Review Agents of SHIELD - 4ª Temporada

Com uma mudança de horário bem vinda, Agents of SHIELD chega a sua maturidade narrativa e entrega sua melhor temporada até o momento, cheia de ação, reviravoltas e a consolidação de produto de qualidade dentro do MCU.

João Paulo

  sábado, 03 de junho de 2017

Magnifica! É a primeira palavra que me vem à mente para descrever a série Agents of SHIELD, uma série que começou com uma pegada totalmente comum e que aos poucos foi se acertando aproveitando-se de elementos criados dentro de sua própria mitologia bebendo de várias fontes narrativas dos quadrinhos da Marvel e do universo criado do cinema para se tornar um produto original totalmente dentro de suas características que atualmente não precisa de referências para trazer ótimos momentos em seus episódios recorrentes.

Vindo duas ótimas temporadas anteriores, a série chegou ao seu quarto ano cercada de mistérios sobre os acontecimentos que viriam a seguir. Deixando o formato adotado desde a segunda temporada com dois grandes arcos dividindo seus 22 episódios, a série optou por algo mais interessante e ousado neste novo ano, aproveitando que saiu do horário das 21:00 da terceira temporada, a série seria exibida mais tarde as 22:00 dando liberdade para adicionar mais violência e cenas mais provocantes pertinentes a faixa.

Este quarto ano se dividiu em três grandes arcos: “Ghost Rider”, “LMD” e “Framework”, a partir disto, dividirei esta review em três partes falando de todos os três plots e finalizando com um veredicto da temporada como um todo.

Arco 1 – Ghost Rider (4×01 a 4×08)

Aproveitando a mudança de horário e uma maior liberdade criativa os roteiristas trouxeram um dos personagens mais celebrados dos quadrinhos, o “Ghost Rider”, conhecido aqui no Brasil como Motoqueiro Fantasma. A Marvel adquiriu os direitos do personagem de volta uma vez que estava na mão de outro estúdio depois que duas tentativas frustradas de emplaca-lo no cinema falharam, quando este foi interpretado por Nicolas Cage em duas ocasiões.

Porém o Motoqueiro apresentado na série, seria na verdade um Motorista Fantasma, Robbie Reyes, um personagem também conhecido nos quadrinhos que carrega a mesma maldição de Johnny Blaze, porém ao invés de dirigir um moto, anda em um Mustang tunado pegando fogo.

Utilizando o “Ghost Rider” como ponto de ignição a série apresentou seu primeiro arco totalmente focado nele cruzando o caminho de Coulson, Daisy e companhia. A última temporada nos surpreendeu com uma passagem de tempo depois dos eventos que resultaram na morte de Lincoln e na destruição do vilão Hive.

Algumas pontas soltas foram deixadas no final da terceira temporada trazendo diversas perguntas aos telespectadores, uma delas era quem seria o novo diretor da SHIELD após Coulson deixar o cargo. O novo ano começa com dois eletrizantes episódios “The Ghost” (4×01) e “Meet The New Boss” (4×02), o primeiro serviu para situar o espectador sobre a fuga de Daisy (Chloe Bennet), agora assumindo o manto de Quake e sendo perseguida pela SHIELD que agora voltou a ser uma corporação pública novamente, servindo para o governo como um meio para controlar o surgimento cada vez maior de Inumanos.

Descobrimos também nos primeiros episódios que Coulson (Clark Gregg) e Mack (Henry Simmons) coordenam as ações de campo, May (Ming-Na Wen) treina novos recrutas, Yo-Yo (Natalia Cordova-Buckley) passou a integrar a equipe de vez e ainda se relacionar amorosamente com Mack, Fitz (Iain De Caestecker) assumiu seu relacionamento com Simmons (o relacionamento maduro dos dois é um dos pontos positivos da temporada, é excelente e não cai nos clichês do gênero) e ela (Elizabeth Henstridge) por sua vez agora ocupa um função de maior importância dentro da agência servindo como braço direito do novo diretor.

Ainda no primeiro episódio somos introduzidos a figura de Robbie Reyes (Gabriel Luna) e seu segredo misterioso espalhando o terror pelas ruas de Los Angeles, alimentando a lenda urbana do Motorista Fantasma que se espalha pela cidade. Vale elogiar, que para uma série de baixo orçamento, Agents of SHIELD tem ótimos efeitos visuais e a primeira transformação do Motorista Fantasma é um dos momentos mais memoráveis de toda a série.

O segundo episódio é ainda mais interessante ao introduzir o novo diretor da SHIELD vivido pelo ator Jason O’Mara (Vegas, Terra Nova), Jeffrey Mace chega cheio de mistérios e com a promessa de ser uma boa adição ao elenco. Em paralelo a estas histórias, outro arco começa a ser desenvolvido com a presença de John Hannah (Spartacus, a trilogia A Múmia) na pele do doutor Radcliffe que constrói uma inteligência artificial de nome AIDA, vivida pela atriz Mallory Jansen (Galavant), guarde esse nome.

Os episódios subsequentes a série utiliza-se da ameaça do grupo terrorista “Watchdogs”, introduzidos na temporada passada para incendiar a trama envolvendo um conflito eminente entre humanos e inumanos, desta forma figuras políticas como Glen Talbot (Adrian Pascar) e senadora Ellen Nadeer (Parminder Nagra) são personagens recorrentes introduzidos para movimentar a narrativa deste primeiro arco, utilizando-se dos Acordos de Sokovia assinados durante o filme Capitão América: Guerra Civil, abriu-se um precedente para registro global dos Inumanos.

Episódios como “Uprising” (4×03), “Let Me Stand Next to Your Fire” (4×04) e “Lockup” (4×05) funcionam como capítulos do meio para explorar diversas vertentes dos personagens como May, Fitz e Simmons, enquanto paralelo a isto ganhamos mais desenvolvimento em relação ao personagem de Robbie Reyes no arco que ele compartilha com a Daisy.

É importante destacar o quanto a série é feliz ao introduzir a magia em seu universo, aproveitando a estreia de Doutor Estranho nos cinemas no final de 2016, tudo aqui em SHIELD flerta com o que está sendo mostrado no longa do mago supremo, desta forma ganhamos um desenvolvimento que flui de uma forma bastante orgânica sem que isso atrapalhe o que já foi estabelecido nas temporadas anteriores. Toda a trama envolvendo o Motorista e seu tio, passando pela trama dos fantasmas cientistas e mais tarde os mistérios acerca do misterioso livro mágico “Darkhold”, são extremamente bem dosadas ao longo dos oito episódios desta trama.

No quesito ação SHIELD continua em um nível exemplar e com a mudança de horário adicionaram um pouco mais de agressividade nas cenas de luta incluindo aquelas envolvendo o Motorista Fantasma. Os três últimos episódios desta primeira parte da temporada são de longe os melhores da quarta temporada até então.

O episódio “The Good Samaritan” (4×06) explora a origem dos poderes de Robbie Reyes e como ele se transformou em Motorista Fantasma, as revelações sobre quem deu os poderes abriu bastante possibilidades que na época fiquei imaginando porque o personagem ainda não tinha ganhado sua própria série.

Em “Deals With Ours Devils” (4×07) e “The Laws of Inferno Dynamics” (4×08) são pequenas pérolas cheias de reviravoltas e muita ação que mostram o porquê da série ser uma das melhores atuais. A despedida parcial de Robbie da trama, a evolução da androide AIDA como peça chave para decifrar os mistérios do “Darkhold” e derrotar o vilão da vez são ótimos momentos que ajudaram a fechar esta trama de forma excepcional.

Arco 2 – LMD (4×09 a 4×15)

O ponto mais alto desta quarta temporada de SHIELD são as transições entre arcos, os showrunners Jed Whedon (irmão mais novo de Joss Whedon) e Maurissa Tancharoen aprenderam a lidar muito bem com “cliffhangers”, ganchos que servem para atiçar a audiência para o que está por vir e todo fechamento de arco serve como uma espécie de Season finale antecipado.

Nesta quarta temporada talvez tenha o maior número de surpresas por metro quadrado já visto em séries de tv, as tramas são tão envolventes que mesmo criando teorias sobre o que pode acontecer, sempre somos surpreendidos como alguma revelação bombástica e com este segundo arco não é diferente.

“Life Model Decoy” ou “LMD”, são cópias quase perfeitas dos seres humanos, androides criados por AIDA para repor cada um dos membros da SHIELD. O segundo arco da série começa no episódio “Broken Promises” (4×09) e apesar de ser mais calmo que os episódios anteriores, consegue passar narrativamente que a série está numa crescente mesmo que esteja iniciando uma nova história.

Aos poucos o doutor Radcliffe e AIDA, que no arco anterior estavam mais em segundo plano, agora se tornam os principais vilões da série. Todo o desenvolvimento sobre as questões sobre inteligência artificial desenvolvidas no começo, aparecem aqui como algo imprevisível que deixa o expectador se perguntando a cada momento, qual membro da SHIELD é um robô em potencial.

Seguindo essa linha os episódios “Broken Promises”, “The Patriot” (4×10) e “Wake Up” (4×11) deram a personagem da agente May um de seus melhores momentos na série, quando descobrimos que a agente é nada mais do que uma cópia de sua versão original. Os robôs que não sabem que são robôs, Agents of SHIELD consegue brincar com expectador através dessa premissa trazendo momentos que resultam em empolgantes arcos dramáticos para o elenco principal da série.

Desenvolvimento de personagem é o que não faltou nesta fase da narrativa, Jeffrey Mace, por exemplo, ganhou novas camadas após as revelações do episódio “The Patriot”, onde descobrimos que o diretor da SHIELD não tinha poderes Inumanos como se imaginava. Esta e outras revelações foram sendo desenterradas aos poucos, principalmente com a adição do vilão Anton Ivanov (Zach McGowan) líder dos “Watchdogs” e mais conhecido como “The Superior”.

Enquanto o roteiro focava na conspiração principal dentro e fora da SHIELD envolvendo uma busca incessante pelo livro “darkhold”, o desaparecimento de Melinda May e na ameaça crescente do Dr. Radcliffe e da androide AIDA, a narrativa se preparava para uma sequência de eventos que iriam revelar quem era os outros LMD escondidos dentro da agência.

É claro que nem tudo são flores, episódios como “Hot Potato Soup” (4×12) e “The Man Behind The SHIELD” (4×14) apesar de trazerem boas revelações sobre os LMD infiltrados na SHIELD, necessitavam de algo mais envolvente para carregar suas respectivas tramas, principalmente o segundo episódio mencionado que traz informações sobre o objetivo do vilão “The Superior” e sua obsessão por Coulson, mas que no final das contas não consegue se equiparar no nível de ameaça de vilões mais bem desenvolvidos como Dr. Racliffe e AIDA.

Ainda assim, episódios recheados de reviravoltas e ação como “BOOM” (4×13) compensam essas pequenas falhas e conseguem deixar os expectadores ainda mais empolgados pelo estar por vir. O último episódio do arco LMD, talvez seja um dos melhores de toda a série, “Self Control” (4×15) por sinal foi dirigido e escrito pelo showrunner da série Jed Whedon, toda narrativa moldada desde “Broken Promises” começa a ser fechada de uma forma espetacular colocando Daisy e Simmons encurraladas contra as versões robóticas de Coulson, Mack, Fitz e companhia numa trama intensa que mistura suspense e ação (juro, aqui estamos diante das melhores cenas de ação da série, muito bem filmadas e coreografadas, qualidade cinematográfica mesmo) de uma forma magnifica com resultado final mais do que espetacular dando início ao melhor arco da temporada.

Arco 3 – Framework (4×16 a 4×22)

“Bem-vindo a versão Matrix da Marvel”

Sim você não leu errado, o arco anterior que resultou na revelação de que AIDA estava substituindo os membros da SHIELD por suas versões robóticas, mas aonde estavam os corpos de Coulson, Mack, May, Jeffrey, Fitz e Mack?

As revelações do episódio “Self Control” onde descobrimos que Daisy e Simmons teriam que entrar no programa construído por Radcliffe e agora moldado por AIDA (se apresentando como a maior vilã da temporada) para libertar a mente de seus amigos de um mundo virtual denominado “Framework”, serve como início do arco final da temporada e de longe um dos momentos narrativos mais emblemáticos de toda a série.

Os roteiristas se mostraram estão no controle nesta quarta temporada de que não há dúvidas que este arco final é o pico de tudo que a série construiu desde a primeira temporada, tal confiança de arriscar mais e mais deu a Jed Whedon e companhia a chance de fazer uma trama que se apoia e tudo que já construíram até agora e o melhor de tudo é que são competentes em entregar um produto de primeira qualidade.

O arco “Framework” começa com o episódio “What If” (4×16) que consegue situar brilhantemente o expectador aonde Daisy e Simmons foram parar depois dos ganchos deixado no episódio anterior. Vemos uma versão alternativa do mundo que conhecemos na série numa versão onde a Hydra conseguiu ser bem sucedida no seu plano de dominação global e implantou um regime ditatorial.

Utilizar o quartel general Triskelion visto em Capitão América: O Soldado Infernal é o cartão de visita perfeito para situar o expectador que estamos diante de um mundo diferente. O roteiro utiliza ainda do elemento da curiosidade para sabermos o quão diferente este mundo é do original. De cara temos o retorno do falecido agente Ward (Brett Dalton) que surge aqui num relacionamento sério com Daisy e ambos trabalhando para Hydra.

As mudanças não para por ai, May aparece como agente importante dentro da organização, Coulson agora é um professor de “high school”, Mack por sua vez está vivendo com a filha Hope (morta no mundo real e viva neste mundo), Jeffrey Mace surge como o Patriota e líder da resistência que tenta deter a Hydra e o melhor de tudo, AIDA aparece como Madame Hydra e Fitz como seu parceiro de crime.

Essas mudanças significativas nos personagens que conhecemos que são exploradas de forma exemplar ao longo dos cinco episódios em que ficam presos nesta simulação virtual. Não é à toa que episódios como “Identity And Change” (4×17), “No Regrets”(4×18) e “All Madame’s Men” (4×19) são narrativas corriqueiras que trazem uma corrida contra o tempo de Daisy e Simmons em suas próprias jornadas de resgatar seus amigos atrelados a este mundo e ainda encontrar um caminho para escapar dali.

Este arco não apenas se apoia no senso de novidade, também traz outros retornos bacanas, além do já mencionado Ward, temos a presença mais que bem vinda do falecido agente Trip (B.J. Britt) e outros personagens que já passaram pela série. Sem falar que somos agraciados por diversos easter eggs do MCU em suas versões alteradas neste mundo dominado pela Hydra, servindo como um resgaste nostálgico de tramas vistas nas três temporadas anteriores.

O maior destaque desta fase da temporada fica por conta dos atores Iain De Caestecker (Fitz), Mallory Jansen (AIDA) e Clark Gregg (Phil Coulson), de longe foram os personagens mais bem aproveitados aqui, o primeiro apresentando-se como um excelente vilão cometendo altas atrocidades e causando um abalo em seu relacionamento com Simmons.

No caso de Mallory na pele de Madame∕Aida, não há dúvidas que a vilã foi de longe a maior surpresa da temporada, tão bem desenvolvida e tão bem trabalhada que podemos dizer que o problemas com vilões da Marvel está solucionado se fizerem um trabalho tão competente quanto o que foi realizado com a personagem em outros antagonistas do MCU, uma androide fria e calculista na busca de humanidade que se tornou uma das vilões mais odiadas e amadas da série.

A partir dessas duas ameaças e algumas perdas (descanse em paz Jeffrey Mace) no caminho, a trama foi se afunilando até chegar no episódio “Farewell, Cruel World” (4×20) o arco de despedida do mundo virtual onde os agentes da SHIELD conseguiram retirar a equipe da framework, ficando apenas Mack para trás, não sem antes nos agraciar com uma das melhores cenas dramáticas da temporada numa conversa de partir o coração com Daisy.

Mais uma vez a série mostra maturidade em conseguir fechar seus arcos de forma execelente, no espetacular “The Return” (4×21) lidamos com a consequência das experiências vividas pelos personagens no mundo virtual, quando uma série consegue desenvolver bem seus personagens, tudo tem peso, tudo tem um significado e neste caso as vidas de Coulson e companhia sofreram um grande impacto neste momento da trama levando direto ao episódio final da temporada.

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Depois de bastante cuidado narrativo ao longo da temporada, este arco talvez tenha se descuidado em seus momentos derradeiros, não que isso atrapalhe o resultado final, mas sentimos que poderiam ter explorado melhor suas vertentes no episódio final da temporada, o ainda ótimo “World’s End” (4×22).

O que funcionaria perfeito para um episódio duplo foi condensado num episódio só, e por mais que o controle narrativo dos roteiristas seja competente o bastante para fechar e interligar praticamente todos os arcos importantes da temporada, sente-se que a narrativa com ritmo frenético precisava de mais respiro que apenas 42 minutos de episódio poderiam dar.

Ainda assim o embate final com AIDA (agora com corpo inumano depois de conseguir ser bem sucedida em combinar a magia do “darkhold” e da tecnologia da framework para criar um corpo para si) foi nada menos que fantástico, isso tudo contando com o retorno do Motorista Fantasma que volta para fechar as pontas soltas deixadas no seu arco e ainda se juntar a Daisy e companhia para acabar com a vilã e seus capangas.

Este Season finale mais uma vez consegue combinar os elementos que fazem Agents of SHIELD ser considerada a melhor série de super-heróis da atualidade, a junção de um ótimo texto, atuações sólidas, muita cena de ação que parecem saída dos quadrinhos e é claro muita reviravolta empolgante que não subestima a inteligência de seu expectador.

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VEREDICTO

Depois de uma terceira temporada sólida, porém com altos e baixos, Agents of SHIELD aproveitou a mudança de horário na emissora norte americana ABC e uma maior liberdade narrativa para entregar sua melhor temporada até então.

A destreza e a maturidade narrativa dos roteiristas é sentida a cada arco, a cada reviravolta e a cada novo passo à frente que foi dado neste quarto ano, em nenhum momento você sentia que a série iria colocar o pé no freio, seguindo uma linha ascendente que trouxe suas melhores histórias dando ainda mais credibilidade a um elenco que em sua maioria está impecável.

Um dos maiores trunfos foi a adição de ótimos coadjuvantes que cresceram bastante durante a temporada como foi o caso de Gabriel Luna, John Hannah (sempre impecável), Jason O’Mara e é claro Mallory Jansen que não só ajudaram a encorpar o elenco regular, como também adicionaram novidades a mitologia da série.

Graças a esse conjunto de fatores, alguns pequenos problemas citados durante a descrição dos arcos acima, são apenas detalhes numa trama tão bem desenvolvida quanto esta apresentada aqui. Poucas séries conseguem ser empolgantes durante 22 episódios de uma temporada, barrigas e episódios aleatórios sempre surgem no meio para preencher espaço, mas ao meu ver Agents of SHIELD conseguiu descobrir a fórmula do sucesso ao quebrar a narrativa em pequenos arcos mantendo o interesse do público do início ao fim, a última série que fazia algo do tipo era Person of Interest e de longe é a melhor solução a ser feita para seriados com um número grande de episódios.

No final das contas Agents of SHIELD se mostrou espetacular nesta temporada, com poucos erros e muitos acertos, mais madura, mais cuidadosa e competente, o conjunto elenco e produção nunca estiveram tão em sintonia. Um excelente gancho foi deixado no final desta temporada apontando um futuro “espacial” para série que parece não só servir como pano de fundo para uma possível ligação com Vingadores: Guerra Infinita, como também a série dos Inumanos que irá estrear no final deste ano.

Se a série mantiver a qualidade demonstrada nesta quarta temporada, é possível que dure mais do que o planejado, afinal ninguém poderia imaginar que Agents of SHIELD seria uma referência de qualidade e competência para as outras séries do universo criado pela Marvel.

Observações da SHIELD:

  • Ganchos: O final da quarta temporada sugere que teremos Coulson e companhia viajando pelo cosmos, mas a grande pergunta é, quem será o grupo que os capturou nas últimas cenas?
  • The Superior: se for para nomear uma decepção, talvez o vilão aqui seja uma delas, apesar de gostar do ator, achei que The Superior seria uma ameaça muito maior do que resultou no final das contas, mas é complicado ser bom com Mallory Jansen dando show no papel de AIDA.
  • Audiência: Uma curiosidade sobre a audiência da série, esta temporada foi bastante estável principalmente por estar sendo exibida as 22:00. O melhor que durante o arco da Framework, a série só ganhou em audiência e estabilizou seus números estancando a queda que tirava o sono de muitos fãs por ai.
  • Ghost Coulson: Qual será o acordo que Phil fez para obter o poder do Motorista de forma momentânea e assim destruir AIDA?
  • No fundo do mar: Espero que os roteiristas não tenham esquecido do irmão Inumano da senadora Nadeer que está embaixo d’água, sinto que a história dele ainda não acabou.
  • Retorno em 2018: Segundo informações de um dos produtores da série, Agents of SHIELD renovada para quinta temporada retorna em janeiro de 2018 com 22 episódios sem interrupções.

TL;DR

Depois de uma terceira temporada sólida, porém com altos e baixos, Agents of SHIELD aproveitou a mudança de horário na emissora norte americana ABC e uma maior liberdade narrativa para entregar sua melhor temporada até então.

Agents of SHIELD
Temporada 4

Canal: ABC
Episódios: 22

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