Review | Suits 2×03: “Meet The New Boss”

  Luana Gonçalves  |    quinta-feira, 02 de agosto de 2012

Esse episódio é a prova de que Hardman veio para ficar - e causar polêmica no escritório.

“Você é o número 2, eu respondo ao número 1”. Essa fala de Harvey, direcionada a Daniel Hardman, é um bom resumo do terceiro episódio dessa temporada de Suits. “Meet The New Boss” é, finalmente, a prova de que Hardman veio para ficar – e causar polêmica no escritório.

Logo na reunião de boas-vindas a Hardman com os sócios da firma, ele já tenta roubar tanto a cena quanto um caso de Jessica, que rapidamente reverte a situação e passa o processo para Harvey resolver. Hardman não recua e sugere que os dois trabalhem juntos, o que é algo que Harvey, sem muito sucesso, tenta evitar.

O caso envolve a empresa que eles representam contra enfermeiras em greve, que, por sua vez, são representadas pela personagem da incrível Margo Martindale (Dexter, Justified). Como sempre, Mike fica no meio de ambos advogados, não sabendo direito a quem responder e acaba agindo por trás de Harvey, acreditando que o outro sabe o que ele está fazendo. No final das contas, isso não é algo ruim, já que ao contar a Harvey o que fez – levar a personagem de Margo para conversar com sua avó na casa de repousoo -, o advogado mais experiente acaba encontrando um jeito de solucionar o caso. Mas não sem antes ouvir de Mike que ele não deveria utilizar informações de sua avó daquele jeito e, finalmente!, resolver contar ao seu associado o motivo de não gostar de Hardman.

O meu único problema (que na verdade é apenas uma observação) em relação ao Daniel Hardman é que ele é interpretado por David Costabille, que tem uma voz serena e uma aparência de tio fofo. Então, mesmo sabendo que ele não é flor que se cheire, não consigo odiá-lo nem não gostar dele. E isso foi uma ótima jogada da série em fazer um “vilão” tão… agradável.

Louis, alguém que beira a linha do simpático-antipático com menos sutileza, pende mais para o primeiro aspecto nesse episódio. Dá para simpatizar com ele quando uma encarregada de Harvard, que vai à firma para analisar a relação entre ele e os associados, revela que seus subordordinados acham que ele não trabalha tanto quanto eles. Ele prova o contrário fazendo todo o trabalho de todos eles em apenas uma noite. E ainda consegue formar laços com Harvey!

As mulheres da série roubam a cena sempre que aparecem. É possível perceber que os escritores estão trabalhando para que Rachel e Donna tenham uma amizade mais forte e presente desde o fim da última temporada, e que é demonstrada nesse episódio nas cenas sensacionais quando as duas saem para o happy hour para afogar as mágoas de Rachel. Aproveitando a deixa, preciso falar um pouco sobre ela. Na review do episódio anterior, falei mal da Rachel pra caramba, porque até agora não havia nenhum motivo para gostar dessa personagem. Agora, minha opinião começa a mudar.

Após enfrentar Mike e ele realmente preferir ficar sem ela a contar a verdade, Rachel não fica choramingando pelos cantos ou se jogando para ele. Não, não. O que ela faz? Ela dá mais uma chance para o Direito e vai fazer a prova para tentar entrar na faculdade. Assim, ela deixa de ser apenas alguém que serve como interesse amoroso para Mike para ser uma personagem com vida própria, independente. Um grande avanço, não? Está aí um de vários motivos pelo qual eu não tenho dúvida alguma de que os escritores de Suits sabem direitinho o que estão fazendo. Essa temporada só tende a melhorar.

Reviews da temporada


Já está nos seguindo no Twitter e no Facebook? Vem trocar uma idéia com a gente também no Botecão do Jack, nosso grupo no Facebook. Se quiser algo mais portátil, corre pro Telegram.

Comentários