Reviews | Person of Interest 1×12: “Legacy”

  Leandro de Barros  |    terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Mais erros do que acertos, Person of Interest incluem novos elementos na trama, enquanto volta a patinar um pouco no caso da semana

O uso e abuso dos clichés em Person of Interest começa a se fazer notar. Chegou a hora de decidir se isso funciona ou não pra série.

Person of Interest 1x12 Legacy

Lembram da review do episódio passado, onde eu disse que o grande defeito do caso tinha sido ele ser óbvio? Bom, realmente chegou a hora de decidir se o uso de tantos clichés em Person of Interest vai funcionar ou não.

Um cliché é, nada mais, nada menos, do que uma idéia muito boa e que funciona. Um cliché, por definição, é “odiado” por muita gente, porque as pessoas logo associam a falta de criatividade. Eu, por outro lado, acho que um cliché bem utilizado funciona bem pra caramba.

Mas, e quando uma série atira cliché atrás de cliché?

Fazendo uma outra ressalva, é complicado essa história de fazer um caso por semana onde nem os protagonistas, nem os envolvidos e nem o espectador saiba o que está acontecendo. É complicado fazer esse caso e mantê-lo interessante durante o episódio e ainda surpreender o espectador.

É bem verdade que um dos melhores episódios até aqui foi justamente o que foi bem sucedido em nos surpreender. E, por coincidência, apresentou o personagem que anda fazendo falta: Elia.

Mas vamos parar de devaneios. No episódio de hoje, o número que a máquina escolheu foi o de Andrea Gutierrez, uma advogada quase falida e que costuma defender ex-presidiários. Ela é ameaça por Galuska, um policial que tinha um esquema para lucrar uma grana colando os presos que saíam em condicional de volta na cadeia. Como Andrea soltava os caras, ela era um empecilho para os planos de Galuska.

De novo o caso da semana não nos diz nada. É apenas fraco, simples, muito comum. O que chama a atenção no episódio, por sua vez, é o que acontece fora do caso da semana.

Carter e Reese finalmente se encontram e começam a trabalhar juntos. Apesar da cena onde Reese fala com Carter e Fusco “ao mesmo tempo”, eu fiquei bem decepcionado com a utilização da Detetive no episódio. Sério que trabalharam meia temporada nela pra ela substituir o Fusco? Justo quando eu estava gostando dela!

O outro ponto que chamou a atenção, positivamente, foi a inclusão de mais um elemento no passado de Mr. Finch: o filho do seu misterioso amigo. O rapaz, que parece ser bem idealista, deve ter se juntado à série para nos ajudar a iluminar um pouco o passado de Mr. Finch. Nem tudo dá pra ser contado através de flashbacks, ainda bem que os roteiristas adicionaram uma alternativa pra não ficar um modelo muito maçante.

Enquanto isso, Reese começa a querer seguir os passos de Mr. Finch para descobrir mais sobre seu novo parceiro. Adoro essa dinâmica de gato e rato dos dois. Duvido muito que Fusco consiga alguma coisa seguindo o Mr. Finch, mas não deixo de torcer pra ter mais cenas assim no futuro.

Dois últimos pontos que eu queria deixar aqui: Jim Caviezel e Michael Emerson estão mandando muito bem. Juntos, as cenas deles são fodas pra caramba e criam vida pra relação dos dois personagens. Outro ponto: eu fui o único a gritar: “PQP!” na cena do atropelamento? Meu amigo, que chinelada, hein?

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