Review | Game of Thrones 2×06: “The Old Gods and the New”

  Leandro de Barros  |    segunda-feira, 14 de maio de 2012

Tyrion dá um tapa em Joffrey. De novo. E de novo. E de novo. E de novo. E de novo.

Você não sabe nada, Jon Snow“.

Spoilers abaixo.

Pela segunda vez eu abro uma review com uma frase que eu achei que estaria no episódio, mas que não apareceu. Não vamos deixar que isso se torne uma tradição.

Apesar da review começar com uma brincadeirinha sem graça, o episódio não começou assim. Aliás, bem pelo contrário, o episódio começou da maneira mais tensa possível. Theon Greyjoy, que foi criado dentro da família Stark nos últimos dez anos, invadiu Winterfell!

O rapaz concluiu o seu plano apresentado no episódio passado: enviou seus homens para atacar a Praça de Thorren e, quando os reforços de Winterfell foram para lá deixando o castelo desprotegido, Theon atacou a principal sede do Norte durante a noite.

A história de Theon não é complicada de se entender. O garoto nasceu em um lugar com regras um pouco diferentes do resto do mundo. Nas Ilhas de Ferro, o maior valor não está na honra/habilidade/cargo ocupado, mas sim na “macheza” (entre muitas aspas) do cidadão. Sendo “criado” (também com aspas, já que ele não foi exatamente tratado como um filho com os Stark) em Westeros, sob outras regras, o garoto quer se provar digno para seu pai. E é nessa ânsia de agradar ao pai e aos homens de ferro que Theon se perde: se perde ao não ver o cenário completo e só se prender à algumas características dos dois lados (Westeros e Ilhas de Ferro), se perde por não ser inteiramente de um e nem de outro. Theon ainda estava em cima da ponte, mas acabou derrubando a travessia quando atacou Winterfell. Tudo metaforicamente, claro. Menos o ataque à Winterfell, esse foi real mesmo.

E por falar nisso, no último episódio o garoto Bran falou que tinha sonhado com o mar invadindo Winterfell e afogando o Sor Rodrik. O futuro do garoto Stark (e do seu irmão Rickon, que só apareceu hoje pra gente não esquecer que são dois garotos Stark) está nas mãos da selvagem Osha. Sorte deles é que ela tem experiência com lobos e usou o mesmo feitiço que usou em Remo Lupin no jovem Theon, garantindo assim um ponto de fuga para Bran, Rickon, os dois lobos, Hodor e ela mesma.

Situação complicada em Winterfell, mas as coisas também não estão fáceis em Porto Real. A família real foi se despedir de Myrcella, que vai em direção à Dorne selar uma parceria entre os Lannisters e o povo de lá, e a simples presença real na cidade com o seu povo foi o suficiente para fazer nascer uma quase rebelião. O Rei Joffrey foi saudado com um portentoso pedaço de metabolismo orgânico (risos) e, pela segunda vez na série, levou um tabefe de nosso herói maior, o fantástico Tyrion! Momento do gif, preparem-se:

EU. NÃO. ME. CANSO. DISSO.

Depois as pessoas se perguntam: “Por que o Tyrion é o favorito de todo mundo?”. Porque ele é o único que faz isso. Ou pelo menos é o único que faz e não tem medo depois, né Cersei?

Aliás, toda a cena da rebelião e de Tyrion preocupado com Sansa (que, afinal, é a única coisa que mantém Jaime vivo com os Stark) foi ótima. O anão mostrou que é muito mais homem do que quase todos os cavaleiros da Guarda Real, mesmo tendo metade do tamanho deles e estar sem armadura. Tyrion fez o melhor possível para controlar a situação, contou com um golpe de sorte do Cão salvar Sansa (numa cena repleta de intestinos) e ainda ensinou uma lição ao sobrinho. Há alguns episódios atrás, Varys disse que o poder residia onde o homem achava que residia. Tyrion provavelmente já sabia disso, mas quem deveria ouvir essas palavras são Joffrey e Theon. Dois Reis de Nada, já que são dois governantes que não são vistos como tal pelo seu povo. Theon dominou o Castelo de Winterfell, mas ele não conquistou o Norte ou o seu povo (pior ainda: nem conquistou seu pai e os homens de ferro). Joffrey senta no Trono de Ferro, mas também não conquistou Winterfell. Se o poder é como uma sombra na parede, uma ilusão, esses dois nunca souberam como brincar com fogo.

Enquanto isso, Robb Stark, o Rei no Norte, recebeu de volta sua mãe no seu acampamento, acompanhada de Brienne. Catelyn Stark chegou no momento exato em que o filhão arrastava a coroa pra cima da jovem Talisa. A matriarca dos Stark faz questão de lembrar ao Jovem Lobo que ele já está prometido à alguém. Para quem não lembra, no final da última temporada, o exército de Robb precisava passar por um lugar para combater o exército de Jaime Lannister. Era ainda o começo da guerra, nem todas as casas tinham escolhido lado ainda e tal. Para isso, Catelyn firmou um acordo com a Casa Frey (quem assistiu a última temporada vai lembrar: era um velhaco que tinha muuuuuitas filhas e filhos). Uma das condições do acordo era que Robb cassasse com uma das filhas desse velho. É melhor Robb manter o seu jovem lobo guardado nas calças, se é que vocês me entendem…

Além da Muralha, finalmente um pouco de ação para Jon Snow. Depois de andar, andar, andar, apanhar do Craster, andar mais um pouco e por fim, andar, Jon e sua trupe chegam até um grupo de sentinelas selvagens. Aí é espadada pra cá, sangue pra lá e Jon Snow encontrou a ruivinha mais sensacional de Além da Muralha. Os dois já estão perdidos dos outros Patrulheiros e a safadjénha da Ygritte já deu sinais de que dará trabalho para Jon.

Lá em Qarth, pouca atenção para Daenerys, a Mãe dos Dragões. O que vale ressaltar é que os filhos dela estão em perigo já que ROUBARAM OS DRAGÕES! É nisso que dá. Tem três brinquedinhos que não conseguem se defender sozinhos ainda e fica mostrando pra todo mundo. Assim não pode Daenerys, assim não dá.

Pra concluir, Arya Stark continua roubando a cena em Harrenhall. Sensacional a montagem da cena do segundo assassinato ordenado por ela. Realmente sensacional. Arya agora já disse dois nomes para Jaqen H’ghar, faltando apenas um. Qual será o terceiro nome? Eu não sei… minha primeira escolha seria o Lorde Tywin, chefão dos Lannisters. Será que Jaqen conseguiria?

Mas nem só de suspiros mortíferos viveu Arya nesse episódio. A garota também nos ajudou a perceber que o Mindinho é o salafrários mais língua mansa dos Sete Reinos. O cara claramente só tem uma coisa em mente: se dar bem. Pra isso, joga um mole na Mãe Stark, bajulava o Renly, passou a ajudar os Tyrell quando Renly morreu, agora está de volta com um Lannister sussurrando ao seu lado. O único que ele não tenta se aproximar é Stannis, que provavelmente iria cortar a cabeça dele caso ele tentasse.

Promo do próximo episódio:

http://www.youtube.com/watch?v=JD7rLWyPmbY

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