Review | Revolution 1×07: “The Children’s Crusade”

João Paulo

  segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Review | Revolution 1×07: “The Children’s Crusade”

E as respostas finalmente começaram a chegar! The Children's Crusade nos entrega um pouco de informação sobre o mundo da série

A série pós-apocalíptica chega pela primeira vez ao ponto crucial de sua história onde tanto no passado quando no presente, os mistérios começam a ser revelados aos poucos.

Vou começar já dizendo que foi sim um bom episódio de Revolution, mas devo dizer que esperava um pouco mais quando disseram que teríamos grandes revelações sobre o blackout. Não me levem a mal, algumas respostas foram interessantes, mas quando se cria certa expectativa em torno de algo que pode elevar bastante o nível da série e isso não acaba ocorrendo, uma ponta de dúvida paira na cabeça de quem está assistindo.

Tirando essa pequena decepção, o episódio foi bem interessante, então vamos a ele. Miles e o grupo continuam sua busca por Danny, mas em seu percurso acabam esbarrando em um grupo de crianças órfãs que viviam em um prédio abandonado nas redondezas. Vivendo de forma independente e tendo apenas uns aos outros para se proteger, temos aqui boa referência aos meninos perdidos de Peter Pan, sendo que o Peter Pan deles foi capturado pela milícia de Monroe, brincadeiras a parte o irmão de um dos garotos, precisamente um menino chamado Michael interpretado pelo ator mirim Colin Ford (sim o mesmo que fez a versão criança do Dean em Supernatural), foi levado contra a sua vontade para uma espécie de iniciação forçada dentro um navio de recrutamento, com objetivo de transformar adolescentes em soldados.

Essa trama divide espaço com a outra que também se desenvolve ao mesmo tempo lá na capital da República Monroe. O flashback da vez é focado no passado de Rachel, nele descobrimos que ela faz parte de um grupo que desenvolve um novo tipo de tecnologia avançada, grupo do qual Grace (aquela personagem que andava desaparecida desde o episódio dois), seu marido Ben e o doutor Bradley Jeff fazem parte. Achei interessante o jeito que desenvolveram a história dela, notamos que Rachel ainda não é um personagem cativante, mas ao conhecermos um pouco mais da sua vida podemos compreender um pouco mais suas motivações.

Ainda sobre ela e o mistério do blackout, o flashback se passa três anos antes do evento, agora podemos entender melhor a origem dos pingentes cuja tecnologia foi criada acidentalmente quando eles estavam desenvolvendo um equipamento que geraria eletricidade de forma mais barata e limpa, e também foi revelado o papel do governo na história, representado pelo misterioso vice-secretário do departamento de defesa chamado Flynn.

A história mostra todo o receio e vulnerabilidade de Rachel tanto no presente quanto no passado, fica claro que a personagem toma suas decisões sempre em favor de proteger sua família, mesmo que isso prejudique uma pessoa, como seu amigo cientista Bradley ou a humanidade inteira, com a venda do equipamento para o governo que ao que parece causou todo o evento. Isso pode parecer um pouco de egoísmo, mas nas duas circunstâncias ela o fez para salvar a vida do Danny. Entenda que mães são movidas por amor, principalmente amor pelos seus filhos, então às ações nem sempre são compreensíveis, outros podem questionar os motivos, mas só elas conseguem agir dessa maneira, é um instinto protetor natural.

Já que estamos falando sobre ações compreensíveis podemos retornar a outra narrativa e entender as razões de Charlie e Miles ao se sentirem responsáveis em relação aos órfãos, a primeira porque compreende o que o garoto Michael está passando tendo o irmão também em cativeiro e o segundo porque a razão dos garotos ali não terem pais está ligado ao seu passado como general da milícia. Aaron foi único que não achou uma boa ideia aquela situação, além disso, ele parecia não gostar muito das crianças, provavelmente deve ser porque sofreu bullying na escola quando era só um pequeno nerd, é dele também a frase geek do episódio com referência a Star Wars “a pack of hairless Ewoks” (um bando de Ewoks sem pêlos) ao se dirigir a elas.

Ao encontrar o local o grupo percebeu que entrar no barco e regastar o garoto não seria uma tarefa das mais fáceis, foi ai que a Charlie voluntariou-se para ser capturada e infiltrar na embarcação. Aproveitando esse momento vou fazer uma observação, assim como eu entrei na campanha dos criadores de “Um dia Charlie saberá atuar” vem ai uma nova “Parem de dar soco no rosto da Charlie”, eu até entendo que a menina tem problemas de atuação, mas ai resolveu que todo episódio alguém tem enfiar a mão na cara da coitada, contando com o do episódio passado, já foram três bolachas servidas, cadê a lei Maria da Penha que não está funcionando naquele território, sério fico revoltado.

Apesar disso a garota vem me surpreendendo, parou um pouco com aquele jeito meio irritante dos primeiros episódios e já melhorou bastante de três episódios para cá. O plano dela não saiu como previsto, mas neste momento Miles e Nora entram em cena para dar um pouco de ação ao episódio e protagonizar bons momentos de luta, até nisso Charlie também melhorou, outra vez ela salvou o tio na hora H.

O grande momento do episódio, ou pelo menos deveria ser, foi o clímax no navio, encurralados e desarmados ao longe Miles, Nora e Charlie perceberam clarão vindo de um farol na costa, revelando assim o mistério do pingente guardado secretamente por Aaron, que naquele instante estava escondido no porão juntos com os órfãos, ele também acabou salvando os mesmos de dois milicianos.

Essa progressão dos mistérios revelados na hora certa foi o grande trunfo do episódio, se lá em cima eu reclamei que não foram tão satisfatórias pelo menos foram bem conduzidos na narrativa. Todas as tramas se alimentaram do mistério do blackout de forma diferente e todas concluíram suas pontas soltas abrindo novos leques de possibilidades. A trama focada na mãe de Charlie nos revelou os responsáveis por criar o equipamento que deu origem ao apagão, e ainda sugeriu que o inimigo maior é governo norte-americano representado pelo departamento de defesa, na outra trama do resgate do irmão de um dos meninos orfãos a revelação não foi nossa, e sim do grupo de Miles que finalmente descobriram sobre a existência do pingente de energia.

Enfim Revolution cada vez mais deixa o arco do resgate de Danny em segundo plano e começa a fazer a transição para colocar o arco da busca dos pingentes como foco principal. Acredito que episódios mais eletrizantes estão por vir, mas a série precisa tomar cuidado para não criar muitas expectativas e entregar algo aquém do esperado, mas “The Children Crusade” ainda assim cumpriu seu papel muito bem e Miles e seu grupo terá que ter atenção redobrada para o que estar por vir, porque Monroe mostrou que está disposto a tudo para conseguir os tais pingentes, mas é bom prestar atenção no personagem Flynn ou devo dizer Randall que não só tem Grace como refém, como parece que sabe mais sobre ainda mais coisas sobre o mistério do apagão.

Observações da Revolução:

– O navio de recrutamento só comprovou o quanto a milícia é perigosa, sem falar que os métodos que eles utilizam parecem ter sido herdados de algum regime fascista europeu dos tempos de segunda guerra mundial.

– Com o flashback da Rachel essa semana, está faltando apenas os flashbacks de Nora e Monroe nessa história, esperam que venham em breve.

– Um mistério ainda paira no ar, como o pingente funciona exatamente, Grace sabia como ligá-lo, mas com Aaron ele simplesmente liga sozinho, isso ainda é uma incógnita.

– Charlie ganhou selo de qualidade da milícia Monroe, até uma tatuagem feita com ferro aquecido ela já tem, mais a verdade é que foi uma cena tensa.

– Próximo episódio de Revolution promete ser explosivo e cheio de conflito entre o grupo de Miles por causa do pingente, veja abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=tF_0WfBqGT4


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