Criador de Breaking Bad explica o fim da série

Leandro de Barros

  segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Criador de Breaking Bad explica o fim da série

Vince Gilligan expõe sua visão dos fatos e explica porque tomou as decisões que foram exibidas no último episódio de Breaking Bad

Com óbvios spoilers sobre a conclusão de Breaking Bad.

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Ontem, dia 29 de Setembro, o canal americano AMC divulgou o aguardado episódio Felina – o último de Breaking Bad. No capítulo, nós finalmente vimos os momentos finais da jornada de Walter White (Bryan Cranston) e tivemos as respostas para as complicações e confusões armadas nesses 6 anos de seriado.

Logo após o episódio ir ao ar, o EW entrevistou Vince Gilligan (criador da série) para falar sobre o final de Breaking Bad, começando por explicar que o fim da série não significa uma redenção de Walter White:

Walter nunca iria se redimir. Ele simplesmente foi longe demais na estrada da maldição. Mas, pelo menos, ele deu alguns passos [em direção à redenção] pelo caminho. E eu acho que o mais importante pra ele é o fato de que ele cumpriu o que ele havia planejado lá no primeiro episódio: deixar uma tonelada de dineeiro para sua família. Claro, o Walter tem visto as coisas de maneiras erradas por anos… por anos ele pensou que fazer a sua família financiamente sadia era tudo que ele precisava fazer como homem, como provedor e como um pai. Eles terminam a série com quase $10 milhões de dólares graças às maquinações de Walt com Gretchen e Elliott. Mas, por outro lado, a sua família está emocionalmente danificada para sempre. Então, é meio como uma mensagem confusa no fim. Walt falho em muitos níveis, mas ele conseguiu cumprir o objetivo que ele tinha planejado, então é uma vitória.

Gilligan também explicou que ele e a equipe de roteiristas da série exploraram várias possibilidades para o fim da série, mas acabaram por optar por essa versão onde Walt consegue libertar Jesse, mas morre no processo.

Nós não sentimos a necessidade absoluta de matar Walt no fim da série. Nosso instinto disse que era o certo a fazer. Enquanto os roteiristas e eu trabalhávamos com várias possibilidades diferentes, [matar Walt] pareceu a coisa certa a fazer, mas não acho que era uma necessidade pra gente. Havia uma versão do final que a gente acabou descartando onde Walt era o único que sobrevivia e ele permanecia entre os destroços da sua família inteira destruída. Esse seria um fim muito poderoso, mas também seria muito agressivo para os espectadores. Nós conversamos sobre uma versão onde Jesse matava o Walt. Também cogitamos uma versão onde o Walt meio que conseguia escapar. Não existe certo ou errado nesse trabalho – é tudo uma questão de conseguir o maior número de pessoas espertas ao seu lado na sala dos roteiristas e eu tive sorte de conseguir isso.

Sobre Jesse, Gilligan disse que a decisão de poupá-lo teve a ver com o fato do personagem já ter sofrido tanto desde o início da série e que salvá-lo era a coisa certa a fazer. Sobre o destino dele, o criador de Breaking Bad afirma que “depende do que o espectador decidir”, mas Gilligan prefere acreditar que ele “conseguiu fugir e se mudou para o Alasca e agora vive uma vida pacífica em comunhão com a natureza”.

Se você quiser ler a entrevista completa (em inglês), clique aqui!

E você, leitor? Curtiu o fim de Breaking Bad ou ficou um pouco desapontado? Preferia um final onde todo mundo morria?


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