Review | Person of Interest 2×07: “Critical”

João Paulo

  terça-feira, 20 de novembro de 2012

Review | Person of Interest 2×07: “Critical”

Para surpresa dos descrédulos, Person of Interest consegue se superar mais uma vez e vem dando sequência à uma ótima temporada!

Pareço um disco quebrado, mas não há como argumentar de modo diferente, Person of Interest consegue se superar episódio após episódio, e este além de apresentar um novo vilão, ainda trouxe um caso da semana interessante e conseguiu criar um clima de tensão ao trabalhar em duas linhas narrativas distintas de forma primorosa.

Vou começar falando do vilão novo que surgiu, Alistair Wesley, ex-MI6 e agora mercenário contratado para eliminar grandes figurões. Wesley vivido pelo ator inglês Julian Sands (Smallville, 24 Horas) é um novo nêmesis para Reese na série, esperto, inteligente como os outros vilões, ele sempre esteve a um passo a frente do team machine no episódio, mais porque possuía todo um aparato de vigilância e uma equipe de profissionais para executar seus planos.

Ao contrário do episódio “Bury The Lede” que escolheu por esconder a face do vilão Quinn até última cena, aqui em “Critical” o roteiro é esperto em apresentar Wesley sem rodeio desde sua primeira cena, no minuto em que aparece se mostra: objetivo, ameaçador e calculista. O diferencial aqui é que tudo foi encarado como jogo por ele, e ao saber do passado de John Reese como agente da CIA o torna uma das ameaçadas mais perigosas a aparecer na série até agora.

Ainda sobre assunto um fator peculiar chamou minha atenção no episódio, todos sabem que a série tem uma característica similar aos quadrinhos do Batman. Assim como morcego tem grandes vilões como Curinga, Espantalho, Charada entre outros memoráveis, Person of Interest também começa criar sua própria galeria de vilões marcantes, começou introduzindo Elias, depois Mark Snow e a CIA, a hacker Root, Quinn e a HR, Kara Stanton e agora Westley, todos eles com qualidades parecidas com as dos inimigos do personagem. Assim POI ganha contornos de comic books em formato de seriado, o que é simplesmente genial, mas é claro fica a ressalva de que a série corre o risco ao criar tantas histórias e vilões e se perder um pouco nesse processo caso não consiga fechar seus arcos de forma coerente e satisfatória, apesar de que com as mentes criativas de Jonathan Nolan e Greg Plageman por trás acho que o risco é pequeno, mas não custa nada deixar registrado.

O caso da semana como eu disse no primeiro parágrafo foi bom, a resolução foi bem simples, mas o clima de tensão criado em torno da potencial vítima a médica Madeleine carregou a narrativa com segurança, sendo persuadida por Westley contra sua própria vontade a fazer um procedimento cirúrgico que levasse a morte de um empresário poderoso do ramo de energia e tendo a vida de sua namorada Amy ameaçada, coube a Reese e Finch evitassem que a vítima se tornasse a criminosa.

Falando nos dois, Reese neste episódio se mostrou um oponente à altura de Wesley, mesmo que o ex-espião estivesse sempre com a vantagem, foi à habilidade de espião de John que fez valer no final das contas, ele também protagonizou os ótimos momentos de pancadaria do episódio, mais uma vez destaco as cenas de luta, que estão bem coreografadas. Agora Finch, ele teve que colocar a fobia de hospital de lado e sair a campo para ajudar Madeleine no hospital, enquanto no QG tivemos uma ajuda especial de Leon (Ken Leung) voltando em cena, depois que a machine detecta seu número novamente (o cara é um imã de confusão) como potencial vítima. O personagem se mostra ainda mais a vontade em sua segunda participação, ajudando Finch fazendo as pesquisas e se divertindo no processo, ele assim como Zoe Morgan terá presença constante porque são aliados com características fáceis de serem aproveitados dentro contexto da série.

Nos episódios anteriores eu ressaltei que Carter estava muito coadjuvante na série, pois bem a segunda narrativa (ou subplot) do episódio foi inteira protagonizada pela detetive, mas também foi alvo de reclamação de alguns fãs da série, eu penso porque a trama não teve um desenvolvimento completo como o plot principal, mas a de convir que a história foi no mínimo correta, achei interessante o caso fluir mesmo sem a presença de Reese em cena ao lado dela, começou como caso de assassinato comum detectado por Fusco (que aliás foi a ponte entre as narrativas, sendo inseridos nas duas sem que isso prejudicasse o desenvolvimento de ambas)  de certa forma estava ligado a detetive através de um cartão achado na vítima, cartão que a levou ao centro de pesquisas Fujima Techtronics aonde acabou esbarrando em Mark Snow não por acaso, porque ele tinha orquestrado tudo para pedir ajuda a detetive e assim Reese ficasse sabendo sobre o retorno de “Ela” (Kara Stanton).

Enfim “Critical” prova mais uma vez que POI não tem medo de arriscar, tanto no caso da semana, como na inserção de uma nova ameaça ou optando por uma dinâmica mais ousada em dividir o foco em duas narrativas completamente distintas, que no final acabam que por se fecharem corretamente com a resolução bem sucedida de salvar Madeleine, Amy e o empresário, criando um antagonista com as mesmas habilidades de Reese e ainda plantando mais mistérios com trama paralela solucionada por Carter. Méritos da série que soube estabelecer seus personagens principais de forma correta sabendo trabalhar de forma dinâmica todos eles quando necessário, tendo esse episódio com um dos exemplos, nenhum deles deixa a desejar.

Observações:

− O prêmio de melhor cão de guarda do mundo vai para Bear, que nesse episódio ficou de olho em Leon, enquanto seus donos estavam de fora, mesmo que por pouco tempo.

− Em um dos grupos do facebook de Person of Interest, uma fã levantou a hipótese de que o centro de pesquisas Fujima Techtronics pode estar ligado a missão de Reese e Kara na China, sendo que esta empresa possa ter conexão com a tal máquina que eles deveriam obter, vale a pena ficar de olho neste detalhe.

− Curiosidade: Alguns fãs dizem que Westley seria como se fosse uma versão do Moriaty para Reese pelo fato do personagem ser inglês, já outros acham que ele seria a versão POI do Charada do Batman, já ele encara tudo como se fosse um jogo, fique a vontade para tirar suas conclusões sobre assunto.

− Ponto para Person of Interest ao inserir no caso da semana um relacionamento gay entre duas mulheres de forma tão natural e sem cair no estereótipo quando esse tipo de assunto é retratado em tela.

− Adoro quando Carter e Reese têm bons diálogos como àquele da última cena, os atores Jim Caviezel e Taraji P. Henson mandaram muito bem.

− A pergunta que fica ao final do episódio, qual será o grande plano de Kara Stanton?

− Além de uma galeria de vilões Person of Interest possui uma galeria de agências governamentais: CIA, FBI, NSA e agora MI6 a primeira internacional.

− “Hiatus Sucks”, teremos que esperar duas semanas para assistir um novo episódio da série, infelizmente, então até lá.


Já está nos seguindo no Twitter e no Facebook? Vem trocar uma idéia com a gente também no Botecão do Jack, nosso grupo no Facebook. Se quiser algo mais portátil, corre pro Telegram.

Comentários