Review | Suits 2×07: “Sucker Punch”

  Luana Gonçalves  |    sexta-feira, 03 de agosto de 2012

Inteligente, empolgante e com um belo cruzado de direita, esse episódio te deixa numa avalanche de emoções e pedindo por mais.

Sabe quando dizem que algo é tão bom que você não tem nem palavras para descrever? Bom, isso é mentira. “Sucker Punch” é um daqueles episódios que, de tão inteligente e empolgante, você fica com vontade de falar sobre ele por horas, contando o que você sentiu em cada cena e formulando teorias e mais teorias. Então, se prepare para uma avalanche de emoções (e spoilers) abaixo.

O episódio começa com uma reunião com Tanner, Jessica e Harvey, que está dando seu testemunho sobre o mais novo fato no processo de fraude, a destruição do documento por Donna. Tanner deixa claro em suas propostas de acordo que ele não está nem aí se ele ganhar cem milhões de dólares ou nada, o que ele quer garantir é que Harvey perca seu direito de advogar. Tem como ele ter menos profissionalismo? Pior que tem. Tanner provoca Harvey e sua relação com Jessica, mas como o advogado de Pearson Hardman segura a barra, ele parte para um ponto mais sensível: a relação de Harvey com sua mãe. Suas provocações beiram a vulgaridade e isso leva Tanner a tomar um belo de um soco de Harvey. Sucker punch! E cabe lembrar: essa é apenas a primeira cena do episódio.

Jessica e Harvey resolvem organizar um julgamento de mentira na firma, como uma preparação para o futuro, se eles conseguirem levar o caso ao tribunal. Louis é o escolhido para realizar o papel de Tanner, já que eles tem o ódio por Harvey em comum, e Mike recebe uma intimação para trabalhar com ele e ajudá-lo a pensar fora da caixa – algo que Harvey aprova. Uma ex-funcionária da firma também é chamada para ajudá-los, como uma consultora de júri. Não é preciso dizer que Harvey e ela já tiveram um passado, não é? Mas aqui vai um fato curioso: a atriz que interpreta a personagem Zoe, Jacinda Barrett, é a esposa e mãe da filha de Gabriel Macht, ator que faz o Harvey. No início achei bem legal essa participação dela, mas depois ficou estranho. Parecia que eles estavam sendo eles mesmos e eu estava me intrometendo na vida deles, vendo-os durante seu encontro, que nem uma creeper… Enfim, a química entre os dois deu certo, obviamente, e é isso que importa.

A cada cena, o episódio fica mais tenso. Mike confrontando Louis sobre o gravador de Harvey e, assim, dando ideias para o julgamento; Harvey visitando Donna e a assistente questionando as mesmas coisas que questionei na review anterior (por que ele não a demitiu? por que ele não lutou por ela como ele lutou por Mike?); Mike sendo submetido a um polígrafo e saindo dele de uma forma espertíssima; Hardman, trabalhando como o juiz do julgamento falso, agindo para que Jessica apareça mal na frente dos outros sócios e por aí vai…

Minha parte favorita, entretanto, foi quando Donna aparece para testemunhar no julgamento de mentira por causa de Mike. Louis, agindo como Tanner, pega extremamente pesado com ela e acaba a humilhando na frente de todos. Harvey tenta dar um esporro em Louis logo depois do ocorrido, mas o inverso acontece. Louis grita com o outro advogado, dizendo que ele teve que fazer aquilo, mesmo que não quisesse. Todo aquele julgamento era porque as pessoas estão tentando ajudar Harvey para que ele seja salvo – o julgamento era culpa de Harvey. Logo, se tudo o que acontece ali é culpa dele, a maneira que Donna foi tratada também é sua culpa. O que não é mentira. Louis teve todo o direito de brigar com Harvey por isso e colocá-lo em seu lugar, e o último finalmente percebeu que estão todos tentando ajudá-lo a sair desse processo, até mesmo Louis – que pareceu demonstrar um sentimento forte pela assistente em seu discurso.

Ao defender Donna na frente de todos, Harvey, sem querer, mostrou seu lado mais sensível. Zoe aponta que o júri precisa e gostaria de ver Harvey como alguém com sentimentos e Jessica logo bola uma estratégia. Na hora de questionar Harvey, Jessica conta a história de como eles se conheceram quando o advogado ainda era um jovem que trabalhava no departamento de correio da firma e já fazia o que era certo, mesmo tentando esconder que se importava com as pessoas. A partir daí o júri já estava a favor de Harvey, mas eles só ganharam mesmo quando Louis, interrogado por Jessica, assumiu que acha Harvey um advogado excelente e acredita que ele não teria escondido o documento.

Após o julgamento de mentirinha ter acabado, Mike se enterra em caixas de documentos e arquivos de casos do Tanner para encontrar algum podre do advogado no qual possa usar contra ele e arranjar um acordo melhor que não tenha o fato de Harvey perder sua licença como opção. Quem acaba encontrando, na verdade, é Hardman, e acaba funcionando. Outra coisa funciona para ele também. Hardman aproveita esse momento de fraqueza da firma – isto é, de Jessica – para convocar uma reunião com os sócios com o intuito de votar se ela deve continuar no topo ou não.

O que me leva à pergunta: será que todo esse processo de fraude foi um plano para que Hardman conseguisse fazer com que Jessica parecesse mal na frente dos sócios e ele tentasse voltar ao comando da firma? Será que ele trabalhou com Tanner para isso? Quer dizer, Tanner logo aceitou o acordo dele e Hardman não contou a ninguém que podre ele tinha contra Tanner. E, bem, ele podia ter forjado e implantado o documento no meio dos arquivos para que Donna encontrasse… Teorias, teorias, teorias. E se vocês acham que terão suas dúvidas esclarecidas na próxima semana, desculpe informar, mas o próximo episódio será um divertido flashback de cinco anos atrás. Eles sabem mesmo como fazer um cliffhanger.

http://www.youtube.com/watch?v=WvIx8VWNZUw


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