Review | Revolution 1×08: “Ties That Bind””

João Paulo

  quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Review | Revolution 1×08: “Ties That Bind””

O universo de Revolution continua se expandindo! Veremos uma guerra em breve?

Agora assim posso dizer sem medo de ser feliz que esse foi o melhor episódio da série até agora, o arco do blackout só se expande, os perigos só aumentam e cada vez mais as ações humanas no seriado se mostrando ainda mais conflituosas.

 

Miles e companhia estão a cada vez mais próximos do estado da Philadelphia onde fica localizada a sede da república Monroe, mas antes eles precisam cruzar uma ponte no estado da Pennsylvania para seguir adiante, o problema é que o lugar é patrulhado pela milícia, que mais tarde se revela uma armadilha para capturar todos eles.

Essa armadilha foi planejada pelo carrasco mais cruel da tropa de Monroe, sargento Strausser, que fez uma aparição breve no episódio seis “Sex & Drugs”, mas aqui faz sua grande entrada, causando tensão e espalhando terror. A série é feliz em construir o personagem através de sua fama, nós não o conhecemos, mas quando Miles argumenta que ele era a única pessoa que lhe causava medo quando estava na milícia, o espectador tem a ideia de que está diante de uma grande ameaça, o que pode ser comprovado ao longo do episódio. O Sargento age como se fosse um cão de caça, implacável e sempre tendo uma carta escondida na manga em relação aos seus adversários. As informações que General Monroe tinha sobre cada membro do grupo de Miles, foram usadas pelo vilão para atrair os mesmos, sendo que Nora foi o alvo principal do plano, uma vez que sua irmã Mia estava sendo mantida como prisioneira.

“Ties That Bind” ou “Laços Que Unem” no português, se deve ao fato da história explorar o passado das duas irmãs (Nora e Mia) que sobreviveram no mundo pós-blackout depois que perderam a mãe brutalmente assassinada e o pai desapareceu sem maiores explicações, as duas tiveram que sobreviver por conta própria uma cuidando da outra em meio ao caos que assolou a humanidade. No presente as irmãs se separam e seguiram caminhos distintos, Nora acabou se unindo aos rebeldes e Mia caiu nas mãos dos milicianos, sendo salva naquele presente momento por Miles, Charlie, Aaron e sua irmã.

Os laços do título não estendem apenas a Nora e Mia, mas também a relação pai∕filho entre Neville e Jason, centro das atenções na trama que envolve a milícia. Note que desde o episódio “Soul Train” percebemos certa hostilidade do capitão em relação a seu filho, mas ao vê-lo sendo torturado neste episódio, a máscara de durão foi quebrada por breves momentos. É claro que Jason sofreu a tortura por perguntar demais sobre a missão de Strausser e acabou sendo denunciado pelo Coronel Faber para Monroe. O grande momento dessa parte da história foi como as coisas se resolveram, a esposa de Neville se mostrou uma personagem bastante perspicaz e ambiciosa, mais uma vez vale dizer que adição de Kim Raver ao elenco fez bem a série, sua personagem é quase uma alusão moderna da versão de Lady MacBeth, mais pelo fato dela ver um potencial inimaginável para o marido e ainda conseguir que ele obtivesse informações para salvar Jason e quebrar a confiança de Monroe em relação ao Coronel Faber. Acredito que a história dessa família pode render muito ao longo dessa temporada.

De volta à narrativa principal e com Mia a salvo o grupo não teve escolha a não ser pegar um caminho alternativo para atravessar o rio em direção à Philadelphia, neste meio tempo a irmã de Nora tentava convencê-la a deixar o grupo e seguir com ela para Califórnia depois de revelar que seu pai estava vivo. Nora se mostra uma pessoa leal ao grupo, colocando sua promessa a Charlie acima até mesmo desse assunto familiar. Falando em Charlie que neste episódio apareceu como coadjuvante, mas mesmo assim se destaca no diálogo que teve com Nora pedindo que ela escolhesse a família ao invés do compromisso que ela tinha assumido de salvar Danny, cena simples, tocante e importante para desenvolvimento da personagem que começa a se importar com as pessoas ao seu redor.

O grande momento do episódio vem nos 10 minutos finais, cheios de reviravoltas e surpresas. Começando pela traição de Mia, que na verdade estava trabalhando para Strausser em troca do pingente, que ela conseguiu roubar de Aaron e salvar a vida de Nora.  Outro grande momento foi à luta entre Miles e Strausser, os diálogos entre os dois também foi excelente, toda a sequência foi muito bem dirigida, com direito a ajuda de Nora que no final escolheu deixar a irmã e voltar para grupo. No fim eles acabaram vencendo o sargento, mas não o impediram de colocar as mãos no pingente de energia que agora está em posse de Monroe. Ao final podemos concluir que Revolution mais uma vez apresentou um episódio consistente, bem dirigido e desenvolvido, criando momentos de tensão que faltaram no episódio anterior e gerando ainda mais expectativa para fall finale daqui a dois episódios.

 

Observações da Revolução:

– Randall e Grace apareceram no último minuto revelando que os pingentes tem localizador, como você pode ver no mapa a abaixo. Quatro estão localizados na Republica Monroe, um em Plains Nation, outro no Texas e outro na Federação da Geórgia. Essa peculiaridade só me faz crer que todas essas nações entrarão em uma guerra de proporções épicas em breve.

Aqui embaixo o mapa atual, você pode comparar os dois para se localizar.

– Ainda sobre eles, o que será aquela instalação em que os dois se encontravam.

– Rachel apareceu em apenas uma cena, construindo um tipo de arma para Monroe, mas o que ela irá servir ainda não se sabe.

– Palmas para o beijo entre Miles e Nora, em uma breve despedida os dois deixaram o sentimento falar mais alto, mas agora só quero ver como esses dois vão ficar agora que ela voltou ao grupo.

– No próximo episódio, o penúltimo antes do hiatus promete muito, com Miles fica frente a frente com General Monroe, veja o promo abaixo ao som de Led Zeppelin:

http://www.youtube.com/watch?v=01h6YDrlLJU


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