Review | White Collar 3×11: “Checkmate”

  Leandro de Barros  |    terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Sem medo de finalizar tramas, White Collar volta com tudo do seu longo hiato, prometendo coisas boas pro futuro

Depois de um longo hiato, White Collar volta a ser exibida e, para nossa alegria, volta bem. Spoilers abaixo.

White Collar volta do hiato nos relembrando uma das coisas que ela tem de melhor: sua agilidade e auto-confiança. A série resolve não se prender e se limitar a uma trama e, sem medo de arriscar, resolve logo todo o impasse sobre o tesouro nazista roubado e mergulha de cabeça em uma nova trama.

Eu costumo definir White Collar como uma série procedural, mas que nunca perde o rumo da trama da sua temporada. Por isso mesmo, a série prefere investir naquilo que fica na tela por mais tempo, seus personagens, do que em acontecimentos específicos. Dando exemplos simples, é preferível para White Collar que o relacionamento entre Neal (Matt Bommer), Mozzie (Willie Garson) e Peter (Tim DeKay) seja trabalhado do que o roubo do tesouro em si. Por isso, acontecimentos como o roubo do tesouro, o sequestro de Elizabeth e outros, são interessantes para reforçar os personagens do que para gerar interesse por si só.

Assim, eu não me surpreendi quando em 5 minutos de episódio, Mozzie já estava de volta e o trio já tinha um plano a fazer. Ainda não era a hora da série flertar com uma disputa entre os seus protagonistas (embora eu continue achando que isso seria fantástico e realmente quero que aconteça em breve).

Após alguns acontecimentos, o trio começa a trabalhar com Keller (Ross McCall), tentando ganhar tempo para Jones e Diana acharem Elizabeth (Tiffani Thiessen). Além da ótima cena no apartamento de Neal, com Keller se indispondo com cada um dos personagens presentes, teve mais uma cena que me fez ver o personagem com outros olhos: a conversa dele com Neal no caminhão. Ali, eu senti que, ao mesmo tempo que a ponte entre os dois está quebrada, a história entre os dois é algo a se levar em conta e talvez explorar no futuro.

O episódio transcorre sem problemas até o seu final, onde a série mostra que não tem medo de abandonar tramas e partir pra coisas novas: Keller preso, Neal indo assumir o roubo do tesouro para manter o larápio na cadeia e recebe a notícia que ele vai, ao contrário, ser solto em poucos meses.

Aí a história muda. Antes, Neal tinha dúvidas de fugir porque não queria trair a confiança de Peter e perder tudo aquilo. Agora ele vai embora, querendo ou não.  Há sempre a possibilidade dele continuar trabalhando no FBI como consultor (o que é mais provável), mas há uma outra possibilidade muito mais agradável de se imaginar: perto do finale, alguma coisa acontece entre Peter e Neal e o ex-golpista resolve tirar o “ex” do seu currículum.

A estrutura da série não precisa mudar: Neal pode continuar fazendo alguns serviços por fora para o FBI, mantendo os casos da semana, enquanto planeja com Mozzie seus golpes, criando o caso da temporada. Eu prefiro acreditar nesse caminho.

Vamos ver o que vem pela frente:

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