Review | Game of Thrones 2×01: “The North Remembers”

  Leandro de Barros  |    segunda-feira, 02 de abril de 2012

A segunda temporada da série começa com o pé direito! Que venha a guerra!

Atenção homens e mulheres de bom coração que lêem as palavras que escrevo: existem spoilers abaixo. Que da Árvore até a Muralha não se ouça que aqueles que me lêem estavam desavisados.

E finalmente a segunda temporada de Game of Thrones começou! Depois de tantos vídeos, imagens, retrospectivas, blablabla e mimimi, finalmente voltamos aos Sete Reinos para acompanhar a dança das cadeiras dos nobres de Westeros.

E, como era de se esperar, nós tivemos um episódio preparatório. Basicamente a série nos aproveitou para dizer como anda a situação político-militar do continente fragmentado e ainda deu algumas pistas do que vem por aí.

Como vocês já devem saber, agora existem quatro reis proclamados no continente. Além do Rei Joffrey, aquele serzinho insuportável, ainda temos o Robb Stark, Rei do Norte; Renly Baratheon e Stannis Baratheon se auto-proclamando sucessores do Rei Robert Baratheon.

Em “The North Remembers”, nós vimos o que o Rei Robb anda fazendo. O garoto Stark tem conquistado pequenas vitórias contra o Exército Lannister, apesar de ainda não ter força o suficiente para um ataque final. Por isso, o lobo vai atrás de aliados: libera Theon Greyjoy para voltar às Ilhas de Ferro em busca de aliados e mandará a mãe até Renly Baratheon propor uma aliança.

Aqui cabe uma pequena explicação: a série explicou um pouco da situação de Theon Greyjoy no episódio. Se você não quer saber, melhor pular para o próximo parágrafo, já que sua história deve ser explicada nos próximos episódios. Durante o reinado do Rei Robert, a Casa Greyjoy se levantou contra o Trono de Ferro. A rebelião liderada pelo pai de Theon foi parada pelo Rei Robert e por Ned Stark. Como punição pela traição dos Greyjoy, o garoto Theon foi enviado para viver com os Stark como “protegido”, que nada mais é do que uma bela palavra para “refém”. Com Theon voltando para as Ilhas de Ferro, ele é o primeiro na linha de sucessão da Casa Greyjoy e pode constituir um bom reforço para Robb. Ou não.

A informação de que Robb já está pretendendo enviar sua mãe até Renly me surpreendeu um pouco. Isso não devia acontecer até mais ou menos o meio da temporada, mas como temos só 10 episódios (acho), não há tempo a perder.

Enquanto isso, do outro lado do continente, Stannis Baratheon sela sua nova crença religiosa queimando as estátuas dos novos deuses. Agora Stannis não segue mais os Sete e segue o Senhor da Luz, deus da perigosa Melissandre, a mulher vestida de vermelho. Não há como dizer quais os planos de Melissandre ou de Stannis por enquanto, mas eu ficaria de olho aberto quando essa mulher estiver em cena.

Já o repugnante Rei Joffrey continua espalhando sua simpatia por Porto Real. Quem não gostaria de ter esse bastardo como Rei? A cada cena do cidadão eu espero que o Cão de Caça retire sua espada e mande o Rei Joffrey para o lado errado da grama. Para deixar as cenas de Porto Real mais agradáveis, temos a perigosa briga de víboras do lugar, com um novo lutador: Tyrion Lannister, o anão mais pop de todos os Sete Reinos.

Tyrion agora é o Mão do Rei e é seu dever “consertar” as cagadas de Joffrey. Mais do que isso, nós só podemos esperar que o Duende toque o terror em Porto Real em breve. Além dele, a Rainha Cersei (Regente enquanto Joffrey é menor de idade), o perigoso Varys e o traidor Mindinho continuam a se mostrar as enormes cobras que sempre foram.

E aquele diálogo entre Cersei e Mindinho? Cada um ameaçando o outro nas entrelinhas, depois abertamente. Ponto alto do episódio!

Para fechar a vida dos quatro reis, o jovem Renly Baratheon nem apareceu. Ok, não há problema, deveremos vê-lo em breve.

Em Winterfell, o garoto Bran Stark passa seus dias como Senhor de Winterfell. Nada muito divertido para um rapazinho da idade dele, com Hordor para levá-lo para lá e para cá enquanto conversa com a Tonks. Pra que brigar por um Trono de Ferro quando se tem uma Auror ao seu lado? Aliás, o pequeno Bran terá papel importante na temporada ao lidar com a parte mais “mística” da trama desse ano da série. Quem prestou atenção já sacou que aquele sonho com o lobo não foi uma coisa de uma única vez e ainda veremos mais cenas daquelas.

Já além da Muralha, Jon Snow continua a caminhada da Patrulha da Noite na terra dos selvagens. Eles andam por dias e não encontram ninguém até chegarem na casa de Craster, um selvagens que toma como esposa suas filhas. Essa foi a parte com mais mudanças do episódio em relação aos livros. Nada que seja muito grave e nos faça reclamar, mas eu tinha de comentar.

Para terminar a vista de olhos no nosso interminável elenco, a lindeza que atende pelo nome de Daenerys Targaryen continua marchando pelo deserto ao lado dos seus dragões. Efeitos ótimos nos dragões, bem melhores que os da última temporada. Dany encontra dificuldades no deserto graças a escassez de comida. Pessoas e cavalos morrem enquanto caminham por lá. E é só o que vimos por hoje.

Esse primeiro episódio serviu pra criar aquela base do que veremos em breve. Um episódio inicial é sempre complicado de se avaliar, ainda mais um episódio com tantos personagens como o de Game of Thrones. Basicamente, vimos o começo do novelo e teremos de esperar para ver como tudo vai se desenrolar. Eu gostei do ritmo do episódio, foi avançando algumas tramas. Eu tinha o receio que a temporada começasse lenta, mas acredito que não será assim.

O único porém foi a pouca atenção que a Arya recebeu, mas não se pode ter tudo.

Semana que vem acompanharemos o desenrolar da história. Veja a promo do próximo episódio:

http://www.youtube.com/watch?v=69CXGsl3oPo


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