acreditar que a série esta preste a introduzir os guerreiros secretos na terceira temporada, esta equipe era liderada por Daisy Johnson e Nick Fury, aqui ao que parece ela será liderada ainda por Daisy (ou Skye), mas agora com ajuda de Coulson.
  • Grant Ward: O personagem sofreu uma grande transformação desde a primeira temporada, aqui na primeira parte da segunda temporada ele funcionou como informante para SHIELD, na segunda parte sua trama com Agente 33 nem sempre trouxe bons momentos, mas serviu como coringa para os roteiristas nesta season finale, ainda assim espero que encontrem o papel melhor para o personagem no próximo ano. Ouvi rumores que ele pode ser o principal vilão da próxima temporada.
  • Ligações com a Era de Ultron: Os três episódios ligados a trama do segundo filme dos Vingadores ajudam a esclarecer diversas dúvidas sobre o filme, em “The Frenemy of My Enemy” temos as primeiras menções ao líder da Hydra Barão Von Struker, no episódio seguinte “The Dirty Half Dozen”, Coulson ativa o protocolo Theta quando este entrega lista com a localização do bunker de Struker para Maria Hill, ligando toda a sequência inicial do filme. O episódio “Scars” fecha o crossover, mostrando que Coulson estava construindo um Helicarrier secretamente na base da SHIELD, mesmo porta-aviões utilizado por Samuel L. Jackson no final do filme.
  • Simmons e Fitz: Os dois personagens passaram por transformações, o clima entre eles ficou estranho depois do final da temporada passada, mas não há dúvidas que a declaração de Simmons e a possibilidade de um romance entre os dois é uma boa possibilidade para futuro, mas não será fácil para Fitz conquista-la ainda mais depois daquele gancho no final da temporada.

Top 5, melhores episódios

  1. “S.O.S.” parte 1 e 2 (2×21 e 2×22)
  2. “The Dirty Half Dozen” (2×19)
  3. “What They Become” (2×10)
  4. “One Door Closes” (2×15)
  5. “Shadows” (2×01)

Cenas de ação

Tivemos várias durante está season finale dupla, a verdade é que a temporada é recheada delas (May Vs Agente 33 é a melhor da primeira parte), mas aqui temos lutas bacanas, como aquela entre Bobbi Vs Ward e Agente 33, Skye Vs May, Skye Vs uma Inumana, além é claro da luta excelente entre Coulson, Mack e Fitz Vs o teleportador Gordon.

Melhor frase da season finale

science

Me diga ai, qual o momento que você mais gostou desta temporada?

A série consegue deixar sua marca dentro do universo Marvel.

TL;DR

A segunda temporada de Agents of SHIELD é excelente e consegue criar tramas envolventes que tornam a série menos dependente do universo cinematográfico da Marvel. A entrada dos Inumanos na série foi uma jogada de mestre e promete ajudar a série continuar sua ótima evolução. Coulson, Skye e os outros personagens principais da equipe, demonstram uma evolução gritante em relação à temporada anterior, cada um tendo um momento importante ao longo deste segundo ano. Desta forma podemos dizer que dentro de uma safra rica de ótimas séries baseadas em quadrinhos como Marvel’s Agent Carter, The Flash e principalmente Demolidor, a segunda temporada de Marvel’s Agent of SHIELD consegue ser uma das melhores da séries da TV aberta norte americana e ainda consegue deixar sua marca dentro do universo Marvel apresentando um produto de qualidade e puro entretenimento. Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. Drama – ABC 22 episódios Elenco: Clark Gregg, Ming-Na Wen, Chloe Bennet, Iain De Caestecker, Elizabeth Henstridge, Nick Blood, Henry Simmons, Adrianne Palicki e outros.
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