Review | White Collar 4×04: “Parting Shots”

  Leandro de Barros  |    segunda-feira, 06 de agosto de 2012

White Collar aposta no carisma do seu protagonista, nos ótimos diálogos que surgem ao colocar seus personagens lado a lado, um cuidado ao construir a tensão em alguns momentos e proporcionou um bom episódio para quem é fã (e estava com saudades de algo assim)

O bom e velho White Collar está de volta.

Spoilers abaixo.

Agora dá pra dizer que a quarta temporada de White Collar começou? Bem, talvez ainda não, tudo vai estar nos conformes apenas no próximo episódio, mas já tivemos um gostinho das características da série aqui em Parting Shots.

Antes de elogiar, vamos descer o cacete. Imagine que você é um pai. Seu filho comete um erro grave (aprontou na escola, desrespeitou a mãe, começou a torcer pro Palmeiras) e você explica que o que ele fez foi errado e decide dar um castigo para que ele perceba que ações tem consequências. Vamos dizer que, sei lá, você designa o seu filho para trabalhar no setor de Evidências aí da sua casa. Ele vai lá, é cobrado um pouco pelo responsável do lugar, mas ele continua fazendo exatamente o que ele quer. Ele fica 2 episódios, digo, dias nesse castigo, mas nenhum dos episódios, digo, dias ele efetivamente fica ali. Ele sempre dá um jeito de escapulir e fazer o que quer. No final desses dois episódios, digo, dias, você finalmente o retira do castigo. Mas avisa: “Da próxima vez, você vai ver”. Você realmente acha que o seu filho aprendeu a lição?

A punição que o FBI aplicou em Peter não teve absolutamente nenhum peso no personagem, já que ele trabalhou normalmente como chefe do departamento nos dois últimos casos. Tudo bem que rendeu momentos bem divertidos (Peter como consultor, mesma posição do Neal, foi algo bem interessante de se ver), mas foi uma ação um pouco inútil para o personagem. Só fez perder tempo e credibilidade ao inventar desculpas bobas para colocar o Peter no caso. Ao meu ver, a situação pode ser remediada no futuro colocando um Peter arrogante e fazendo com que ele cometa o mesmo erro novamente. Fora isso, esse blablabla todo dele nas Evidências foi absolutamente desnecessário.

Ok, cacete descido (pela última vez nessa temporada, espero), vamos falar de coisa boa. Vamos falar de Laura Vandervoort, a participação especial do episódio da semana. A Supergirl de Smallville viveu a viúva Sophie Covington, investigada por Sara (Hilarie Burton) por causa do seguro de vida do seu falecido marido.

A mocinha não tinha nada a ver com a morte do marido, tendo tudo sido um plano do sócio dele, mas até chegarmos a essa conclusão, passamos por mais um caso bem legal de se interessar, que extraiu o máximo de Neal Caffrey (Matt Bomer) no “campo de batalha”. Interessante ver essa gama de recursos do Caffrey, capaz de bolar planos e executá-los praticamente sozinho.

Num bom resumo do caso da semana (e do episódio em si), a série apostou no carisma do seu protagonista, nos ótimos diálogos que surgem ao colocar seus personagens lado a lado, um cuidado ao construir a tensão em alguns momentos e proporcionou um bom episódio para quem é fã (e estava com saudades de algo assim).

Para terminar tudo de forma um pouco mais dramática, justamente quando todo mundo achava que estava tudo bem, Neal chega até a casa de Ellen (Judith Ivey) apenas para vê-la sendo retirada de lá pelos paramédicos. As últimas palavras dela para Neal são “Eles me acharam. Confie no Sam”.

Sam é um ex-agente da polícia que trabalhava disfarçado na época em que aconteceu o caso do pai do Neal (aparentemente, ele matou alguém e a Ellen o prendeu). O caso em que eles trabalhavam devia ser gigante, pois a Ellen, a mãe do Neal e o próprio Neal foram colocados no Serviço de Proteção à Testemunha depois disso. Confesso que eu não vinha prestando muita atenção nesse plot e fui pego de surpresa com esse final. Temos uma trama da temporada?

Veja a promo do próximo episódio abaixo, mas cuidado: o destino de Ellen é revelado logo na promo.

http://www.youtube.com/watch?v=uX4NjHv7efw

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