Review | Revolution 1×15: “Home”

João Paulo

  sábado, 04 de maio de 2013

Review | Revolution 1×15: “Home”

De volta as origens Miles e Monroe, voltam a se enfrentar pela segunda vez na cidade natal em que ambos foram criados em um episódio cheio de surpresas

revolution 1x15

Depois de visitar a republica da Geórgia semana passada, evitar um desastre nuclear e ainda ganhar um exército de presente para acabar com Monroe, Miles tem um novo desafio essa semana em mais um episódio interessante de Revolution, que podia ser melhor senão insistisse tanto em fazer de Monroe um vilão sentimentalista.

No episódio anterior teve um foco no passado de Miles como general na antiga da milicia, aqui neste episódio a trama se volta mais uma vez para o relacionamento complicado dele e com seu amigo Sebastian Monroe. Enquanto no episódio “Nobody’s Fault But Mine” trata de mostrar a deterioração dessa amizade durante os anos pós-blackout, em “Home” a narrativa explora a juventude dos amigos e a introdução de um amor de infância dos dois na figura de Emma interpretada nos flashbacks pela jovem Hailey Wist e na versão adulta pela conhecida Annie Wersching vista na série 24 Horas e recentemente em uma participação em Touch.

Esse triângulo amoroso vem não só para adicionar mais uma mulher na lista de conquista de Miles (sim mais uma acredite), mas vem para revelar mais do personagem de Monroe. A história do episódio começa no centro da ação, com Miles, seu novo exército e o restante dos rebeldes, logo após vencerem um conflito contra a milícia. Nesta cena em particular eu fiquei um pouco decepcionado, porque usaram flashbacks para mostrar parte da batalha e com isso o diretor Jon Cassar perdeu uma boa oportunidade mostrar o conflito em tempo real, algo que muitos esperam da série, bom pelo menos eu espero ver um conflito desse tipo em campo aberto, vamos ver se isso acontece até o season finale.

Devido esta vitória do contingente de Miles, Monroe se viu acuado e percebeu que teria que dar uma resposta a esse ataque. Dessa forma o general usa a única cartada capaz de atrair á atenção de seu velho amigo e nada como voltar ao lugar aonde ambos foram criados. O roteiro aqui escolhe dar mais espaço ao personagem do ator David Lyons assim tem-se mais uma vez Monroe testado como líder, mas ao que parece essa ebulição de emoções do personagem só prejudicou seus julgamentos durante todo o episódio, agravado pela sua relação com uma antiga paixão. Emma na verdade entrou na história para adicionar ainda mais rivalidade entre Miles e Bass, sendo que ela estava comprometida com tio de Charlie, mas na verdade era apaixonada pelo melhor amigo dele.

Como eu disse anteriormente não gostei do jeito que a narrativa constrói Monroe, antes podíamos ver que essa instabilidade dele o tornava perigoso e isso tornava o vilão no mínimo interessante de assistir, mas neste episódio o personagem se mostra muito fraco, indeciso, incapaz de torna decisões sensatas e com isso acaba levando o ataque de seus milicianos a cidade ao completo fracasso, mesmo que seu plano de atrair Miles para cidade tenha dado certo inicialmente.

Se a narrativa principal os conflitos continuam tensos, na trama paralela focada no mistério do blackout pouco se desenvolveu. Rachel e Aaron finalmente conseguem sair das fronteiras da republica Monroe até a Nação das Planícies, aliás, ao contrário do episódio anterior em que a Federação da Geórgia sendo o centro das atenções o mesmo não pode ser dito da nova republica, que aqui não foi explorada como devia (provavelmente irão fazer isso na próxima temporada) servindo apenas como parada aos personagens. A melhor parte aqui é o foco no personagem Aaron e a primeira surpresa que episódio trás para o personagem.

Desde o episódio focado nele “Sex & Drugs”, conhecemos um pouco do gênio bilionário, a história triste com sua esposa até o momento em que ele a abandonou. Não sei a real razão dos roteiristas em trazê-la de volta, mas gostei de ver Priscila neste episódio e acredito que a intenção é finalmente fechar essa história do Aaron, para que ele possa seguir em frente. Foi bom ver o personagem agindo de forma corajosa para salvá-lá, mas é de estranhar que ele fique incomodado dela estar com alguém e com filho, que ela revelou ter mais tarde, afinal foi ele que abandonou a coitada, mas enfim esse capítulo da história desses dois parece ter sido concluído neste ponto.

Saindo da trama do blackout e voltando a trama do Monroe e Miles, as coisas lá estão pegando fogo, não só pelo fato de Monroe agir como se estivesse nos tempos inquisição e botar fogo em uma casa da cidade com todos os moradores dentro. É claro que Miles teve que salvar todo mundo e ainda arrumar um tempinho para se reunir com Emma de novo. Dessa forma as reviravoltas começam a acontecer.

A maior vantagem de “Home” é explorar o confronto entre milícia e rebeldes no clímax e aproveitar para colocar mais um dilema na cabeça de Monroe. A revelação de que Emma ficou grávida de Monroe na época que eles eram jovens foi uma grata surpresa, pena que os roteiristas resolveram botar mais lenha na fogueira e matar a amada dele pelas mãos de um georgiano, agravando ainda mais a relação conturbada entre Miles e Monroe.

Assim podemos concluir que este episódio de Revolution ganha pontos por explorar o passado do vilão, mas perde ao enfraquecê-lo no processo. Não há dúvidas que a instabilidade de Monroe será sua ruína e com a revelação dessa paternidade pode agravar ainda mais seu estado emocional, assim as portas se abrem para os rebeldes e a Federação da Geórgia conquistar a vitória nessa guerra, aliás, falando na republica da presidente Foster teve ainda um ótimo twist no final com aparição de Neville no lugar, vestido a caráter o personagem vem para ser aliado inesperado nesta disputa, resta saber se Miles e Charlie vão aprovar tal ajuda que promete por fim ao reinado de Sebastian Monroe de uma vez por todas.

Observações da Revolução:

– Charlie e Miles: A cena dos dois foram poucas, mas o bastante para mostrar em que pé anda o relacionamento sobrinha e tio. Charlie ainda está querendo saber o que houve entre ele e a mãe dela, enquanto Miles se recusa a dizer, afinal o que será que realmente aconteceu entre Rachel e ele?

– Problemas de confiança: Ainda não entendo como Rachel não deixa que Aaron a ajude a compreender e decifrar as anotações de Jane Warren, o cara é um gênio e ela ainda não percebeu o quanto ele pode ser útil. Acredito que o personagem será de grande importância no futuro.

– Jeremy Baker: Foi bom ver o retorno do personagem de Mark Pellegrino, apenas gostaria que ele fosse um pouco mais aproveitado no contexto e não servisse só de conselheiro para Monroe, aliás, ele é o espelho de como os milicianos se veem perdidos quando seu general não consegue tomar uma decisão sensata.

Emma: Não sei vocês, mas achei essa personagem bem safada, noiva de Miles, mas aproveita que ele está dormindo na sala para se pegar com melhor amigo do mesmo na cozinha, isso se chama sacanagem meus amigos.

– No próximo episódio antes da batalha contra a milícia, Miles terá que resolver problemas internos com a chegada de Neville, veja a promo.


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