Review | White Collar 3×15: “Stealing Home”

  Leandro de Barros  |    quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Falta um episódio pro fim da temporada e a gente ainda não faz idéia do que vai acontecer!

White Collar dá os últimos retoques antes do final da temporada e aproveita para deixar os espectadores ainda mais confusos. Afinal, o que raios vai acontecer?

Spoilers abaixo.

Eu estou confuso. Eu ainda não entendi o que vai acontecer no fim dessa temporada da série. Uma coisa é uma série apontar uma direção para o fim da temporada e, além de cumprir o prometido, ainda dá uma surpresa extra. É o imprevisível positivo, você ganha aquilo que estava sendo prometido e antes de acabar “Opa, olha só que legal isso aqui…” e bang, você é surpreendido com algo novo.

Outra coisa é chegar no penúltimo episódio da temporada e você não ter a mínima idéia do que vai acontecer. Aí acontece o óbvio e a gente fica achando ruim, mas não vou me apressar.

Vamos falar do episódio.

Um novo golpista está na cidade: Gordon Taylor, a versão evoluída de Neal Caffrey. Charmoso, rico, com bom gosto, fala suave e inteligência apurada, Taylor monta seus golpes de maneira que todo mundo saia livre e todo mundo ganhe uma graninha. Pra completar, sem tiros, sem confusão, sem gente morta. Essa política 100% paz e amor galgou o rapaz para o status de celebridade do mundo dos salafrários. Simplificando, ele é o Brad Pitt das armações, o Robert Downey Jr. dos trambiques, o Jack Mankey das safadezas, o… bem, vocês entenderam.

É importante frisar isso, porque eu aposto essa caneca de café amargo na minha mão que o pilantra ainda vai aparecer na série em breve. Com destaque.

Claro, com a presença do Superstar em Nova York, o FBI ligou o radar. Neal e Mozzie se infiltraram na trupe de Taylor e acabaram se envolvendo no roubo de uma bola de baseball no estádio do New York Yankees.

Stealing Home tem algumas peculiaridades interessantes. Antes de partir para o campo das “dicas” do futuro, vamos com o que o episódio apresentou por si só. Achei interessante a virada de campo com o background da trama: ao invés de museus, gangues, jóias ou ações (que são o campo de Neal), dessa vez o caso se passou no mundo do baseball, especialidade de Peter. O episódio todo abusa postivamente das referências ao passado de Peter e aproveita para mostrar um lado mais sonhador, ingênuo, diria até apaixonado, do personagem. Mostrou mais de Peter, aumentando a dimensão do personagem.

Quanto ao futuro, ficamos confusos. O mesmo Neal que não quis fugir com o tesouro há 5 episódios atrás, agora diz para Mozzie que só está esperando ser solto para voltar aos golpes. Porém esse mesmo Neal expressa o desejo de continuar trabalhando no FBI enquanto caça Taylor, e parece querer ser igual à Taylor! Neal, Y U NO DECIDE, CARAI?

A parte engraçada? Eu acho que é proposital. Acho que essa confusão de Neal é de propósito para que nem a gente, nem os personagens saibam o que vem por aí. E sendo assim, eu me despeço. Volto em breve com o review do grande final da terceira temporada de White Collar e finalmente pra saber se Neal voltará a ser um criminoso ou não.

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