Review | Person of Interest 1×15: “Blue Code”

Spoilers abaixo.

Um novo episódio com destaque para o passado de Reese (Jim Caviezel). Estávamos precisando disso, né? Depois do destaque à história do Mr. Finch (Michael Emerson) nos últimos episódios.

O CPF da vez é de um policial infiltrado numa gangue de tráfico de drogas lideradas por um malvadão chamado Vargas. Pegar o Vargas era o objetivo do policial, mas ele decide continuar na missão quando descobre que há um peixe ainda maior do que o Vargas na jogada.

Claro, a história da vítima da semana possui grande relação com a do Reese e é nisso em que o episódio se sustenta. O próprio Reese ficou muito tempo infiltrado nas suas missões para a CIA. Só que, segundo esse episódio, ele ficou infiltrado no próprio EUA. Voltamos à isso daqui a pouco.

Antes disso, eu queria comentar uma certa confusão ideológica que noto em Person of Interest. Na verdade, não foi nem a primeira vez que notei isso. Reese literalmente coloca sua vida em risco para salvar a do número escolhido pela máquina. Sem hesitação. Move montanhas para que isso aconteça. Mas não parece se importar muito com as outras 542 pessoas que morrem em cada episódio por causa disso. Em Blue Code tivemos, além do membro da gangue que sucumbe lentamente, vários outros mortos naquele tiroteio causado por Carter (Taraji Henson) e Reese. Por que a vida do escolhido vale tanto e a dos outros tão pouco? Vocês podem dizer que esses caras que morrem não são inocentes, matariam o Reese, blablabla. Eu digo que, se vamos debater isso, então a série cumpriu o seu objetivo .

Seja como for, vamos ficar de olho nesse confuso código moral de Reese. Algo me diz que isso é intencional.

O caso da semana, fora servir de ligação com o Reese infiltrado, pouco acrescenta ao episódio em si em termos de drama. Já faz um tempo em que eu me sinto realmente interessado no caso da semana em Person of Interest. Eu lembro de episódios como o da médica que queria matar o estuprador da irmã ou o caso do Elia e  comparo com alguns desinteressantes para reparar a discrepância entre as histórias. Os casos têm sido fast-foods da série: vemos e já descartamos.

Por fim, vamos falar de passado e futuro.

O passado de Reese ganha contornos cada vez menos nítidos agora. Ele era da CIA, esteve lá no Iraque/Afeganistão, mas estava infiltrado nos EUA antes de sumir? O que ele fazia nos EUA? Era um dos que cuidava do caso das drogas? Acho difícil. Despertou minha curiosidade sobre o fato. 

Quanto ao futuro, que grande motherfucker o Reese foi com o Fusco (Kevin Chapman). Mandar ele de volta pro covil dos corruptos, devendo uma pros caras ainda, é de uma sacanagem fenomenal. Vendo esse tipo de comportamento, me lembra uma frase de um sábio, porém louco, homem: “Se você quer saber como um homem é, veja como ele trata os inferiores, e não os seus iguais.

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