Review | Person of Interest 1×19: “Flesh and Blood”

  Leandro de Barros  |    quinta-feira, 12 de abril de 2012

MELHOR. EPISÓDIO. DA. TEMPORADA.

A ascensão e a queda de Carl Elias são o ponto alto da temporada até agora. E spoilers abaixo.

Não quero dizer um “eu disse!”, mas caramba! É só o Elias (Enrico Colantoni) ter destaque e o episódio se apoiar na “trama da temporada” que a série deixa de ser “uma boa série de entretenimento” pra se tornar “uma série foda com episódios fodas”.

Em Flesh and Blood, somos brindados com nada mais e nada menos do que 5 números da Máquina. O melhor: os 5 números são dos 5 mafiosos que comandam o crime em Nova York. O motivo é simples: Elias está planejando mandar os 5 comem grama pela raiz. Esse é um dos dilemas morais do episódio (e da temporada, por que não?). Você protegeria algum criminoso? Se soubesse que aquele criminoso vai sofrer um atentado, você avisaria ou deixaria alguém fazer o trabalho sujo?

Lembram daquele episódio no começo da temporada, onde uma médica tentava matar o cara que estuprou a irmã? No fim, o Reese leva um cara pra um lugar deserto e a gente fica sem saber se ele matou ou não o cara? Olha aí, o mesmo tema sendo trabalhado de novo, só que com menos foco dessa vez.

Uma outra coisa que me impressionou nesse episódio foi o seguinte. Normalmente, os episódios de PoI vem com um pouquinho de ação, ótimos diálogos, ocasionalmente uma trama muito boa, um desfecho e pronto. Alguns elementos estão sempre presentes na série: ela coloca, quando tem oportunidade, um dilemazinho moral pro espectador. Seja o “sou um ex-soldado que comete crimes mas armaram pra mim”, o “quero matar o estuprador” ou até “meu pai mafioso matou a minha mãe e agora quero vingança”, mas a série nunca dá a “resposta certa” pro espectador. Isso é legal. Só que não é só disso que a série vive. PoI mostra que tem muita versatilidade quando escolhe um episódio que é com muita, MUITA ação. Me fale uma outra série que simplesmente deixa suas outras características guardadas e entrega um episódio foda desses?

E eu não posso escrever uma review de Flesh and Blood sem falar no trabalho de ambientação da série e do seu vilão. Esse episódio foi tão bem feito, que a sensação de que os personagens não podiam confiar em ninguém era palpável. Reese (Jim Caviezel), Mr. Finch (Michael Emerson), Fusco (Kevin Chapman) e Carter (Taraji Henson) só tem uns aos outros e, mesmo assim, o quão eles são confiáveis? A gente sabe que a Carter é um poço de moralidade, mas até quando ela vai aceitar trabalhar com Reese e Finch? Isso se voltar a trabalhar com eles, claro. O Fusco é corrupto, mas já mostrou várias vezes que quer melhorar. Mas até quando ele terá essa vontade, com a maneira com que é tratado pelo Reese e a força da HR? O Reese é imparável, mas o quão moralmente determinado ele é? Nesse episódio ele queria deixar o Elias cuidar dos 5 mafiosos. Pouco tempo atrás ele perdeu o Moretti pro Elias por causa de sua arrogância também. E o Mr. Finch? Esse parece ser confiável? Que segredos ele esconde?

No fim do episódio de hoje, tudo pareceu dar certo: Reese salvou o filho de Carter (numa das cenas mais awesome da série), Carter conseguiu manter 1 (ou 2, não lembro) dos mafiosos vivos e prendeu Elias e Fusco mostrou que não é corrupto. Aos poucos os quatro heróis vão se juntando pra formar uma equipe, ou o mais próximo disso possível. Até aquele assunto do parágrafo anterior ser abordado novamente.

E, bem, também não dá pra deixar de falar no Elias. Ele acabou preso, mas o plano dele deu errado? Acho que não. Ele tem os guardas da prisão na sua folha de pagamento. Quatro (ou três, não lembro) dos mafiosos morreram. O controle da cidade é dele, mesmo atrás das grades. Em breve ele sairá pela porta da frente da prisão. Aliás, eu tenho certeza que ele sairá pela porta da frente da prisão. E aí, meus amigos, se segurem.

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