Review | Fringe 4×11: “Making Angels”

  Eder Augusto de Barros  |    segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Um grande episódio de Fringe, ótimo caso, além de ser centrado em Astrid em diferentes perspectivas.

Astrid em Making Angels

É dela! É esse o tal episódio centrado na agente Astrid Farnsworth! A nossa querida personagem da calma exuberante, paciência de samurai e a maior lista de nomes da série, finalmente ganha um episódio onde o personagem a ser explorado é ela mesma.

E é também um dos melhores episódios de sempre em Fringe. O caso da semana é realmente empolgante. Talvez pelo fato de diretamente abordar o principal problema da temporada, que é, Peter na timeline errada.

O caso da semana contava a história de Neil Chung, que num fanatismo além da conta, acredita que pode ver além do tempo, e ver as desgraças guardadas para as pessoas, e com isso ele resolve matá-las antes e poupá-las do sofrimento. Ou seja, ele se acha um salvador, e com esse brincadeira o animal fode toda a timeline, ai que entra o relacionamento dele com o problema central.

No fim do episódio descobrimos que ele afinal havia roubado seu “aparelho” de ver o futuro de Setembro, no episódio onde ele dizia a Olivia que ela deveria morrer, e ele estava baleado, talvez foi nesta ocasião que ele foi roubado. No entanto, há também o fato de Chung usar seu “poder” no Reiden Lake, que é o local sagrado de Fringe, onde as principais coisas aconteceram. Isso pode ser uma explicação para Peter ter aparecido nessa timeline, já que era suposto ele ter morrido no Lago e aparecido no mesmo local. Enfim, pode criar e responder várias perguntas, não foi completamente obsoleto para a história, e isso contribui ainda mais para a qualidade do episódio.

A parte da Astrid não foi diretamente ligada ao caso, mas foi bom para conhecermos melhor a personagem, em ambos os Universos. O Glyph Code da semana está diretamente ligado a Astrid, e é EMPATH, que tem a ver com Empatia em português, que é conseguir compreender uma outra pessoa pelo seu emocional se colocando no lugar dela, tentando extrair a experiência dela para você e entendê-la, e ao mesmo tempo conseguir separar psicologicamente isso. Foi o que Astrid fez com sua “eu” do lado B. Se colocou no lugar dela, mentiu sobre a relação do pai, só para entender e confortar com palavras sua outra eu. Uma habilidade para poucos.

Bolívia e sua participação cheia de charme foi interessante para o episódio, por mais que não seja a preferida de muitos, ela consegue colorir o ambiente, os episódios com ela são mais legais. Tivemos também um Walter com medo de se apegar ao filho Peter, e uma participação massiva de Observadores, tudo isso contribuiu para esse grande episódio. Os EasterEggs onipresentes em Fringe, dessa vez foram o bendito número de 47 adorado por Abrams e a Ocean’s Airlines de Lost.

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