Review | Touch 1×02/03: “1+1=3” e “Safety In Numbers”

1×02: 1+1=3

Esse episódio já começa bom no título, e tudo faz sentido no fim. Martin volta à insistência em ter Jake consigo em casa, aquela mesma briga com a assistente social Clea. Jake fugiu de novo como sempre, eu tenho para mim que o moleque não fala apenas porque não quer. E um episódio todo interligado.

Numa pegada diferente ao primeiro e impressionante episódio, 1+1=3 uniu três histórias em apenas uma, e fez com que Martin salvasse a relação pai e filho(a) de três famílias diferentes, apenas com sua insistência. Uma combinação de números fez com que Martin perseguisse um homem que sofria uma doença grave e queria morrer. Um garoto indiano viajou até os EUA para espalhar as cinzas do pai num estádio de baseball, e por último, um garoto russo era completamente excluído em sua cidade natal por ter um pai mafioso. O interessante do episódio foi ter tudo ligar e uma simples atitude de Martin fez com que o cachorro que o pai mafioso do garoto russo mandava dos EUA para o filho na Russia fosse perdido no aeroporto, a aeromoça que se encarregava de entregar o cão conheceu o garoto indiano e o ajudou a espalhar as cinzas do pai no estádio, e depois encontrou o cão que a levou até o pai que tentava se matar depois de não ter sido morto num assalto “armado” à mando do mafioso russo, tudo isso aconteceu porque Jake fez Martin ir até a loja do homem e impedir o assassinato no assalto.

Ok, até aí tudo bem, o objetivo da série é esse, não vale a pena eu ficar aqui explicando todo o acontecimento do episódio pois não é isso que vocês querem, a intenção e falarmos sobre o que aconteceu. Bom, o episódio não foi ruim, mas teve uma pegada muito parecida com o primeiro, parecia uma série polícial tipo CSI, tudo muito igual, seguindo praticamente um esquema de ordem. Isso não me agradou, até porque se a série insistir nisso será cancelada logo, nem sequer adicionou nada a trama central da série, permaneceu tudo exatamente como antes, ok, você tá me xingando agora e dizendo que ainda é o segundo episódio. Eu entendo. Mas uma série de 12 ou 13 episódios não se deve dar ao luxo de fazer episódios “mais do mesmo”, veja Alcatraz, muito falado antes da estréia, porém nada falado depois, não empolga, é fato.

Estou gostando num aspecto geral. O Piloto foi realmente de uma qualidade absurda, é normal o nível cair um pouco, nada que assuste e espero que os próximos episódios venham melhores, ou ao menos com coisas à acrescentar a trama central. A série tem grande potêncial.

1×03: Safety In Numbers

Touch

Este terceiro episódio foi até agora um dos mais interessantes, o mistério foi levado mais à sério, exigiu-se mais de Kiefer Sutherland, afinal a série é toda para ele, e ele tem a obrigação de carregá-la nas costas e não fazer papel de otário em todo episódio.

Uma coisa que realmente me está irritando em Touch é o exagero nas ligações e principalmente a repetição dos diálogos entre Martin e Clea sobre Jake, a insistência dele que pode cuidar do menino, e o pior, a resistência dela mesmo sabendo do que o menino é capaz. Não estou analisando quem tá certo ou não, isso é um tema que ainda não nos permitiu ter uma profunda análise da coisa, mas a insistência no assunto torna o episódio chato toda vez.

O caso dessa semana foi bem interessante pois não teve grandes ligações externas, os outros casos estavam lá, mas Martin não esteve envolvido nos casos, e eu realmente acho isso mais interessante, assim como o piloto. O segundo episódio foi estranho exatamente por essa ligação de tudo, acho que é forçar demais a barra. O caso exigiu de Martin, ele precisou ser um pouco Jack Bauer meio detetive e realmente o episódio empolgou.

Para terminar eu acho que falta em Touch uma “história da temporada”, algo que nos ligue ao longo dos episódio, e não apenas os diálogos sem sentido de Martin e Clea, se isso não acontecer, Touch pode estar fadada ao fracasso mesmo tendo um bom elenco, boa produção, boa idéia e pecando nos roteiros.

Quem venha os próximos episódios.

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