Review | Fringe 4×16/17: “Nothing as It Seems” e “Everything in Its Right Place”

  Eder Augusto de Barros  |    segunda-feira, 09 de abril de 2012

Bom, se eu disser que atrasei um review pois saberia que os dois episódios se encaixavam na perfeição estarei mentindo, obviamente, mas foi bom pois posso colocá-los em cima da mesa ao mesmo tempo para análise fria e crua.


4×16: Nothing as It Seems

O episódio 16, chamado de Nothing as It Seems, ou Nada como Parece, é a reedição do caso do décimo terceiro episódio da primeira temporada que foi chamado de The Transformation. Bom, se você não lembra do episódio, é aquele que um cara se tranca no banheiro do avião e começa a se transformar numa espécie de monstro. Ai ele matou todo mundo no avião e o avião caiu. Dessa vez foi diferente, ele conseguiu evitar a transformação dentro do avião, e só o fez em terra, deixando assim margem para conhecermos o porque da criação dos monstros, e quem estava por trás de tudo. Claro que era David Robert Jones.

Btw, o lance d0 porco-espinho comer gordura de lipoaspiração foi no mínimo regurgitante. Mas não deixa de ser Fringe na sua essência.

Bom, por mais que o caso tenha sido até legal, o foco foi mesmo o afastamento de Olivia, e a participação dela no caso mesmo assim. E ainda mais relevante foi a atração de Lincoln Lee por ela, em vários momentos do episódio, a cena morria com um olhar triste de Lee para Olivia. Ficou tão evidente que foi até exagerado e chato.

O episódio foi recheado de boas cenas de suspense, e a trilha sonora contribuiu para que este clima fosse criado, astísticamente um episódio de grandíssima qualidade, melhor que muito filme cheio de recursos por aí. Nothing as It Seems também estava recheado de Easter Eggs para os mais fanáticos, como os vários “animais” esquisitos que já apareceram em episódios passados que vimos no porão do navio cargueiro como o híbrido que misturava o DNA de cobra, escorpião e morcego e esteve no episódio 16 da primeira temporada. Ou ainda o parasita que matou toda a tripulação do navio chinês no 9º episódio da segunda temporada.

Para terminar a esse episódio, o Glyph Code foi FUTURE, easy game para interpretar, deve ser relacionado aos plano de Jones em criar uma nova ordem mundial com as raças super evoluídas, como os porcos-espinhos-voadores-gigantes desse episódio. Ou até mesmo o futuro de Olivia, depois do afastamento e retorno.

4×17: Everything in Its Right Place

Lee e Olivia em Fringe 4x17

O episódio já começa sensacional com Gene de FBI, mais nada!

Um episódio completamente Lincoln Lee, na sequência do último episódio, e devido a falta de lembranças de Olivia, Lee se sente um peixe fora d’água ali na divisão e insiste em ir ao Universo Alternativo para se afastar um pouco de Olivia. Vamos chamar Universo Alternativo de UA daqui para frente, para facilitar a escrita. Bom, continuando, no UA um básico caso de shapeshifter atrapalha os planos de Lee mas ele insiste em ajudar pois quer de todo modo estar longe de Olivia.

Incrível como ninguém repara que o Broyles do UA não é o mesmo de antes, apesar que algumas trocas de olhares suaves foram feitas nesse episódio entre Bolívia e o Lee, mas pode ser tudo imaginação da minha cabeça.

Ao longo do episódio, os diálogos entre os dois Lee foram tão marcados pela antecipação e sensação de que eram a mesma pessoa, diferente do resto dos personagens, as duas versões de Lincoln são tão iguais que poderiam ser a mesma pessoa, e isso foi sugerido ao longo do episódio para que no fim um deles deixasse de existir.

Devo admitir que eu gostava muito mais do Lee do UA, sei la, ele era um pouco mais badass, acho que encaixava melhor na situação.

O caso da semana foi tão coadjuvante nesse episódio que não houve nem dificuldades em solucioná-lo, mas a cena da captura foi sensacionalmente bem montada, principalmente pelo diálogo dos dois protagonistas do episódio pelo rádio, parecia uma despedida. O lance de persuadir o shapeshifter para que ele os ajuda-se a recolher as informações sobre os shapeshifters foi bem pensado, mas mal executado, eu achei que ele ter um sentimento parecido ao de Lee foi meio forçado e coincidência demais, poderia ter alguma pimenta a mais.

Confesso que eu achei fui surpreendido com a morte de do Lincoln Lee do UA, naquele momento, eu achei que Astrid iria dizer que de acordo com o material que eles haviam recolhido, que dava a localização de cada shapeshifter, então Broyles era um deles. Mas eu ainda estou com a ideia de que Broyles não é bem um shapeshifter, é mesmo ele, só que trabalhando para o inimigo, um agente duplo. Pois se ele for realmente um shapeshifter, a bomba vai estourar quando eles analisarem com cuidado o material.

O Glyph Code do episódio foi DREAM, outro easy game, o sonho de Lee estar com Olivia, o sonho de Canaan (shapeshifter) em ter uma vida melhor, Lee realizando o sonho de Canaan. Várias referências no mesmo episódio.

Promo do décimo oitavo episódio: The Consultant

Promo do tão aguardado episódio 19: Letters of Transit

Reviews dos outros episódios


Já está nos seguindo no Twitter e no Facebook? Vem trocar uma idéia com a gente também no Botecão do Jack, nosso grupo no Facebook. Se quiser algo mais portátil, corre pro Telegram.

Comentários