Review | Revolution 1×11: “The Stand”

João Paulo

  segunda-feira, 01 de abril de 2013

Review | Revolution 1×11: “The Stand”

Depois de um LONGO hiatus a série volta de modo explosivo, com ecos de guerra e traçando um novo caminho a seguido daqui prá frente.

Revolution 1x17

Demorou, mas chegou, depois de uma longa espera Revolution retorna com episódios inéditos e nesta volta a série tratou de não perder tempo, utilizando uma narrativa bem movimentada, a ação aqui é ininterrupta e o desenvolvimento dos arcos principais revela uma história com um ótimo potencial respondendo e introduzindo novos mistérios.

O episódio começa exatamente aonde o anterior parou, com Miles e companhia sobre a mira das armas de um helicóptero militar, as consequências da construção do amplificador de energia são sentidas de imediato com a perseguição inicial na floresta. O grupo consegue escapar, mas fica claro que o foco da história agora tem intenção de estender o perigo a todos os lugares, vemos aqui uma forte iniciativa de trazer o núcleo da resistência para história e agora que Monroe tem um poder de fogo a seu favor o objetivo dele é destruir todas as ameaças ao sua republica começando pelos rebeldes.

Assim como o ritmo do episódio é bem frenético em relação aos outros, dessa forma temos poucos momentos para assimilar o reencontro da família Matheson, que logo se separam tomando caminhos diferentes, mas com um objetivo em comum. A narrativa faz a opção de dividir os plots em três, o primeiro explora através de Charlie, Danny, Nora e Aaron o campo rebelde, o segundo voltou-se para à mitologia do blackout com Rachel e Miles indo atrás de poder de fogo para responder aos ataques da milícia e a terceira foca na republica Monroe com Bass (Monroe), major Neville e seu filho Jason.

Começando pela narrativa que envolve Charlie no campo rebelde, depois do ataque ocorrido na província de West Chester pelos helicópteros de Monroe deixando dezenas de pessoas mortas então coube a ela, Nora e os outros a missão de avisar a sede rebelde em Annapolis na província de Maryland sobre a situação e o perigo eminente que os atingirá a qualquer momento. De modo situar o espectador no lugar tem-se aqui a volta de um aliado de Nora, o padre Nicholas que fez sua primeira aparição no episódio três dessa temporada e retorna agora com outra aparição juntando forças com líder da resistência comandante Ramsey. A partir daí há uma preparação para batalha contra os temíveis helicópteros da milícia, então temos um pequeno momento família entre Charlie e Danny.

Já que a história tem dificuldades com polimento de seus personagens os flashbacks aqui caem com uma luva para narrativa, assim temos uma visão do passado focado em Danny, sua relação com Charlie e antes disso sua relação com sua mãe Rachel de modo que essas cenas eram um prenuncio do que estava por vir no trágico clímax do episódio, mas daqui a pouco chegamos nessa parte. O segundo plot é todo voltado como eu disse antes no mistério a cerca do blackout.

A vantagem de ter a Rachel como recorrente é que ela é o centro de todo o mistério que ronda o desligamento global da energia, assim quando a personagem e Miles vão atrás de um antigo amigo da cientista chamado John (um cara que fabrica armas a partir da tecnologia do pingente de energia) temos aqui algumas evidências de que essa parte da história pode render bastante. O interessante nessa sequência é que o roteiro não enrola ao fazer ligações do personagem John (um cara nada confiável, diga-se de passagem) com misterioso Randall que também dá as caras neste episódio, assim como Grace.

Enquanto Miles e Rachel estão se empenhando para levar uma ajuda extra ao acampamento rebelde, a narrativa que envolve Neville e sua tropa mostram um avanço depois de tomarem o acampamento West Chester na direção do acampamento em Annapolis logo após interrogarem um dos sobreviventes. Nesta parte temos o confronto decisivo entre Neville e seu filho Jason, a divergência entre ambos chega ao limite de saírem no braço em um dos momentos mais tensos do episódio, culminando com a expulsão do filho pelo próprio pai por discordarem do massacre promovido por Monroe e seus helicópteros. Jason mostra aqui uma áurea mais justa e até bondosa por assim dizer, mas Neville é um comandante frio e calculista que em meio à guerra não se importa nem com inocentes, aliás, ótimas cenas para os atores JD Pardo e Giancarlo Esposito terem um pouco de destaque na tela.

O episódio “The Stand” é feliz por trazer momentos como esse e ainda mais satisfatória ao seguir uma linha narrativa limpa que deixa claro ao espectador o que os roteiristas querem da série daqui em diante, a partir de agora o foco será a guerra da resistência contra a república Monroe, misture isso ao mistério do blackout para alimentar o conflito e temos ai conteúdo o suficiente para ser trabalhado até o season finale em maio próximo.

O único, porém do episódio talvez seja cena que deveria ser a mais impactante da série até agora, mas a carga emocional se perde no caminho exatamente pelo pouco desenvolvimento dado aos personagens em geral, neste caso em especial Danny. A morte do personagem deveria ser algo com mais emoções a flor da pele, por isso achei a cena um pouco precipitada, podiam ter desenvolvido o relacionamento dele com a mãe e a irmã melhor antes de se livrar do personagem dessa forma, pelo menos por um ou dois episódios, nem os flashbacks que em certos pontos ajudam, neste caso não contribuem para alavancar o desfecho trágico do irmão de Charlie.

Ainda que essa parte traga falhas ela ao mesmo tempo serve como catalisador de motivação para Charlie e Rachel, que terão que deixar as diferenças de lado e se unir por um ideal evidenciado no diálogo entre ambas perto do final do episódio. Pensamento que vai se estender a todo grupo a partir de agora, mesmo que Aaron ainda não esteja motivado com a ideia, que fica claro no seu descontentamento com Rachel escondendo tantos segredos, mas Nora e Miles pelos seus passados com certeza terão motivação suficiente.

Na parte técnica o episódio é impecável, cenas de ação bem coordenadas principalmente à sequência final com ataque de dois helicópteros na sede da resistência em Annapolis, destaque para cena de heroísmo de Danny derrubando um dos helicópteros, bela captação de imagens e produção caprichada com cenário que lembram muitos ambientes urbanos de guerra oriundas do oriente médio, ao menos o personagem partiu de forma honrada em uma cena muito bem filmada, diga-se de passagem.

Além dessa sequência o episódio guarda a grande sacada para os últimos minutos com a visita de Randall ao general Monroe na sede da republica, ele chega para oferecer seus serviços e trazer assim uma nova dimensão para o conflito, dois aliados poderosos e com um deles com objetivo ainda obscuro para nós. Aqui há muito ser explorado e para balancear “The Stand” ainda introduz um mistério do lado aliado com Rachel velando seu filho e no momento seguinte demonstrando frieza suficiente para tirar uma cápsula metálica do corpo dele, essa crueza da personagem às vezes assusta.

Assim de modo geral pode-se dizer que a série voltou muito bem do hiatus, explorando os mistérios e as cenas de ação, ainda que cometa erros no desenvolvimento de alguns personagens e seguro dizer que a história tem um objetivo maior a ser explorado e um caminho mais definido a ser seguido. Esse episódio mostra que as peças estão se movendo, alianças estão sendo formadas e que cada vez mais vilões e mocinhos estão se fortalecendo, dessa forma o “Revolution” episódio após episódio faz jus ao nome que carrega afinal a revolução está apenas começando.

Observações da Revolução:

  • A Torre: Agora sim temos um nome para instalações onde Randall, Grace e novo personagem Austin estão situados, ao que parece esse lugar será peça chave para descobrimos a verdadeira causa do blackout.
  • Enganação ou Impressão? – Não sei vocês, mas eu fiquei com impressão de que passamos dez episódios na busca por Danny em vão, já que o personagem morreu neste episódio depois de reencontrar por um breve momento sua família. De positivo mesmo só o desenvolvimento da Charlie como personagem.
  • Amplificador: Interessante notar que a cena em que os dois helicópteros atacam um deles carrega a máquina criada por Rachel que utiliza a tecnologia do pingente e o segundo só está ativo por causa do primeiro, pode-se perceber aqui que o raio de ampliação da energia tem um raio de cobertura bem grande, seria interessante saber o alcance real do equipamento.
  • Triângulo Amoroso: Neste episódio fica ainda mais claro que teremos um triângulo amoroso entre Rachel, Miles e Nora. O episódio explora a relação Miles e Nora em certo ponto e em outro momento explora Miles e Rachel, algo que já estava na cara desde o episódio anterior.
  • Ben Matheson: Ainda que pai da Charlie tenha falecido ainda gostaria de ver mais do passado dele com Miles e Rachel, neste episódio tivemos apenas uma cena, mas o suficiente para perceber que o clima entre Rachel e ele está diferente do normal.
  • Jason Neville: Depois de revelar sua verdadeira identidade para Charlie, prevejo que depois disso Jason deve se juntar ao grupo de Miles, afinal a briga com seu pai parece ser algo se volta.
  • Próximo episódio promete mais ação e respostas definitivas sobre o blackout, veja a promo abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=NG0wkKBTFoM

  • Como a review demorou um pouquinho tenho um presente para vocês, saiu neste sábado passado à prévia de três minutos de duração dos próximos episódios da série direto da convenção de quadrinhos WonderCon 2013, então saca só o que vem por ai nessa reta final da temporada.

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