Review | Revolution 1×13: “The Song Remains The Same”

João Paulo

  terça-feira, 16 de abril de 2013

Review | Revolution 1×13: “The Song Remains The Same”

Um passo a mais para descobrirmos o que causou blackout, uma possível ameaça nuclear e um prisioneiro de guerra dão o tom do novo episódio de Revolution.

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O episódio dessa semana continua a boa leva de episódios pós hiatus, mas apesar de ainda cometer alguns erros no roteiro, consegue adicionar informações suficientemente interessantes para manter o interesse do espectador, e consegue isso explorando o personagem do major da Republica Monroe.

Neville sempre foi um bom personagem de Revolution, pessoalmente um dos meus favoritos, tanto que os episódios que focam nele (“Soul Train”) e na relação com seu filho (“Ties That Blind”) são um dos melhores da primeira parte da temporada. Sendo assim “The Song Remains The Same” tinha tudo para igualar aos anteriores no diz respeito ao desenvolvimento de sua história, mas ao invés disso mostra uma visão do major bem inesperada, uma figura frágil, amedrontada, que se deixa enganar pelo próprio filho, um amor pela esposa que o torna fraco e tudo mascarado por uma carapaça de vilão que consegue tampar parcialmente esses defeitos acima.

Tudo começa quando Monroe e Randall Flynn (cada vez mais influenciando o general) o enviam para uma missão especial, mais do que nunca sua competência e lealdade estão sendo posta a cheque. Neville sente desconfortável ao perceber o quanto Flynn está conseguindo fazer a cabeça do general, dessa forma aceitar a missão era a única alternativa, mas o que o major não esperava era que os espiões de Jimmy aliado Miles iriam interceptar seu comboio no meio do caminho de ida até o local da troca.

Com Neville capturado o roteiro explora como Miles, Rachel e Jason que agora se juntou aos rebeldes de vez, reagem com figura do vilão entre eles. Para Miles o major ali é a lembrança de um passado que ele nunca vai conseguir apagar, fica claro que no momento da tortura o tio de Charlie tinha missão de extrair informações de Neville, mas acabou caindo no jogo psicológico do oficial de Monroe se deixando levar pela culpa e a raiva.

Essa faceta do personagem de Giancarlo Esposito que agrada mais, um vilão frio, persuasivo e que causa medo a todos a sua volta, como em Rachel que vê a presença dele ali como uma ameaça tendo então sua chance de vingar um dos responsáveis pela morte de seu marido e do sequestro de seu filho no primeiro episódio da temporada. Algo não compartilhado por Charlie que se mostra ainda mais transformada em uma figura semelhante ao tio e prefere o método de Miles de extrair informações antes de matá-lo.

Aqui que entra o erro do episódio, um prisioneiro como Neville não pode ficar com guarda tão fraca como aquela, como Rachel mesmo profetizou antes, vilões como ele devem morrer de imediato, porque eles não ficam preso por muito tempo. Dito e feito, o major não só escapou como matou o padre Nicholas (R.I.P) no processo garantido sua ida direto para o inferno.

O restante do episódio fica a cargo dos rebeldes tentando desvendar sobre o que era a missão de Neville, para isso utilizam o membro recente dos rebeldes, seu filho Jason. Nesta parte fizeram uma cena que realmente gostei o conflito dele com Miles como tática do roteiro para enganar o espectador na hora da conversa entre Jason e Neville, juro que quase me deixe levar pela aquela atitude do namoradinho de Charlie de libertar o pai, ainda bem que era só uma tática para saber o local da entrega dos diamantes.

A sequência que se dá hein uma fábrica perto da cidade de Finley entre a milícia liderada por Randall, que tomou o lugar de Neville após o fracasso inicial, para garantir que a troca seria feita e o grupo rebelde liderado por Miles. Depois de alguns tiros e mortes, descobrimos que o verdadeiro objetivo da missão, malas com símbolos biológicos são encontrados no local e com isso Revolution muda seu status para “Monroe vai jogar baixo”, porque tudo leva a crer que ele está agora com posse de um dispositivo nuclear.

Agora com um indicio de uma ameaça biológica eminente Rachel não tem escolha a não ser chegar à mitológica “a Torre”. No começo do episódio ela contou tudo que ela sabia para Aaron, sem falar que ganhamos mais uma pista do processo físico-científico que levou ao grande blackout, ao que parece Rachel e outros cientistas desenvolveram um tipo de microrganismo do tamanho de partículas que foram programados para absorver energia a sua volta, além de replicá-las constantemente, tudo comandado pela tal torre.

Dessa forma a cientista e Aaron partiram para o local que fica em local secreto passando pela republica chamada “Nação das Planícies”. Em tempos de despedidas, mais uma vez Charlie vê sua mãe parti sem promessas de retorno e Miles deixa seus sentimentos falarem mais alto revelando uma paixão intensa por Rachel, o que me deixa mais curioso para saber mais do passado de Rachel, Ben, Miles e Maggy, porque como vocês se lembram do papai Matheson estava casado com outra, será que ele descobriu sobre o casal? Veremos.

Pode-se dizer então que “The Song Remains The Same” apesar de não ser um grande episódio, teve seus bons momentos trazendo algumas respostas mais claras sobre o blackout e sobre o próximo passo de Monroe na sua guerra pessoal contra aqueles que são contra sua republica. Sem falar que agora ele perdeu mais um de seus oficiais, porque Neville após escapar dos rebeldes, tratou de buscar sua esposa e fugir da Filadélfia, o que será do personagem agora depois de desertar? No lado rebelde da força Miles e seu grupo agora precisam localizar a tal arma nuclear, enquanto Rachel e Aaron embarcam em uma jornada perigosa em busca de respostas. Revolution começa a esquentar de vez e faltando pouco mais de sete episódios para fim da primeira temporada as coisas prometem ficar intensa tanto na milícia quanto do lado rebelde, a busca pela energia continua, mas agora com a sombra de um possível conflito nuclear tudo pode acontecer.

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Observações da Revolução:

– Nano partículas virais: Não sei se vocês notaram, mas Aaron tinha caderno mostrando o desenho das nano partículas criadas por Rachel. Será que ela tem efeitos em humanos também?

– “The Song Remains The Same”: É o sexto nome de música do Led Zeppelin que Eric Kripke coloca na série, esse sim é fã.

– “All Night Long (All Night)”, Lionel Richie: A música que Neville ouve no carro durante sua missão foi um hit do Lionel Richie em 1983, canção do álbum “Can’t Slow Down”. A música em si serve de grande ironia para Revolution em relação ao blackout por citar em sua letra um estado permanente de falta de energia.

Teorias Revolucionárias: Falando em possibilidades malucas e muitos fãs andam comentando que Charlie pode ser filha de Miles. A julgar pela cena desse episódio, Miles e Rachel tem uma história muito forte, não será surpresa se ela revelar que sua filha também é filha do ex-general da republica general.

– Próximo episódio Revolution começa a explorar as outras nações dos EUA pós-blackout, começando pela Federação da Geórgia, veja promo abaixo e prepare-se para uma viagem além das fronteiras da republica Monroe.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=5ZTuWIboSko


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