Review | Fringe 5×05: An Origin Story

João Araújo

  sexta-feira, 09 de novembro de 2012

Review | Fringe 5×05: An Origin Story

Fringe traz de volta a qualidade com muita emoção acompanhada de vingança, uma colher de tristeza e uma pitada de... Fringe!

Depois do furacão Sandy ter deitado abaixo o Supernovo por algum tempo, the yellow knight rises (créditos para a criatividade do João Pedro, no Botecão do Jack) e com ele vem também essa review de Fringe. Tadam!

Abrindo aqui um parêntesis, eu era da opinião de que, desde o início da 5ª temporada, Fringe tinha vindo a cair vertiginosamente no que toca a história, ação e, principalmente, emoção. Mas sabem que mais? An Origin Story veio para mudar por completo as minhas ideias e mais: criar ainda mais expectativas. Num clima de luto, por causa da morte da nossa querida Etta (é, se não queria spoiler, não clicasse), Fringe retoma a emoção que eu sempre adorei. Aquela de fazer eriçar os pêlos do braço, sabe?

Logo no início vemos que os pais ainda não ultrapassaram a morte da filha. E a emoção que não vimos em 5×04 é-nos apresentada aos potes ao longo do episódio. Enquanto Peter vasculha nas velhas coisas de Etta (e encontra armas e C4, úteis para o futuro), Olivia acorda e pergunta-se ‘por que é que a encontramos se foi para a perdermos de novo?’. A verdade é que eu acho que o aparecimento de Etta, por mais breve que tenha sido, será crucial para a motivação da team em derrotar os carequinhas.

Neste episódio, nada de gravações. Mas…

Em plena rua, Observadores abrem um portal por onde são transportadas (para ‘cá’) três enormes cubos. Segundo a teoria de Anil, o portal é uma rota de expedição de futuro por onde são transportados vários componentes do dispositivo que serve para filtrar o ar do nosso planeta para os Observadores. E, como disse numa review anterior (eu colocaria um link para a mesma, mas um furacão nada simpático decidiu levar as minhas palavras consigo. Damn you, Sandy!), após concluída essa filtração, a esperança média de vida dos humanos reduzir-se-á para cerca de 45 anos. Como tal, neste episódio todos se focam em impedir a próxima entrega.

Como?

Graças às informações de um Observador capturado por Anil e à caixa que o careca transportava. Peter acredita que dito cubo serve para abrir o portal que comunica com o futuro. Tal como uma chamada, descreve Walter, basta que eles usem o cubo para a atender antes dos Observadores. Apesar de Olivia, Walter e, em parte, o próprio Anil discordarem do uso do cubo, Peter está determinado. E meus amigos, esta vingança que alimenta Peter irá levá-lo muito longe. Demasiado, talvez.

Anil: Before you go on a journey of revenge, dig two graves.

Meanwhile, in Harvard [memers will understand].

Walter desenvolve um plano para destruir a entrega dos Observadores. Com o colapso de um dos lados do corredor do portal, isto levará a que a matéria seja toda sugada, criando um buraco negro. Como colapsar? Com anti-matéria. Um cacete de anti-matéria, mais propriamente. Mas há um problema: ninguém sabe montar o cubo e este, certamente, guarda grande quantidade de energia e, como tal, torna-se perigoso. Mas Peter oferece-se para interrogar o Observador capturado para obter informações para a construção do cubo. Olivia fica preocupada, mas Peter tranquiliza-a.

No interrogatório, Peter assume uma de bamf. Com ar ameaçador e dono de todo o conhecimento, usa a auto-confiança para intimidar o Observador. Usando as reações do Observador à medida que monta o cubo, vai tentando descobrir se a colocação das peças está correta. Mas o melhor momento é quando falta uma única peça. Colocada de forma errada, sendo três as opções erradas e apenas uma correta, poderá fazer com que todos morram com a enorme quantidade de energia libertada. Baseando-se na abertura das pupilas do Observador, Peter ameaça tomar as várias opções. O inimigo diz que não teme a morte, mas Peter argumenta que, por mais perfeita que a sua raça seja, eles descendem dos humanos e não controlam certos estímulos. Pupílas dilatadas – boas notícias, explica Peter. Portanto quando observou essa reação no Observador, entendeu que estava a tomar a decisão certa e acabou o cubo. Contudo, após rodar uma das componentes, esta apresentou cor verde seguida de vermelha. Se funcionou? Não sei, pelo menos não explodiu.

No laboratório, Walter encontrou uma gravação. Mas não do seu plano. De Etta. Olivia diz-lhe que está por um fio com toda a situação e dá-se uma das melhores cenas do episódio. Walter diz que Olivia não está só preocupada com a segurança de Peter, mas também com o facto de o poder perder. Daí, diz Walter, a razão pela qual é importante eles verem a gravação. Para enfrentar a dor juntos. E, numa analogia muito interessante, este retoma eventos passados. Diz que não é criando barreiras no coração (algo que Olivia sempre fez, depois da morte do seu amor John Scott, e que só quebrou após se apaixonar por Peter), quebrando universos (algo que Walter fez após perder o seu Peter) nem por vingança (o que Peter está atualmente a fazer) que se pode escapar desta dor.

Olivia: Pain is her legacy to you both. It’s proof that she was here.

De lágrimas nos olhos, Olivia recusa.

Entretanto Astrid decifrou um manifesto das expedições e avisa que a próxima é já em 30 minutos. Num prédio, Peter e Olivia preparam-se para impedir a entrega. Abrem o portal, são interrompidos, Olivia neutraliza o Observador que os atacou, e Peter dispara o cacete anti-matéria. De repente a entrega voltou para trás, fechando-se o portal. Fogem na carrinha com Anil mas, num beco sem saída, vêm que a mesma entrega está a ser feita do outro lado da estrada. Enraivecido, Peter decide ‘obter respostas’.

Na sala de interrogatório, Peter agride o Observador com um saco plástico, a fim de o sufocar, libertando-o no último instante. O Observador explica que a técnica que Peter usou, das pupilas, foi antiquada. Na verdade a sua pupila dilatou devido ao movimento de uma mosca que se encontrava na sala. E então eles têm um diálogo muito interessante. O careca acusa Peter de este deixar as suas emoções se meterem no seu trabalho. Não, diz Peter. Mas a verdade é que o Observador tem razão. As emoções, como diz ele, interviram no trabalho de Peter pois ele, quando achava que tinha obtido a resposta quanto ao cubo, tinha somente acreditado nas suas emoções, na sua intuição, e naquilo que queria acreditar.

Observador: You saw what you wanted to see.

Num ato de pura loucura, Peter opera o Observador a sangue frio, retirando-lhe um pedaço do cérebro.

Remotamente, Olivia está a assistir a gravação do aniversário de Etta. É realmente uma cena comovente do estado de pura felicidade em que Peter, Etta e Olivia se encontravam, aliado à tristeza e medo de Olivia que se desfaz em lágrimas.

Peter: You feel that? The pain of a piece of your braing being torned out? That’s the pain a father feels when he loses his child.

Entretanto, Peter coloca o pedaço do cérebro no seu próprio. Foi uma cena muito welcome to the dark side. Lembrou muito Tobey McGuire em Spider-Man 3, realmente. Mas a verdade é que Peter quer apenas cumprir o desejo da filha e fará tudo o que puder. Mesmo que implique acabar com a própria vida, algo bastante egoísta em relação a Olivia.

Esta última liga-lhe.

Olivia diz-lhe em lágrimas que não o quer perder e que o desejo da filha é que eles ficassem juntos.

Olivia: I just… I love you.

Peter: I love you too.

Há que dar o mérito da qualidade deste episódio às excelentes atuações de Anna Torv e Joshua Jackson que mantiveram o nível emocional à fasquia. E as perguntas para o próximo episódio é: como estará Peter? Até que ponto o pedaço do cérebro do Observador o influenciará? Como ficará a sua relação com Olivia?

Bem, veremos isso e mais no próximo episódio. Até lá!


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