Review | White Collar 4×01: “Wanted”

  Leandro de Barros  |    terça-feira, 17 de julho de 2012

Nem muito bom, nem muito ruim: White Collar volta na média

Where in the World is Neal Caffrey?

Spoilers abaixo.

Resumo da Última Temporada: Neal e Mozzie colocam as mãos no tesouro nazista que Vicent Adler estava atrás. Enquanto tentam uma maneira de fugir de Nova York com o tesouro, surge Keller atrás do dinheiro. O rival de Neal sequestra Elizabeth, contando à Peter que Neal possui o tesouro. O ex-vigarista ajuda a recuperar Elizabeth sã e salva e, com isso, ganha uma audiência que pode liberá-lo da prisão. Porém, o ex-mentor de Peter aparece, disposto a encontrar um motivo para levar Neal para Washington e prolongar sua pena o máximo possível. Depois de voltas e reviravoltas, não sobra alternativa ao nosso herói a não ser fugir de Nova York e do FBI.

Eu lembro de ter comentado no season finale da terceira temporada de White Collar que a atitute dos roteiristas e produtores da série de fazer Neal (Matt Bomer) fugir poderia ser ótima ou ruim. Ótima se eles decidissem inovar um pouco o formato série, tirando aquela coisa de um caso por semana e focando na fuga do Neal. Ruim se eles decidissem forçar uma maneira para o Neal voltar para os EUA em alguns episódios. Depois de ver “Wanted”, suponho que seja um misto dos dois.

Ao invés de começar com o paradeiro de Neal, a nova temporada começa com Peter (Tim DeKay) sentado no ex-apartamento do colega. O recado é claro: mais do que onde Neal está agora, a temporada começa com onde ele faz falta. Assim, nós o veremos em Nova York em muito breve.

Peter vai para o FBI, onde nós conhecemos o Agente Collins (Mekhi Phifer), o agente destacado pelo FBI para caçar Neal. Aparentemente, Collins é a personificação de um cão de caça: ele não se importa se o seu alvo vem vivo ou morto e nem se importa com o que ele precise fazer para cumprir sua tarefa. Um osso duro de roer, para continuar com a metáfora canina.

Enquanto isso, Neal curte a sua vida no Cabo Verde, comprando chapéus do Panamá (que são fabricados no Equador… dafuq) e flertando com a bela Maya (que é vivida por uma atriz argentina), que gosta de tomar caipirinhas, uma bebida brasileira. Ah, e, por alguma razão, na parte do Cabo Verde onde Neal está, eles só falam espanhol. Mesmo o país tendo sido colonizado por portugueses. Esse parágrafo é a definição de globalização, amigos.

Enfim, Neal está curtindo a vida adoidado no Cabo Verde com Mozzie (Willie Garson), tudo na maior paz e tranquilidade. Mas paz e tranquilidade tem um preço, claro. Eles precisam pagar uma “comissão” para um homem que “comanda” a ilha.

Dando uma adiantada no plot do episódio, tudo vai bem até Peter conseguir ligar para Neal e descobrir onde ele está. Só que o Agente Collins “rouba” a informação de Peter e vai para o Cabo Verde. Peter vai atrás, encontra Neal, armam um plano pra fugir mas Neal é capturado.

Lembram que eu disse que a nova temporada poderia ser ótima se eles explorassem essa fuga do Neal e o deixassem nesse lado mais criminoso? Bem, de certa forma, foi o que aconteceu nesse primeiro episódio. Mas eles também já estão pavimentando o caminho para o vigarista voltar para Nova York para trabalhar no FBI, o que pega a versão “ruim” que eu imaginei. Ruim porque mostra que a decisão de fazer o Neal fugir na temporada passada não teve peso nenhum. Assim, o começo da quarta temporada de White Collar fica na média.

Promo do próximo episódio:


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