Review | Fringe 4×18/19: “The Consultant” e “Letters of Transit”

  Eder Augusto de Barros  |    quinta-feira, 03 de maio de 2012

Review do episódio 18 e do tão esperado episódio 19, que entra para o hall dos melhores episódios de sempre da série de J.J. Abrams

4×18: The Consultant

The Consultant foi um episódio que trouxe a resposta para o caso Broyles do Universo Alternativo (UA). Como eu suspeitei no último episódio, ele não era um shapeshifter, estava sendo chantageado. Até gostei dessa surpresa no roteiro e gostei ainda mais de como o episódio terminou, apesar do Broyles UA se entregar, ele pode muito bem ter feito isso com segundas intenções, ou ainda, ao invés de correr riscos com a peça de David Robert Jones, ele se entrega e ao mesmo tempo entrega a peça para que alguém faça o trabalho sujo sem saber. Seria clichê mas típico de Fringe.

Impressionante com a qualidade de um ator faz diferença numa hora dessas né. A dupla Lance Reddick e Jared Harris provou nesse episódio esse diferença. Harris realmente é um vilão diferente. A sua mistura de loucura, maldade e frieza cria sensações diferentes no espectadores, ele não é bem do tipo de vilão odiado. Eu não consigo detestar Jones, apenas quero que seja derrotado, como todo vilão deve ser.

Reddick é um ator que me impressiona pela seriedade em que ele encara o papel de Broyles. Quando Broyles está no trabalho é completamente sério, chega a dar impressões de ser até um mau ator, mas quando ele está perto do filho é que conseguimos ver sua habilidade de mudar completamente o humor. O que eu quero dizer é que o Broyles é daquela maneira porque o roteiro pede e não porque o ator é ruim.

Gostei também bastante da interação de Walter com o Universo Alternativo. Neste episódio deu para notar que eles já estão numa química legal os dois universos mesmo isso não remetendo à boa coisa, ainda temos aquelas recordações da terceira temporada e como tudo era conturbado entre eles.

Glyph Code deste episódio foi SIMON, e da para fazer uma ligação à William Bell que usava o nome falso Dr. Simon Paris no Universo Alternativo. Mas como eu estou fazendo este review atrasado da ainda para ligar ao episódio 19 que não tinha sido exibido ainda. Já que um agente Fringe no futuro, que ajuda a achar Walter, chama-se Simon Foster.


4×19: Letters of Transit

A essa altura você já deve saber que o Supernovo participa da Dominação Distópica, uma ação entre sites/blogs que falam sobre literatura e cinema, que pretendem divulgar a Distopia como um tema que cresce muito nestes mercados, pois bem, este episódio foi altamente distópico.

Basicamente o episódio se passa no futuro, 2036 se não estou em erros, e conta a história de Simon Foster vivido pelo ator Henry Ian Cusick (o Desmond de Lost) e também de Henrietta Bishop, vivida pela atriz Georgina Haig. Só ficamos sabendo que Henrietta era filha de Peter no fim do episódio, mas tava na cara, a atriz é muito parecida com Olivia Dunham, provavelmente a filha é dos dois, não vimos Olivia neste episódio, provavelmente algo aconteceu com ela e William Bell foi o causador, tanto que Walter estava com muita raiva e não disse à ninguém que Bell também estava no ambar, e ainda cortou a mão de seu amigo fora com o propósito de usar para entrar em algum lugar.

Descobrimos também que no ano de 2015 os Observadores acabaram com o planeta que conhecemos, ele vieram para cá e declararam guerra, e hoje eles é que mandam, tornou-se uma espécie de ditadura repreensiva, e aparentemente Walter foi resgatado do ambar e ajudou Simon e Etta a encontrar os outros presos no ambar, Peter e Astrid. Como eu disse acima, Bell também estava no ambar, porém Walter escondeu-o do resto, alegando que ele não merecia ser solto pelo que fez com Olivia.

O episódio foi o melhor de Fringe que eu alguma vez. Todos os fãs de Fringe eram unânimes ao escolher os melhores episódios de Fringe, que eram até então, White Tulip, Peter e The Day We Died. Pois bem, Letters of Transit está entre eles agora. Impossível não explodir sua cabeça ao ver o episódio, imaginar os mil caminhos que a série toma para chegar à esse ponto. Imaginar o por que tudo aquilo aconteceu, o por que de os Observadores entrarem em guerra. Minha cabeça ficou viajando por alguns dias nessas ideias. Já tínhamos visto um vídeo no futuro, que também era guerra entre os mundos, e curiosamente está entre os melhores episódios (The Day We Died).

No futuro Nina Sharp é do bem, Bell como sempre suspeitei, é do mal, Walter tem seu pedaço de cérebro devolvido, se tornando assim um cara mais revoltado com o mundo. Esse Walter promete. O que aconteceu com Olivia afinal?

A maneira como contaram o episódio é de louvar, eu a cada vez que me lembro que Fringe estava condenada ao cancelamento antes deste episódio até me dá náuseas, como pode uma série com essa qualidade não ter audiência. Mas ai eu lembro que a humanidade é ignorante e está tudo resolvido. Engraçado que após o episódio a série foi oficialmente renovada para uma quinta e última temporada de 13 episódios. É meus amigos, o fim está marcado!

O Glyphs Code deste episódio é a palavra QUAKE, em português, terremoto. Faz clara referência ao episódio da próxima semana, onde veremos diversos terremotos causados por pacientes testados com cortexiphan que já tinha saído na promo.

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