Review | Person of Interest 2×14: “One Percent”

João Paulo

  quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Review | Person of Interest 2×14: “One Percent”

POI volta ao normal no episódio dessa semana, mas não deixa a qualidade da série cair, colocando um caso da semana interessante e revelando mais do passado de Finch e Ingram

Poi 2x14

Depois de episódios cheios de adrenalina e tensão, Person of Interest volta ao formato normal do seriado com caso da semana. Sabíamos que isso ocorreria mais cedo ou mais tarde, afinal fecharam um arco de episódios semana passada. Então este episódio vem para desacelerar um pouco as coisas, não que isso aconteça literalmente, mas “One Percent” cumpre seu papel de forma bem satisfatória e ainda acrescenta boas informações na mitologia da série.

O episódio foi bom e movimentado, então começaremos falando do caso da semana que talvez este seja o grande trunfo da narrativa aqui, a vítima da vez é Logan Pierce, um gênio, playboy, bilionário e filan….ok ele não é o Tony Stark, mas bem que poderia ser, na verdade ele é uma mistura de Mark Zuckerberg com Harold Finch por assim dizer, o gênio criou uma rede social chamada friendczar.com (Finch continua sendo o criador das redes sociais, Pierce só melhorou o sistema) chegando a faturar muito dinheiro com seu sócio e amigo. O problema é que quando você tem muitas posses desse jeito, atrair alguns inimigos não é algo difícil de acontecer, então não surpreende a machine ter soltado o número de CPF dele.

Como citei anteriormente que o maior mérito do episódio é ter um caso da semana interessante, interpretado pelo ator Jimmi Simpson conhecido pelos seus papéis nas séries Breakout Kings, Psych e It’s Always Sunny in Philadelphia, o bilionário Pierce é um personagem carismático, inteligente e principalmente esperto, ele quebra todas as regras possíveis e faz tudo que deseja na hora que quer então se pode imaginar que não seria fácil para Reese ficar de olho nele, o que nos leva a boas cenas em um leilão chique de Nova York e mais tarde somos agraciados com método “John Reese” de resolver assuntos desse tipo, vide a cena dele entrando a força na empresa do bilionário fanfarrão.

Dessa relação entre John e Pierce é que o roteiro se aproveita para criar certos paralelos entre a relação dos dois e a relação entre Reese e Finch. Enquanto a segunda relação é totalmente baseada em uma confiança já consolidada, a primeira carece de vários aspectos disso, durante todo tempo John tenta evitar que Pierce seja morto por causa de suas imprudências, mas não há como negar que os dois funcionam bem juntos em alguns momentos, mesmo de um jeito torto.

Ainda dentro das relações do episódio uma em particular foi bem importante, a parceria entre Nathan e Finch que mais uma vez foi explorada através de flashback, desta vez trazendo bastantes informações importantes, primeiro foi de 2001 no momento em que as torres gêmeas caíram, enquanto a reação de Reese a esse evento foi revelado no piloto da série, o de Finch foi revelado somente agora. A reação de Ingram ao atentado foi estopim para que ele e Harold construíssem a “machine”, afinal se eles não mudassem o mundo naquele momento alguém o faria.

O importante aqui é perceber o caráter de ambos, o empresário sempre pensado em salvar vidas e fazer algo mais, ressaltando aqui característica que antes sempre me pareceu duvidosa, já com Harold pode-se notar uma pessoa bem diferente do que ele é hoje, agindo de uma forma mais fria e menos humana por assim dizer. Tudo que Finch representa no presente, era o que Ingram foi no passado, algo que comprova que depois da morte (provavelmente entre 2009 e 2010) de seu amigo, Harold mudou todas as suas convicções. Foi interessante descobrir também que foi Nathan o primeiro a pensar em salvar vidas irrelevantes expelidas pela machine, assim com isto tivemos a resposta que ficou em aberto no episódio 1×22 “No Good Deed”, quando ele criou um plano de contingência ou “backdoor” para acessar a “machine”, plano esse que Finch utiliza até hoje.

Se os flashbacks e o caso da semana cumpriram seus papéis, o mesmo não podemos dizer dá pequena narrativa envolvendo Fusco e Carter, um pouco deslocada da narrativa principal o tempo de tela de ambos foi bastante limitado devido à atenção maior do roteiro a trama de Reese, Finch e Pierce. Ainda assim o plot teve sua parcela de relevância ao trazer a investigação do detetive morto de volta para a história e com isso revelar certo conflito entre Carter e Fusco, o diálogo entre os dois foi interessante para entendermos as impressões da detetive sobre caráter de Fusco, fica claro que ela  sabe separar amizade e trabalho, então pode ser que o lado policial dela seja um problema para o detetive no futuro, resta saber como essa trama irá se desenrolar.

Retornando a história principal vale ressaltar o quanto é bom ver Reese voltar aos velhos hábitos, batendo em bandidos, salvando vidas (a cena dele evitando que Pierce morra envenenado é sensacional e digna do personagem) ao que não víamos isto desde o episódio dez quando ele foi capturado, aliás, até para Rússia ele foi nesse episódio, nada mal prá quem até alguns dias estava atrás das grades e com um colete bomba preso no corpo.

O melhor de “One Percent” é seu ritmo, a trama tem um equilíbrio muito bom entre cenas de ação protagonizada por Reese e cenas de humor em sua maioria protagonizada por Pierce, ao final descobrimos que o melhor amigo do bilionário era o criminoso que queria matá-lo, mas o personagem assim como Finch sempre estava um passo a frente, ele sabia quem era seus inimigos e mesmo assim fez questão de não revelar nada para John com intenção de conhecer o trabalho dele mais afundo, eu não citei antes, mas ele pegou Reese e Finch no flagra, e seu súbito interesse no método de trabalho dos dois de certa forma coloca ele como ameaça, não na forma de vilão por assim dizer, mas vamos ser sinceros pessoas com dinheiro e poder são perigosas, mesmo que não seja intencional, seja como for a “machine” entrou em modo de monitoramento e Logan Pierce será vigiado de perto, algo me diz que o personagem logo irá retonar a trama trazendo consigo mais problemas.

Observações de Interesse:

Contingência: Sabemos agora que Nathan criou o primeiro plano para pegar o número dos irrelevantes, acredito que Finch apenas aperfeiçoou este plano e acrescentou mais uma função a contingência caso ele não estivesse apito a pegar o número, como foi visto no final da primeira temporada e começa dessa, então ao que parece o plano tem duas funções.

Começo do Fim? – O interessante de séries como Lost, Revolution e Fringe é que sempre tem algumas informações escondidas nos episódios que são exibidos, em POI não é diferente, neste episódio, por exemplo, podemos perceber pela primeira vez telas azuis aparecendo durante algumas cenas exibidas nas câmeras de vigilância da cidade, para quem não conseguiu ver basta prestar atenção no começo aos 0:40 segundos do episódio, depois outra vez no minuto 20:50 e no minuto 40:16, a câmera pisca rapidamente revelando estas imagens abaixo.

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O que poderia ser estes números e letras gregas? Não faço a mínima ideia, mas acredito que seja consequência das ações de Kara Stanton no último episódio, o vírus que entrou no sistema de defesa do país está começando a agir de forma silenciosa.

Bear da depressão: Nosso mascote preferido estava deprê no episódio, mas nada como Finch e a internet para ajudar a perceber que o cachorro estava necessitando de companhia, afinal cães também gosto de conviver com outros cães.

“If we don’t change the world, someone else will” – disse Nathan Ingram ao Finch após os eventos de 11 de setembro de 2001.

– Reese (usando um disfarce criado por Finch) comprou cartas de Albert Einstein por 10 milhões de dólares para assim chamar a atenção do bilionário Logan Pierce. Sendo assim faço a mesma pergunta que Reese, quanto de dinheiro Harold tem exatamente? A julgar pela expressão dele a pergunta que John fez, acredito que seja bastante e talvez até mais que Pierce.

– Próximo episódio de promete mais um caso interessante, veja a promo abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=m7JiIH-lfIE


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